ALTERAÇÃO DO ENDEREÇO

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sábado, 7 de setembro de 2013

-" No dia da Independência do Brasil ..."

... quero enviar a todos os irmãos brasileiros os meus parabéns e desejar que se esforcem para esclarecer os mitos e os enganos que deturpam a opinião que têm sobre os portugueses, do que a questão que se segue é um típico exemplo:

Como seria o Brasil hoje, se tivesse sido povoado e não explorado?
  • Publicado por Simone Lessa 
  • Gostaria muito de saber o que pensam os amigos do site sobre a questão do Brasil ao invés de ter sido colonizado com exploração, tivesse sido povoado, como os EUA, por exemplo.
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Eis o "vírus" que há anos infeta a opinião dos brasileiros mal informados acerca dos portugueses ! ...Digo "mal informados", e creio que com razão, conforme se depreende dos comentários de brasileiros que a seguir se reproduzem.
ANorton

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 Resposta de Andréia Martins
Olá, bom esta é uma boa questão para pensarmos, pessoalmente não gosto muito destes conceitos ou "títulos", colonia de exploração ou de povoamento. Se pararmos para pensar, toda a colonição daquela época era inevitavelmente de exploração, a sociedade experimentava o mercantilismo, o expansionismo, em minha opinião mais comercial que territorial. Se pensarmos em termos de América e rotularmos Estados Unidos como colônia de povoamento, devemos então lembrar que apenas o norte dos atuais Estados Unidos era colônia de povoamento;nos estados do sul o sistema era de exploração como aqui. Então poderíamos concluir que no norte não havia muito a ser explorado, por isso o desinteresse pela exploração lá. Também podemos cogitar que a Inglaterra da época não tinha tanta experiência em colonizar como tinha Portugal com vários exemplos de colonias "bem sucedidas". Lembre, conceito de colônia e lucro andavam juntos. Sendo assim poderíamos concluir dizendo que o fato de parte dos Estados Unidos da América ter se desenvolvido como colônia de exploração se deve a falta de expêriência Inglesa em produzir colônias.

Resposta de Guilherme Sarmento Filho

Sinceramente Simone Lessa, acho uma crítica enraizada no senso comum, e gostaria de referir aqui o livro do Sergio Buarque de Hollanda "Raízes do Brasil". Como gosta de afirmar meu mestre, o professor  Cesar Ornellas, "nem tanto a terra nem tanto ao mar"... Primeiramente a existência de uma estrutura de exploração comercial das riquezas naturais fazia parte da própria lógica do mercantilismo e foi posta em prática por todas as nações europeias, inclusive nos EUA, onde somente foi amenizada nas colônias do norte por questões estratégicas, como por exemplo o fato da região apresentar clima parecido com a da sua metrópole, trazendo como consequência o desinteresse em produzir o mesmo tipo de produto, para não criar concorrência. Em segundo lugar, o fato da exploração em si não significa inexistência de povoamento, muito pelo contrário, em diversas ocasiões foi mesmo estratégia para a manutenção do domínio régio, e no caso especifico de Portugal, como sugere o próprio Sergio Buarque, ou até mesmo Darcy Ribeiro, mas interessante no sentido de que, obviamente além da violência da dizimação por doenças e guerras "justas", uma miscigenação - bem ao gosto da mentalidade naturalista portuguesa da época e que pode ser vista também como uma violência dependendo do ponto de vista -, que não somente aculturou como também integrou os povos invadidos - indígenas e africanos -, ao sistema cultural dos invasores, influenciando por outro lado esse mesmo sistema invasor enormemente até ao ponto do que viemos depois a identificar como sendo genuinamente brasileiro, que é essa salada de fruta gostosa toda. Diferentemente, por exemplo, do que se configurou nos EUA, onde, além da exploração, o povoamento se fez com características de segregação racial. No Brasil colonial, residiram não somente comerciantes falidos ou bandidos como pretende o senso comum, mas toda uma variedade que ia desde o negro africano, o índio e o caboclo e mameluco, ao reinol português, nobre de sangue, e os luso-brasileiros, "homens bons", principais da terra que detinham o poder local e que podiam ser tanto brancos como miscigenados. Não podemos nos esquecer que essa gente toda, ao longo do cotidiano, criou sentimento de pertença com a terra, numa apropriação do lugar que, se se considerava parte integrante do império português, ao menos era o "seu" pedaço de império português e aqui foi que quiseram desenvolver suas famílias e construir suas riquezas.

sábado, 20 de julho de 2013

Jogos da Lusofonia em Goa, Novembro de 2013

Goa, que foi território do ex-EstadoPortuguês da Índia

A terceira edição dos Jogos da Lusofonia, o maior evento multidesportivo de língua portuguesa, terá lugar em Goa, Índia de 2 a 10 de Novembro de 2013. Keshav Chandra, secretário do Desporto de Goa, apresentou na última Assembleia-Geral da Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa realizada em Julho de 2012 em Mafra, Portugal, o plano de organização dos Jogos em Goa.

Os 3º Jogos da Lusofonia, o  maior evento multidesportivo de língua portuguesa, serão realizados em Goa, Índia de 2 a 10 de Novembro de 2013, incluindo 9 modalidades desportivas: Atletismo, Basquetebol, Voleibol de Praia, Voleibol, Futebol, Judo, Ténis de Mesa, Taekwondo e Wushu.
Keshav Chandra, Secretário do Desporto de Goa, apresentou na última Assembleia-Geral de ACOLOP (Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa) realizada em 6 de Julho de 2012 em Mafra, Portugal, o plano de organização dos Jogos, nomeadamente: o programa das provas; os projectos das instalações desportivas, e os projectos de alojamento, alimentação e transportes. Keshav Chandra, informou ainda que, a Associação Olímpica de Goa tem o apoio do Governo de Goa e que todo o plano de preparação está a ser muito bem executado. O Ministro Chefe de Goa Manohar Parrikar, como Presidente da Comissão Organizadora, já reuniu com as Federações das diferentes modalidades desportivas presentes nos jogos, tendo analisado e discutido os pormenores das competições e exigências técnicas internacionais. Os planos e orçamentos de construção e remodelação das instalações desportivas já foram aprovados pelo governo, estando previsto em 2013 a conclusão das obras. Keshav Chandra apresentou assim um conjunto de garantias de que a próxima edição dos Jogos da Lusofonia em Goa será um sucesso e que tudo estará preparado para receber o evento.
Em face destas informações a  Assembleia Geral aprovou uma moção de confiança à organização dos Jogos da Lusofonia em Goa.
A reunião da ACOLOP em Mafra contou com a presença dos Comités de Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Sri-Lanka e Timor. Na Assembleia Geral, que teve lugar no Convento de Mafra, foi decidido também que Moçambique será o palco dos Jogos da Lusofonia em 2017. A Assembleia geral decidiu por unanimidade que Moçambique reúne todas as condições necessárias para organizar os Jogos da Lusofonia e para assegurar o seu sucesso.

http://www.youtube.com/watch?v=-gBqFWAjMJ0

terça-feira, 2 de julho de 2013

-" O que significam as estrelas na bandeira do Brasil "



Será que a maioria dos brasileiros sabe o que significam as estrelas na bandeira do seu país ?






( faça zoom para ver o Estado que cada estrela representa )



terça-feira, 11 de junho de 2013

-"A melhor Língua é o Português - mas sem fronteiras"


:::  A Língua Portuguesa foi escolhida como a melhor para se aprender por uma publicação internacional. Mas falta ainda, de dentro da Lusofonia, devolver a ela uma visão internacional.  :::

Hoje – acima de todo nacionalismo ou de um imperialismo vindo de um país sobre toda a Língua –, faz falta uma política de ensino para uma Língua Portuguesa que não seja só brasileira ou só portuguesa, mas que seja internacional, seja lusófona.
A Língua Portuguesa vive mais um momento de grande projeção no mundo. Porém, ainda é preciso desfazer as divisões que se tentam ideologicamente criar dentro da Língua. Faz falta uma política de ensino para uma Língua Portuguesa internacional, de convergência mundial. Que não seja só brasileira ou só portuguesa, mas que – acima de todo nacionalismo – seja internacional, seja lusófona.
No português, tanto em um lado como em outro do Atlântico, a gramática é praticamente a mesma. Os modelos de ortografia, de flexões e de ordem sintática são os mesmos, só havendo a natural variação nas pronúncias. Há variações nas formas da fala do português no Brasil, o paulista, o mineiro, o carioca, o gaúcho, o nordestino; assim como nas formas do português em Portugal, o lisboeta, o portuense, o alentejano, o beirão, o açoriano; isso sem falar na África, em Macau, em Goa, em Timor-Leste.
Portanto, há uma unidade gramatical, e são muito poucas entre si as diferenças no léxico. As palavras essenciais do português falado em todo o mundo são as mesmas, e de longe há no conjunto do léxico muito mais coincidências do que diferenças. Assim como normalmente há algumas diferenças de léxico e de pronúncias entre o inglês britânico e o inglês americano, mas aí também trata-se de uma só língua.
A própria autora reconhece que, ao aprender a Língua Portuguesa no Brasil, pode-se dominar o português internacional “com uma pronúncia nova e com umas poucas palavras novas”.
O enfoque do texto recai sobre a força económica da Língua, sobretudo a de sua variante brasileira – não se pode falar em “português do Brasil” como uma Língua própria pelas razões citadas acima e que permitem uma intercompreensão perfeita entre seus falantes e seus leitores de qualquer parte do mundo. Em um mundo de comunicação em escala mundial, dar o caráter da Língua Portuguesa como se fosse de um só país é tirar dela o caráter que historicamente teve de uma Língua global.
Condenam-se hoje em dia os isolacionismos e o imperialismo vindo de um país sobre toda a Língua. Aquele sentimento de divisão que faz as empresas exigirem de profissionais um “‘português brasileiro fluente’ em seus currículos” – ou mesmo, tão simples, de um fluente “brasileiro”…
Mas essa Língua é a portuguesa. E trata-se de uma só Língua, da “filha ilustre do Latim”. O português é uma Língua do mundo, e deve ser-lhe dado um enfoque universalizante, internacional – razão de existência da Lusofonia.


domingo, 2 de junho de 2013

-"O comércio mundial do petróleo também será em lingua portuguesa"



Plataforma de alto-mar em Angola: a Língua Portuguesa será uma das principais do comércio internacional de petróleo.


A Lusofonia conquistou um novo reposicionamento estratégico mundial, induzido pelas grandes descobertas de petróleo e gás natural. Brasil, Angola e Moçambique representam hoje mais de 50% das descobertas petrolíferas realizadas nos últimos sete anos.

“Isto traz uma especial responsabilidade ao espaço lusófono. Posso dizer-lhes, inequivocamente, que essas descobertas agregadas à sustentabilidade dos sucessos passados, que Angola transforma o espaço lusófono, reposicionam, em termos geopolíticos, o espaço lusófono na economia global. Não tenho dúvida nenhuma sobre isso”, declarou o presidente executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira.Para ele, tal constitui um desafio para o qual os lusófonos se devem preparar, “ocupando no mundo o papel que a geologia chama a desempenhar”. “Só falta Portugal encontrar petróleo”, complementou Ferreira de Oliveira.
                           ––  Um instituto pan-lusófono para o petróleo e gás ––


Refinaria de Sines, cidade litorânea do Baixo Alentejo: Galp Energia e seis universidades portuguesas criaram instituto lusófono para o petróleo e gás.
A Galp Energia e as seis maiores universidades portuguesas criaram recentemente o Instituto do Petróleo e Gás (ISPG), com o objetivo de promover a competitividade das indústrias de energia nos países lusófonos através da formação avançada de quadros técnicos e da criação de uma rede de cooperação entre empresas, universidades e centros de investigação.
Fazem parte da iniciativa a Universidade de Aveiro, a Universidade do Porto, a Universidade do Minho, a Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Superior Técnico de Lisboa, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
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–– Extraído da Agência Lusa e dos jornais Expresso e Diário Económico (Portugal) ––


terça-feira, 12 de março de 2013

-" Uma jóia com 500 anos: a Biblioteca da Universidade de Coimbra"



A Biblioteca da Universidade de Coimbra comemorou 500 anos. É a herdeira da “Casa da Livraria” da qual já há referências datadas de 12 de Fevereiro de 1513, quando a universidade funcionava em Lisboa.
Com um acervo de 1,5 milhões de livros, disponíveis em 28 quilómetros de estantes, distribuído por sete pisos, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra é a maior e a mais rica biblioteca de todo o mundo lusófono.
A parte mais apelativa é a Biblioteca Joanina, acabada em 1728 e mandada construir por D.João V, monumento nacional cuja riqueza arquitetónica e decorativa muito se deve ao ouro do Brasil que chegava a Portugal no séc.XVII.
A Universidade de Coimbra é a que tem mais estudantes brasileiros fora do Brasil.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

-" CPLP, We Have a Problem"



22/02/2013

Um petroleiro foi assaltado, no Golfo da Guiné, no início deste mês, por gangs terroristas nigerianos. O assalto, inédito na zona, coloca à vista de todos aquilo que até agora era passado em silêncio: um imenso problema de segurança na zona em que se insere a Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe e também a sua vizinha Guiné Equatorial… Dois pequenos Estados membros da CPLP e um pequeno Estado candidato, todos três ricos em hidrocarbonetos e com posições geográficas privilegiadas numa zona da mais alta importância para o abastecimento energético da Europa.

Há cerca de uma dúzia de anos que um alto responsável político de S. Tomé alertou Lisboa para o cenário da “invasão das pirogas” vindas da Nigéria. Este político sugeria um apoio português que funcionasse como dissuasão para tal cenário. Por exemplo, que ao abrigo de um acordo especial uma companhia de comandos portugueses estivesse uns tempos “em instrução” em S. Tomé e fosse, no fim da sua temporada, substituída por outra, num sistema rotativo que nunca deixaria o pequeno país lusófono desamparado. A sugestão ainda aguarda a concretização da resposta portuguesa…

A Guiné Equatorial, situada na mesma zona e partilhando ameaças comuns com S. Tomé (por razões comuns: a imensa riqueza em hidrocarbonetos…) tem insistentemente procurado, fazendo valer os séculos em que integrou o império português, ser admitida na CPLP, para quebrar algum isolamento na zona e sentir-se mais ‘confortável’. Também há anos que espera… Lisboa tem ignorado em absoluto o estado calamitoso da segurança no Golfo da Guiné e muito menos foi capaz de compreender os riscos e ameaças na zona e, sobretudo, ignora as oportunidades que tal situação lhe pode oferecer.

Mais atenta (como vem sendo hábito), Madrid tem aproveitado e tem, procurando ganhar influência na zona, sido pró-activa. Basta ler com alguma atenção esta recente notícia: “El destacamento de Infantería de Marina enviado a la costa oeste de Guinea para formar a militares de varios países en materia antipiratería ya ha finalizado su misión y prepara su regreso a España (…) representantes de la U.S.Navy, impulsora y principal sustento de la misión ‘Africa Partnership Station’, como se denomina a esta iniciativa internacional, ha trasmitido recientemente a mandos de la Armada su satisfacción por la labor de los representantes de la Marina española”.

Lisboa nunca mostrou a capacidade de ter uma “intelligence” da importância e da situação estratégicas da zona do Golfo da Guiné e nem dos “trunfos” que tem e detém para a zona e nem como usá-los para se afirmar, projectar influência e ajudar a resolver problemas regionais de segurança. A realidade, porém, acaba frequentemente por se meter pelos olhos dentro, mesmo dos que não querem ver. E, depois de assim terem de ver, é conveniente que deixem de fazer como se não vissem…

O assalto ao tanker Le Gascogne, no dia 2 Fevereiro, em águas da Costa do Marfim, fez a demonstração de que o cenário da “invasão das pirogas” não é fruto de imaginações febris mas de uma acertada leitura da situação na região. Ficou claro, desde 2 Fevereiro, que os ‘gangs’ do Delta do Niger têm capacidade para realizar operações em qualquer ponto deste Golfo. E que, se não têm apoios no aparelho de estado da Nigéria, contam pelo menos com a passividade do Estado nigeriano que, em terra não desarticula estes gangs e, no mar, se mostra incapaz de garantir a segurança da navegação e permite o assalto a petroleiros.

E, a acrescentar a isto, há agora mais isto: Nigeria: An al Qaeda-linked Group Kidnaps Foreign Workers… E isto: The Rise of a New Nigerian Militant Group

CPLP, “we have a problem” !



sábado, 8 de setembro de 2012

-"AQUELE ABRAÇO": Ano Portugal - Brasil / Brasil - Portugal

( Leitores: 1.935 )

Até Junho, aquele abraço: É ano de Portugal no Brasil e ano do Brasil em Portugal


Um concerto com estrelas dos dois lados do Atlântico, Mariza e Roberta Sá, em Brasília, abre oficialmente, esta sexta-feira, um “abraço” que vai prolongar-se até Junho de 2013. Celebra-se o Ano de Portugal no Brasil e o Ano do Brasil em Portugal com eventos mil.

O Ano de Portugal no Brasil, arranca já esta sexta-feira, Dia da Independência brasileira, com uma cerimónia oficial em Brasília (no Teatro Nacional Cláudio Santoro), em que participa o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e um espectáculo que junta estrelas dos dois lados do Atlântico, Mariza e Roberta Sá, acompanhadas pela Orquestra Sinfónica Nacional.
As programações culturais vão decorrer em simultâneo nos dois países, estando prevista a apresentação de eventos em mais de 30 cidades brasileiras, cobrindo todas as regiões do país. Quando Miguel Horta e Costa, comissário-geral das comemorações do Ano de Portugal no Brasil, apresentou o evento, em linhas gerais, em Lisboa, em Julho, anunciou que o lema da representação nacional é "Portugal Agora", centrando-se na modernidade e na inovação, nas áreas da cultura, economia e desenvolvimento empresarial, na tecnologia, ciência, educação e desporto.

Já a organização do Ano do Brasil em Portugal - numa programação repleta de música, teatro, exposições ou gastronomia - quer levar o público a uma viagem pelas diversas manifestações da cultura brasileira, e para além das grandes cidades. O ano verde e amarelo por terras lusas terá o seu primeiro grande momento popular nos espectáculos de abertura, dias 22 e 23 de Setembro, no Terreiro do Paço, em Lisboa: o primeiro dia será marcado pelos concertos de Ney Matogrosso e do Monobloco. O "abraço" musical prossegue dia 23 com os portugueses Carminho, Paulo Gonzo e BOSS AC e os brasileiros Martinho da Vila, Zeca Baleiro e Zé Ricardo, que cantarão o repertório próprio e algumas músicas em conjunto.

Portugal @ Brasil

O Portugal contemporâneo vai dar-se a conhecer através de centenas de artistas das áreas da música, artes plásticas, dança, cinema, artes performativas, fotografia, arquitectura e design. Lema do projecto: "Portugal Agora".
Depois de Brasília, outras cidades receberão espectáculos de abertura nos próximos dias: a 9, em Belo Horizonte, Mariza junta-se a Milton Nascimento; no Rio, dia 12, o "show" repete-se, seguindo-se apresentações cariocas dos The Gift dias 14 e 15.
O programa cultural luso inclui ainda digressões da orquestra da Gulbenkian pelo Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) ou da Companhia Nacional de Bailado (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador).
Nas artes plásticas, serão realizadas exposições de pintura de Maria Helena Vieira da Silva e de escultura de Rui Chafes, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e uma exposição de pintura, desenho e obra cerâmica dos irmãos Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, no Museu Nacional de Belas Artes, na mesma cidade. Vão também realizar-se exposições de Vasco Araújo e Joana Vasconcelos e, na área do design, uma dedicada ao trabalho de Fernando Brízio.
No Festival de Cinema do Rio de Janeiro, serão exibidos o filme "Tabu", de Miguel Gomes, uma retrospectiva de João Pedro Rodrigues e um programa de curtas-metragens de Manoel de Oliveira. Na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo será a vez da exibição do novo filme de Manoel de Oliveira, "O Gebo e a Sombra", e de filmes de jovens realizadores portugueses como João Salaviza, Gonçalo Tocha e Gabriel Abrantes, recentemente premiados com o Leopardo de Ouro, o Urso de Ouro e a Palma de Ouro.

Fonte: Lusa



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

-"Os países da CPLP e os dialetos crioulos lusófonos"

Este vídeo só apresenta imagens dos países que têm o português como língua oficial, mas não nos esqueçamos que a língua portuguesa também está presente em dialetos crioulos espalhados por todo o mundo.
Em África: na Guiné Equatorial, em Casamansa, nas ilhas de Fernando Pó e Ano Bom, em Zanzibar, Mombaça e Melinde;
Na Índia: em Goa, Diu, Damão, Nagar Aveli, Bombaim, Korlai, Quilom, Mangalor, Tellichrry, Cochim, Vaipim, Bengala e na Costa de Coromandel;
No Sri-Lanka ( antigo Ceilão ): em Trincomalee, em Batticaloa, em Mannar e em Puttallam;
Na Malásia: em Malaca e Kuala Lumpur e o papiá kristang em Singapura;
Na Indonésia: nas ilhas de Java, Flores, Ternate, Ambom e Macassar;
Na China: o patuá de Macau e Hong-Kong;
Na América: em Suriname e em Curaçau, Aruba e Bonaire, nas Antilhas.


terça-feira, 31 de julho de 2012

-"Cabo Verde e a Lusofonia"

Novo presidente de Cabo Verde apoia promoção da língua portuguesa
Por Mônica Villela Grayley
Rádio ONU em NY

O novo presidente de Cabo Verde afirmou que o português continuará sendo a língua oficial de seu país mesmo com esforços para aumentar a afirmação do crioulo, considerado língua materna pelos cabo-verdianos.
Nesta primeira entrevista à Rádio ONU, da Cidade da Praia, Jorge Carlos Fonseca disse que o português é um instrumento importante de relação com os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP.
“A língua portuguesa é a nossa língua oficial portanto independentemente do futuro da língua cabo-verdiana ou do crioulo. A minha ideia é de que a língua portuguesa é uma língua nossa. Tanto nossa como é dos portugueses, dos brasileiros ou dos angolanos. Não creio que seja pensável deixarmos de ter a língua portuguesa como língua oficial. Isso é um cimento importante nas relações entre os países e povos que integram hoje a CPLP”.
Segundo o novo presidente, Cabo Verde está realizando esforços, previstos na Constituição, para afirmar ainda mais o crioulo cabo-verdiano.
O país também abriga o Instituto Internacional de Língua Portuguesa, IILP, que ajuda a coordenar dentro da CPLP ações de políticas da língua nos oito países que falam o português.

CPLP: Livre circulação

O presidente eleito de Cabo Verde afirmou ainda que está pronto para promover a livre circulação de pessoas entre os oito países que falam a língua portuguesa.
Desde a vitória nas eleições, Jorge Carlos Fonseca afirmou que apesar, de difícil, a ideia “não é uma utopia”.
“Se nós não formos capazes com vontade política e imaginação de encontrar, a prazo, condições para a livre circulação, eu creio que teremos falhado como pessoas que querem, patrocinam e desejam uma verdadeira comunidade de povos de língua portuguesa. Portanto, é preciso trabalhar neste sentido. Eu estou disponível para trabalhar. Eu sei que não é fácil. Mas se houver motivação. Há um problema também com a motivação dos Estados. Qualquer um de nós, países da CPLP, pode dar mais para a CPLP e para sua afirmação no plano internacional”, afirmou.

Criada em 1996, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, reúne atualmente as oito nações que falam o idioma. O principal objetivo do bloco é a concertação político-diplomática, além da promoção da língua portuguesa.
A comunidade lusófona reúne cerca de 245 milhões de pessoas que falam português como primeira língua das Américas à Ásia.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

-"Mundo lusófono pode ser potência global"

Durante um jantar com empresários num hotel do Rio de  Janeiro,  o  primeiro-ministro  português  considerou  que
"o mundo lusófono tem tudo para se constituir uma potência global e afirmou haver entusiasmo dos presidentes do Brasil, Angola e Moçambique com a ideia de uma “aliança de prosperidade recíproca”.
Imaginem só o potencial humano, empresarial, político, económico, social e cultural que temos aqui em reserva. Tive, por isso, oportunidade, há alguns meses já de falar, com a presidente Dilma, com o presidente Eduardo dos Santos, com o presidente Guebuza, entre outros, e todos nós, entusiasmados, concordamos sobre as inúmeras vantagens de estabelecer uma aliança de prosperidade recíproca para os nossos empresários e cidadãos, assente numa sólida relação política, social e empresarial.
Os países de língua portuguesa têm disponibilidade de capitais, de recursos, de conhecimentos técnicos e humanos únicos em muitos setores de atividade, ou seja, têm todos os ingredientes para construírem um “grande mercado”.
Passos Coelho apontou ainda que cada país lusófono “é uma porta de entrada para uma comunidade maior” e defendeu que, tendo os portugueses sido “pioneiros da globalização”, não faz sentido que desperdicem “os maiores proveitos da atual globalização”.
Em particular quanto às relações com o Brasil, o primeiro-ministro advogou que está sendo construída “uma verdadeira aliança estratégica”, assinalando que escolheu o Brasil para a sua primeira visita fora da Europa, assim como Dilma Rousseff escolheu Portugal para a sua primeira visita fora do continente americano.".
Fonte: Lusa

terça-feira, 3 de julho de 2012

-"Unesco declara Rio como Patrimônio Cultural da Humanidade

Parabéns Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro foi escolhido no domingo, 1º de julho, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), como Patrimônio Cultural da Humanidade. Com isto, a cidade se torna a primeira do mundo a deter o título na categoria Paisagem Cultural.A escolha se deu durante a 36ª Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco (36ª WHC), que ocorreem São Petersburgo, na Rússia.
O discurso de apresentação da candidatura do Rio a Patrimônio da Humanidade foi feito, em português, pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que encontra-seem São Petersburgo, acompanhada do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida.
Compõem, atualmente, o Comitê da Unesco, as delegações da Argélia, do Camboja, da Colômbia, Estônia, Etiópia, França, Alemanha, Índia, do Iraque, Japão, da Malásia, do Mali, México, Catar, da Rússia, do Senegal, da Sérvia, África do Sul, Suíça, Tailândia e dos Emirados Árabes Unidos.A candidatura do Rio de Janeiro está inscrita na categoria Paisagem Cultural e foi entregue em setembro de 2009 à Unesco. Nela, consta um dossiê completo da candidatura, justificando sua importância e seu valor universal, que está, principalmente, na soma da beleza natural da cidade com a intervenção humana. Em janeiro do ano passado, o Centro do Patrimônio Mundial da Unesco, sediado em Paris, decidiu pela inclusão da candidatura do Rio de Janeiro na agenda da 36ª WHC.
Ao justificar a candidatura do Rio, o Iphan lembra que a cidade é reconhecida como uma das cidades mais belas do mundo e encontra na relação entre homem e natureza a âncora para a sua candidatura. O instituto também destaca os ícones da beleza natural da cidade como o Pão de Açúcar e a entrada da Baía de Guanabara.
A primeira cidade do mundo
Belezas naturais e harmonia com o homem fizeram do Rio a primeira cidade do mundo a receber o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).Por meio da assessoria de imprensa do Iphan, Ana de Hollanda declarou que “o resultado é consequência de um estudo minucioso em que se avaliou a forma criativa com que o habitante se adaptou à topografia excepcionalmente bela e irregular da cidade, inventando modos inéditos de usufruir a vida”.
De acordo com o Iphan, a partir de agora, os locais da cidade valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações integradas visando à preservação de sua paisagem cultural. São eles o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a famosa Praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. Os bens cariocas que agora são patrimônio mundial incluem ainda o Forte e o Morro do Leme, o Forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a Enseada de Botafogo.
Em setembro de 2009, o Iphan entregou à Unesco o dossiê completo da candidatura do Rio, justificando seu valor universal pela interação da sua beleza natural com a intervenção humana.
O conceito de paisagem cultural foi adotado pela agência das Nações Unidas em 1992 e incorporado como uma nova tipologia de reconhecimento dos bens culturais, conforme a Convenção de 1972, que instituiu a Lista do Patrimônio Mundial.
Até o momento, os sítios reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionavam-se a áreas rurais, a sistemas agrícolas tradicionais, a jardins históricos e a outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. “O reconhecimento do Rio de Janeiro culminará uma nova visão e abordagem sobre os bens culturais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial”, avalia o Iphan.
O Brasil tem, além do Rio, 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco. Eis a lista:
Culturais
- Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto, Minas Gerais (1980)
- Centro Histórico de Olinda, Pernambuco (1982)
- Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul (1983)
- Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, Minas (1985)
- Centro Histórico de Salvador, Bahia (1985)
- Conjunto Urbanístico de Brasília, Distrito Federal (1987)
- Centro Histórico de São Luís, Maranhão (1997)
- Centro Histórico de Diamantina, Minas (1999)
- Centro Histórico de Goiás, Goiás (2001)
- Praça de São Francisco em São Cristovão, Sergipe (2010)

Naturais
- Parque Nacional do Iguaçu, Paraná (1986)
- Costa do Descobrimento, Bahia e Espírito Santo (1997)
- Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí (1998)
- Reserva Mata Atlântica, São Paulo e Paraná (1999)
- Parque Nacional do Jaú, Amazonas (2000)
- Pantanal Mato-Grossense, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (2000)
- Reservas do Cerrado: Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas, Goiás (2001)
- Parque Nacional de Fernando de Noronha, Pernambuco

Fonte: Mundo Lusíada (Brasil)

terça-feira, 5 de junho de 2012

-"A importância da CPLP"

No mapa publicado abaixo pode se ver a importância estratégica da CPLP e as potencialidades, tanto no campo político como comercial, que ela encerra. Dirigida por políticos inteligentes e concretizada por empresários eficientes, a CPLP poderá ter papel importante no cenário mundial.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

-" A Ignorância está legalizada no Brasil "

No passado dia 3 de Abril, foi promulgada pela Presidente Dilma Rousseff uma Lei que legaliza a ignorância no Brasil. Essa Lei determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.
Por
esta Lei, D. Dilma Rousseff, deixa de ser a Presidente do Brasil para passar a ser a Presidenta.
É trágico para um país quando os seus governantes estão reféns da ignorância e se vangloriam disso !... Felizmente, para todos nós, existe muita gente culta no Brasil que se vai opor a uma Lei tão ridícula como esta, cujo destino é o fundo da gaveta!
Que fazemos agora com o Acordo Ortográfico ?  Deixa-mo-lo cair, de novo, no esquecimento por mais 90 anos ?
Foi preciso que ascendesse à presidência do Brasil uma pessoa tão ignorante que ignorasse a sua ignorância, para recuarmos 90 anos no esforço que se tem feito para uniformizarmos a nossa Língua ? E ainda há quem utilize a falta de instrução de Lula da Silva como uma arma, quando ele tem demonstrado ter mais conhecimento da vida e maior capacidade do que a maioria dos seus opositores e seguidores !...
A aberrante Lei, que é transcrita no final deste texto, provocou no meu amigo José Gomes, um brasileiro de fibra e amante do seu país, o seguinte texto que passo a transcrever:   

Eles querem dar cabo do Brasil de qualquer maneira!
Autoria de José Gomes

E ninguém veta o assassinato da língua..... que país !...

       Um amigo uruguaio sugeriu casarmos a Dilma com o Pepe (acho que ele não merece essa desgraça), tendo como padrinhos o Lula e a Cristina; como convidados os mensaleiros e cia. mudando-se  todos para a Mongólia (também acho que os mongois não merecem); sugiro o deserto do Saara.

LEI de 03Abr12-Emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão.

Aprendam.

Acabou a moleza. Quem relutava, se negava ou criticava o pedido meigo de Dilma ser tratada como presidentA, pode prepare-se para não ser pego fora da lei.
No último dia 3 de Abril, a presidentA sancionou a Lei 12.605/12. Para quem ainda duvida, está lá no site da PresidentA. A lei determina a obrigação da flexão de gênero em profissões. Ou seja, agora é presidentA, gerentA, pilotA, etc…

Vou aproveitar para exigir que eu seja tratado a partir de agora como flamenguistO, jornalistO, dentistO, motoristO, etc.

Caraca, só no Brasil.
Pergunto se alguém sabe se senador, deputado e vereador continuam como vigaristA ou muda pra vigaristO?

Oremos irmãos.
.........................
P.S.  HOJE EU VOU AO OCULISTO, DEPOIS DE PASSAR NO DENTISTO,  TINHA LÁ UM MOTORISTO E UM MAQUINISTO  TODOS FLAMENGUISTO ....

desculpem mas não resisti  [SOU HUMORISTO ] ....
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 12.605, DE 3 DE ABRIL DE 2012.

Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.
Art. 2º As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília,  3  de  abril  de 2012; 191o da Independência e 124o da República.

DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante Eleonora Menicucci de Oliveira

Fonte: José Gomes 

 

quarta-feira, 21 de março de 2012

-" O PORTUGUÊS, moeda de ouro ”

   
                                                                                      ( Réplica da moeda original )

Da mesma forma que o “dollar” o tem sido nas últimas décadas, o Português de ouro foi, durante quase um século, a moeda universal.
Foi a moeda portuguesa de maior circulação mundial, refletindo o poderio do País no apogeu da sua glória. Com o peso de, aproximadamente, 35 gramas em ouro quase puro, comemorava, em suas legendas, as descobertas, as conquistas e o comércio de Portugal.
Foi uma das moedas que Vasco da Gama levou nas naus para a Índia e foi cunhada em Lisboa, Porto, Goa, Malaca e Coxim, por mais de quatro décadas.
Foi aceite por toda aparte como meio de pagamento. Muito depois de ter deixado de ser cunhada em Portugal, o seu prestígio era tal que, entre 1570 e 1640, várias cidades europeias, entre as quais as da Liga Hanseática, bateram moeda de ouro de 10 cruzados, tal como o Português, com a cruz de Cristo no anverso, dando origem aos célebres “Portugalöser” que, por vezes, exibiam a legenda “Ad valorem Emanvel reg Portugal” e “de acordo com o justo peso e liga do Português”.
Até ao século XVIII foi a maior moeda cunhada no País.
Constitui, hoje, uma valiosa raridade numismática.

AN
Fontes: Banco Millennium e Arquivo Pessoal.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

-" No frigir dos ovos "

O português é uma língua mesmo rica! Se não, vejam este exercício maravilhoso ! ....

Não é à toa que os estrangeiros acham nossa língua tão difícil!
Como a língua portuguesa é rica em expressões!
Achei interessante, porque demonstra o quanto o vocabulário "alimentar" está presente nas nossas metáforas do dia-a-dia. Aí vai.
Pergunta: Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"?
Resposta: Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal, não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa; com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor, que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois os leitores não são farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga, o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado, porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é
refresco...
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois, quando se junta a fome com a vontade de comer, as coisas mudam da água pro vinho.
Embananar-se, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir, mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
Entendeu o que significa “no frigir dos ovos”?

Fonte: Internet, autor desconhecido

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

-" 500 anos depois a China retribui a visita "

Não quero deixar 2011 acabar sem registar o acontecimento mais importante do ano para Portugal, para a Europa e para a China e que terá, certamente, repercussão em todo o Mundo.
Hoje, a China fechou o Circulo da Globalização iniciado em 1498 com a chegada de Vasco da Gama à Índia e com a chegada à China de Tomé Pires em 1517.
Hoje, ao adquirir 21% do capital da empresa portuguesa EDP, uma das maiores no setor da energia a nível mundial, a China chegou à Europa e escolheu Portugal como porta de entrada, retribuindo a visita que lhe foi feita 500 anos atrás.  
Os chineses foram sempre conhecidos pelas suas sábias decisões e a conservação de Macau como uma plataforma estratégica de cooperação com Portugal está a começar a dar os seus frutos. Os chineses sabem que podem beneficiar muito da posição da Lusofonia e não deixarão de a aproveitar. Oxalá os portugueses saibam aproveitar a colaboração da maior potência económica e financeira mundial.
Face à avidez dos financeiros alemães e à falta de solidariedade dos restantes europeus, Portugal, ao abrir as portas à China, deu um sério aviso à Europa de que é europeu mas não só ! …   

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

-" O Ouro de Viana do Castelo "


Viana do Castelo é uma cidade com cerca de 38 mil habitantes situada na Província do Minho, no litoral do Norte de Portugal.
Existem vestígios arqueológicos do Mesolítico e recebeu Foral em 1258. Foi, desde cedo, próspero entreposto comercial com preponderância na exportação de vinhos, frutas e sal.
Está integrada numa região de fortes e inigualáveis raízes culturais.   


Na ligação abaixo encontram um vídeo que é um belo documentário sobre o uso do ouro nesta região e sobre o processo de fabrico de peças extraordináriamente delicadas.
  

http://lugardoreal.com/video/ouro-tradicional-de-viana-do-castelo/

sábado, 26 de novembro de 2011

- " Ficha Limpa na Lusofonia "

A Ética na Política e na Administração -  Uma Proposta Urgente -
                                                                                                                                                José Jorge Peralta


1. Não há novidade, para ninguém, dizer que a corrupção anda à solta, em muitos países do Ocidente. De uns poucos anos para cá, a corrupção vai virando moda. O patrimônio público vai sendo dilapidado. O nosso maior patrimônio é a ética, a moral e a dignidade que vão sendo espezinhados, por alguns néscios e entreguistas.
Os impostos que a população paga, nunca dão para cobrir os rombos do assalto aos cofres públicos. Os países estão afogados em dívidas; sem saída. Infelizmente, no Brasil, em Portugal e em alguns outros países Lusófonos, a situação vai sendo calamitosa e vergonhosa. Não foge à “moda”.A malbaratação do erário público deixou muitos países na mão do sistema bancário, dependente dos credores. Jogaram fora a soberania nacional e o bem-estar da nação. Deixaram o país de chapéu na mão, humilhado.
Recentemente, uma digna Juíza do Supremo Tribunal Federal, de Brasília, Eliana Calmon, declarou que há “bandidos escondidos atrás da toga”. Isto é: há juízes que são bandidos, acobertados pela toga, negociando sentenças....

Na política de Portugal também parece que não é diferente. Lógico que há exceções...  Ou os bandidos são exceção. Mas eles estão aí, atuantes. A sociedade está perplexa e atônita... em alguns setores.
Este é um caso em que a minoria esperta vence a maioria omissa e acomodada.Não podemos continuar a filosofia dos quatro macaquinhos: não vejo, não ouço, não falo e não faço: a Teoria da Omissão.
Está na hora das nações fazerem a lição de casa e aprenderem a se precaver para que a bandalheira não se repita, e a nação não mais passe por semelhante vexame. Precisa ser garantida a ética na política. A ética já é um bem básico que está em falta. Por outro lado, a demanda da ética é cada vez mais acentuada... 
Fonte
: http://politicologia.blogs.sapo.pt/1443.html

sábado, 12 de novembro de 2011

- " 20 anos após o massacre"

Esquecer é desprezar as vítimas e aceitar os assassinos !  Enquanto a Indonésia não assumir todas as culpas e colaborar na denúncia dos acontecimentos, não merece ter lugar entre as nações civilizadas.