ALTERAÇÃO DO ENDEREÇO

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

-" Aliança Brasil - Portugal "

Solidariedade Lusófona: uma Questão Geopolítica Internacional

JPeralta

As manifestações de solidariedade prática entre Portugal e o Brasil, desde o alvorecer da descoberta do país, em 1500, regem-se por manifestações inequívocas de um, quase inédito, espírito de cooperação. Foi esse espírito que manteve a unidade e impulsionou o crescimento deste país continente.

No subconsciente coletivo de Portugal há um imenso carinho pelo Brasil.
O Brasil responde com o mesmo respeito fraternal e solidário.

Os dois países soberanos mantêm e cultivam uma aliança vital que vai muito além de todos os tratados: a língua e a cultura comum.


Esta ideia, sobejamente reconhecida e repetida, recordo-a para alicerçar uma proposta que exponho adiante.

A solidariedade e a amizade, entre países e povos, revela-se em todas as circunstâncias, principalmente em celebrações festivas.
No entanto, é nas horas amargas de um dos parceiros, que a solidariedade tem oportunidade de se revelar plenamente, através de ações proativas, que vão além dos discursos protocolares.
Em concreto, é sabido que Portugal passa por dificuldades econômicas e sociais, que se acumulam há mais de 30 anos.
Portugal, como outros países do espaço do EURO, precisa captar recursos exteriores, para equilibrar suas finanças e prosseguirem, tranquilos, os rumos de seu destino histórico, evitando desperdícios evitáveis.
Esta é a hora de buscar soluções e não de apontar os responsáveis...


A proposta a seguir é uma questão de Geopolítica Internacional, capaz de ajudar a consolidar a convivência entra as nações e estimular a solidariedade da Lusofonia Internacional.


2. Dentro da proverbial e histórica solidariedade fraterna de Portugal e Brasil, e como cidadão brasileiro que dedica , a este país o melhor de suas forças, há mais de 50 (cincoenta) anos, proponho:

Que o Brasil (Governo Brasileiro) estude, com carinho, a possibilidade de comprar a dívida externa portuguesa, como um grande e solidário investimento. Com este gesto estaria aprofundando a indissolúvel aliança dos dois países irmãos. O Brasil, país que investiu no FMI, pode, do mesmo modo, investir no país irmão.

Cabe ao Brasil avaliar a validade política e as condições desta proposta.

3. É sabido que outros países pensam em comprar tal dívida, como um rentável investimento, financeiro e político.
Segundo consta, a China já se propôs a estudar a questão. O Timor Leste, também se propôs a ato semelhante. Tal cooperação poderá trazer alto retorno ao País, beneficiando o seu povo.

Esta ousadia ficaria muito bem ao Brasil, no momento em que vai projetando e consolidando densamente a sua imagem no cenário internacional.


4. Esta ousadia seria inequívoca profissão de fé na solidariedade lusófona e um exemplo para o mundo.

Seria uma atitude de alto valor simbólico no cenário mundial, capaz de trazer altos dividendos políticos, econômicos e sociais. É um desafio aos nossos estadistas e aos nossos estrategistas.


Acredito que, Portugal é, para o Brasil a grande porta da Europa. O Brasil deveria cuidar mais acuradamente em consolidar a sua presença na Europa, através de Portugal, tendo aí uma plataforma permanente de acesso.

Aliás, é isto que a China está fazendo, inclusive tentando adquirir o controle do grande porto marítimo de Sines, como foi noticiado.


Por que não o Brasil?! Seria mais lógico e natural.

Os dois países irmãos sairiam muito fortalecidos.

Portugal e o Brasil são parceiros naturais na atualidade, mas não exclusivos.


5. Discuti esta ideia em reunião de amigos, em Aveiro, há poucos dias. Havia alguns economistas. A ideia foi acolhida com entusiasmo.

Em seguida propus esta ideia, em conversas informais, em Lisboa, entre amigos. O acolhimento foi unânime.

Deixo aí a ideia. Cabe aos políticos, aos estadistas e aos economistas formatar a questão de forma adequada para que possa ser incrementada.


De agora em diante a ideia está posta, na mesa, como alternativa, a bem dos países envolvidos. Utilize-a quem puder.

Esta proposta deve ser considerada como uma questão de interesse geopolítico e sócio-econômico. É também uma questão diplomática, ao fortalecer a aliança dos povos lusófonos. É o reforço de um determinado paradigma de valores de nossa civilização.


6. Por outro lado, este poderia ser mais um passo para formatar a ideia de União Portugal-Brasil, como países soberanos, como propus em estudo publicado anteriormente (Leia: http://tribunalusofona.blogspot.com/2009/10/uniao-lusofona_28.html )

José Jorge Peralta (Professor aposentado da USP)

Observação: Solicito aos amigos para que ajudem a dar a esta proposta a mais ampla divulgação, até que chegue à mesa das autoridades competentes do Brasil e de Portugal.

1 comentário:

ana p roque disse...

"O Brasil responde com o mesmo respeito fraternal e solidário".

A nível estatal e de elites, ao nível do povo já não é assim,o brasileiro menospreza o portugues,porque no fundo sente complexo por ter sido colonizado.
Temos muito em comum,somos a porta da europa,para o Brasil sem dúvida,colocando as coisas nestes termos,seria benefico e de todo o interesse para Portugal que fosse o Brasil a comprar a nossa divida.
Agora, na prática,seria o ideal,seria viável?Não há tanto carinho assim entre os povos dos dois paises,é mais fachada do que sinceridade e o Brasil também está com sérios problemas financeiros!!!

Tinha de haver de facto uma grande solidariedade,amizade,confiança mútua,sinceridade para que ambos os paises se ajudassem.
Ambos são paises de muita corrupção e maus politicos e ao nível do povo idem,com ligeiras diferenças.

É a minha humilde opinião.

Resto de bom feriado.
Abraço.