ALTERAÇÃO DO ENDEREÇO

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sábado, 19 de junho de 2010

-" Morreu José Saramago "

A Lusofonia está de luto e o Mundo está mais pobre.


domingo, 16 de maio de 2010

-" Devaneios de Sofia "

"Descia a rua elegantemente trajada, aquela bela mulher, de aproximadamente quarenta anos de idade. Cabelo negro, brilhante bem sedoso solto até a altura dos ombros, seguia de cabeça altiva, levantada; de olhar castanho e sossegado, muito segura de si olhava à distância o caminho largo, na medida e tamanho de sua extensão mental.
Quão bela, era aquela figura humana! "

Este é o início de um excelente texto de autoria de Júlio Lima, cuja leitura aconselhamos, que está publicado no seu blogue
"Cavaleiro Solitário" «http://julio-cavaleiro.blogspot.com/»


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

." Mas quem quer popularidade e votos "

e sonha em morrer sentadinho na cadeira do rei ou trono de presimente...

O texto abaixo foi ESCRITO por (Adrian Rogers 1930/2.005).

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

“É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Desconcerto...

Sendo a arte realmente a ciência da alma...

A alma portuguesa tem na literatura Camões e Fernando Pessoa cujo estilo poético poucos no mundo deles se aproximam, assim como também Eça de Queirós na construção riquíssima da tão ria língua em romance, sem nos esquecermos de Padre Vieira, o Grande na prosa entre outros...

Na arquitetura basta citar o estilo manuelino como exemplo...
Na pintura primitiva Nuno Gonçalves, Vasco Fernandes, Columbano Bordalo, etc. e os modernos, Amadeu de Sousa, Almada Negreiros, Nadir Afonso... Música, Carlos Seixas, Luísa Todi, Amália Rodrigues entre outros nomes fantásticos e Dulce Pontes, a divina que entre nós nos encanta.

Mas o coração de Portugal é Sintra, para não dizer logo da Europa, onde no Sanctus Sanctorum da Serra está guardado o sagrado trono de Deus, na Mansão dos Moryas, sobre os quais pouco se pode falar, exceto se queira fazer uma pesquisa através da ciência que representa a Arcaica Sabedoria das Idades, hoje com o nome de Eubiose,
À qual enquanto portal virtual, tenho eu a honra de hospedar em meu site.

E o que teria acontecido que o país chegou aos dias de hoje com isso...

Dentre tantas obscuridades modernas divide-se o povo entre os de salário de Deus e de miseráveis?

Que arte é essa?

domingo, 22 de novembro de 2009

-" Homens Maduros "

Há uma indisfarçável e sedutora beleza na personalidade de muitos Homens que hoje estão na idade madura.
É claro que toda regra tem suas exceções, e cada idade tem o seu próprio valor. Porém, com toda a consideração e respeito às demais idades, destacaremos aqui uma classe de Homens que são companhias agradabilíssimas: Os que hoje são quarentões, cinquentões e sessentões.
( o texto continua em http://rosadosventos2.blogspot.com )


© Lisiê Silva(28/01/03) « http://lisiesilva.com/ »
(Direitos autorais reservados à autora)

sábado, 31 de outubro de 2009

-" A Marca da Besta e os Quatro Cavaleiros do Apocalipse "

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse modernos andam pela América Latina e seus nomes ligados às fortes pretensões de perpetuação no poder revelam-nos.
E sendo oriundos da classe proletária no final da idade negra não deixam mesmo dúvidas do que pretendem, e ao que vieram...

Principalmente no momento em que o reinado da besta e o 666 escrito na testa com todas as letras e números, principalmente números, os produtos dos institutos de pesquisa...

( continua em
"Rosa dos Ventos" « http://rosadosventos2.blogspot.com/ » )

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

-" Para Meditar em Sol Maior..."

O Brasil é lindo, ainda.
“Bene”, ou melhor o seu Bene, um senhor de 51 anos chamado Benedito sem um tostão no bolso, nem ele nem a família, fazendo parte de uma encenação para o programa “lata velha” do Luciano Huk, do Caldeirão revelou uma alma linda, maravilhosa, cristalina e pura...
Além de se ter revelado um excelente cantor. Luciano ficou maravilhado com ele.
E eu também e me lembrei do lula da silva. Aliás, tudo que é bom bem e belo me lembra o seu oposto, e lula da silva como sua expressão mais legítima.

( continua em
"Rosa dos Ventos - Editor" « http://rosadosventos2.blogspot.com/ »

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

-" Uma poesia genial de Clarice Lispector "

VEJAM O TALENTO DE CLARICE LISPECTOR E A RIQUEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Esta poesia sendo lida do modo normal tem um determinado sentido. Lida de baixo para cima adquire um sentido totalmente inverso ; sem qualquer alteração de palavras ou de pontuação.
Esta mulher era dona de uma genialidade assombrosa.


Não te amo mais.
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sei dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer nunca que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais...


Leia, agora, de baixo para cima.!...

Clarice Lispector, é uma poetisa brasileira ( 1920 – 1977 ) , escritora e jornalista, de extraordinário talento. A ela muito se deve a evolução da literatura no seu país.
Na II Guerra Mundial, apesar de esposa de um diplomata, foi voluntária, como enfermeira, ao serviço do Corpo Expedicionário Brasileiro.

É, sem dúvida um dos pilares que honram a literatura lusófona,

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

- "A Vida Una"

O MUNDO II
De qualquer maneira vale a pena cumprir a vida. Só não se deve vivê-la aos empurrões, sem qualidade e com a vontade fraca para exercê-la plenamente. Porquanto é relativo o conceito de que (vale a pena a vida de qualquer jeito), só porque se esteja a respirar e a fazer movimento. Onde não houver condição de higiene e as pessoas miseravelmente vivam, não se pode exigir respeito às leis das quais sequer têm noções; nem aí se deve esperar inteligência superior para a vida integral compreender.

( continua em http://rosadosventos2.blogspot.com )


Autoria de Júlio Teixeira

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

-"Ilusão"

ILUSÃO (no sentido ingênuo de ver as coisas)

Autor : Júlio Teixeira

Os símbolos que pelos cinco sentidos desenvolvidos penetram em nosso interior, só aparentemente diferem por causa da ilusão das cores, das formas e do gênero... Em essência, seja de qual natureza for não guardam qualquer diferença. Desde o mais sutil perfume percebido pelo olfato à mais dura e áspera rocha percebida pelo tato, corre a mesma energia que anima e transmite a informação.

( o texto continua em http://rosadosventos2.blogspot.com )

terça-feira, 4 de agosto de 2009

-"Caro Irmão Álvaro"..

saudações fraternais. Preza-me a esperança que me dá o amanhã, mas o hoje resumido no agora é desanimador.
Ainda bem que a Ordem à qual pertencemos está acima disto tudo, ainda bem,
caro irmão Álvaro! Ainda bem!
Mas viva Goiânia! E como vai o Ronilson, por falar em Goiânia?
E os irmãos todos, queridíssimos?
Minha companheira Clara vos faz par no ritual da Ordem das Filhas de
Alamirá, e isso também é muito bom.
Enfim, creio se aproximar a hora de um canto, sim um canto novo está na
hora de se ouvir!

É a hora!
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(c0ntinuação em http://rosadosventos2.blogspot.com/ )

sexta-feira, 24 de julho de 2009

-"Os Cínicos"

Diógenes, e talvez antes dele os nobres seguidores dos Vedas já exercitavam a teoria da libertação através do desapego – que em Sânscrito tem o bonito nome: MOKSHA. E não é de estranhar se todas as teorias libertárias vindas depois forem plágios daquelas doutrinas, muito bem fundamentadas pelos seus criadores, que viveram efetivamente o que em tese enunciaram; prova disso o exemplo em que, naquela manhã fria Diógenes sentado ao sol se esquentava, quando dele se aproxima seu amigo Alexandre, o Grande, e lhe perguntava: “o que posso fazer por você, meu amigo”? E Diógenes olhando-o de baixo para cima responde: “não me tires o que não me podes dar”! Naquele momento Alexandre colocara-se à sua frente, tampando-lhe o sol, que realmente apesar de Grande o sol não lhe poderia dar o enorme Alexandre.

(texto completo em http://rosadosventos2.blogspot.com/ )

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A velhinha te conhece?

Num julgamento em Vassouras (RJ), o Promotor de Justiça chama sua primeira testemunha, uma velhinha de idade bem avançada.
Para começar a construir uma linha de argumentação, o Promotor pergunta à velhinha:
-Dona Genoveva, a senhora me conhece, sabe quem sou eu e o que faço?
-Claro que eu o conheço, Marcos! Eu o conheci bebê. Só chorava, e francamente, você me decepcionou. Você mente, você trai sua mulher, você manipula as pessoas, você espalha boatos e adora fofocas. Você acha que é influente e respeitado na Cidade, quando na realidade você é apenas um coitado. Nem sabe que a sua filha esta grávida, e pelo que sei, nem ela sabe quem é o pai. Ah, se eu o conheço! Claro que conheço!

O Promotor fica petrificado, incapaz de acreditar no que estava ouvindo. Ele fica mudo, olhando para o Juiz e para os jurados. Sem saber o que fazer, ele aponta para advogado de defesa e pergunta à velhinha:
- E o advogado de defesa, a senhora o conhece? A velhinha responde imediatamente:
- O Robertinho? É Claro que eu o conheço! Desde criancinha. Eu cuidava dele para a Marina, a sua mãe, pois sempre que o pai dele saia, a mãe ia pra algum outro compromisso. E ele também me decepcionou. É preguiçoso, puritano, alcoólatra e sempre quer dar lição de moral nos outros sem ter nenhuma para ele. Ele não tem nenhum amigo e ainda conseguiu perder quase todos os processos em que atuou. Além de ser traído pela mulher com o mecânico... com o mecânico!!!
Neste momento, o Juiz pede que a senhora fique em silêncio, chama o promotor e o advogado perto dele, se debruça na bancada e fala baixinho aos dois: 'Se algum de vocês, perguntar a esta velha se ela me conhece, vai sair desta sala preso...
Fui claro???'

domingo, 21 de junho de 2009

Oração do Amoroso

Se você, meu caro, tem um cálice sagrado, e bebe...
Não beba nenhum tipo de cachaça, por esse cálice!
Vinhos, pingas, cervejas, cachaças gerais, raros licores, Ambrósia, bebidas que te pareçam sagradas, doces ou amargas não as bebas por aí, por esse cálice!
E quando fores falar dele, não fales de outras taças, de modo que alguém as confunda, com ele...
Pois, poderá ser um dia, esse teu cálice sagrado, o teu próprio coração.
Não bebas então nele, nada, além da água pura, consagrada ao nascer;
E se já não for água pura, será certamente o melhor que à vida houvera acontecido...
Quando no teu sangue se converteu.
O teu sangue, meu irmão, é o verdadeiro hálito, que à vida alimenta!
Então respeita e mantém puro o teu cálice sagrado, se já tiveres um!
Se o não tiveres faz como diante de um outro cálice juraste: zela por ele e sê feliz!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Inimigos da Arte

A cultura, a arte e experiência que a provecta idade confere foram derrotadas no blogue da lusofonia pela molecagem e arrogância de uns personagens suspeitos...

Ainda ontem o Dr. João de Castro Nunes exímio poeta e culto Filólogo aos 89 anos de idade e grande parte desse tempo empenhado em ensinar, foi ali reduzido a um simples e igual moleque, desses que primam pela falta de educação e covardia.

Covardia e não só, pois falsidade ideológica também de um, que sem escrúpulo algum
Mancha o bom nome do atleta do século, que tanto elevou o nome do Brasil no mundo.
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(continuação e texto completo em http://rosadosventos2.blogspot.com/ )


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Não Dorme (A respeito da educação e das eleições)

Desesperada e anoitecida, a mente não dorme em paz, nem ao cérebro permite que descanse. Neurônios discutem temas filosóficos, e formas pensamentos brigam entre si como se fossem filhas legítimas de um processo mental, que lhes houvesse dado vida; mas não são reais.
Existem naquele momento de geração e depois, apenas sombras é o que a elas cabe como papel exercerem.

Também às formas emocionais outros papéis não cabem, e assim as nuvens pessoais se juntam e formam a grande nuvem coletiva, por onde vagueiam fantasmas assustando-nos à noite, em sonhos, e durante o dia influenciam nossos guias e dirigentes, enquanto homens de vontade fraca que desejam o comando de nosso destino e o conseguem, alguns...

Não se pode em tal estágio mental afirmar categoricamente que seja uma mente racional, porque ainda não existe aí uma razão independente.

Embora esses “sonâmbulos” discutam teorias e defendam opiniões pessoais, quem tiver um pouco de sensibilidade e um pouco de conhecimento sobre o mecanismo psicológico, compreenderá claramente tratar-se de um papagaio vestido de gente, e falando uma língua semelhante à nossa.

Entretanto, quando desespera por motivos de os temas mentais se tornarem difíceis de resolver, já revela esta mente um bom indício de que ali há esperança de um futuro pensante nascer.

Terá para isso de contar com a reencarnação, através da qual durante muitas vidas poderá tornar-se um daqueles capazes de pensar por si mesmo; e é isto o que demonstram os grandes e poucos escritores, os pouquíssimos e grandes pensadores e os raríssimos MANÚS, que as tradições chamam de iluminados e salvadores dos homens.

Mas existem tantas religiões querendo salvar os homens, que nem é preciso mais pensar muito; desde que se tenha fé em qualquer coisa, até eventualmente na xícara que vá sobre o pires, onde, por regra se despeja ou derrama café quente, quando não aquele dos cinco éfes! Mas não se trata aqui de nenhuma crença e não são, portanto as cinco fés as qualidades do café.

Cinco, porém são os predicados de cada uma das mãos, se a cada dedo consagrado for uma arte planetária...

Mas não digo quais são essas artes nem que ameaças de morte venham a coagir-me para que eu fale! Todavia posso garantir que pela maneira como o disse lembre uma brincadeira, não é brincadeira. Ao contrário, é coisa seríssima, para com “seríssima” classificar a dimensão da grandeza encerrada na representação planetária escrita nos dedos de cada mão.

E onde falte um mindinho cuidado! Aí faltará Mercúrio e não representa este planeta apenas a inteligência, mas principalmente o caráter, que parece estar a sua falta comprovando a teoria, naquele muito conhecido em que falta o mindinho e também o caráter.

Considerando as duas mãos, dez haverão de ser os talentos dos homens, porque embora semelhantes, são em concreto direitos e esquerdos... Também para homenagear os nobres Hindus, porque Deus ou Brahma é realmente dez...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

-"A propósito da Escola..."

Falou-se ainda a pouco, por aqui, de educação, de escola, coisas que eu nem entendo muito, mas vejo e falo então mais pelos olhos, do que pela memória...
Mas ainda assim e a pouca memória lembro-me imediatamente da minha amiga portuguesa, professora, Lurdes Castanheira, e a sua antiga luta pela escola...
É que as pragas que vieram vindo praga em praga multiplicando-se resultaram nisto de agora negativo todo...
E as artes têm sido a sua forma dual de expressão, negativa e positiva.
Quando, porém se juntaram em cena, palco, teatro, cinema, música e literatura vieram vindo, e numa sequência sórdida em práticas globais, chegou...
Principalmente em novelas, baratas de assistir, e fáceis de engolir e massificar o povo seria um verbo fácil de conjugar. Sucesso garantido e o Ibope altíssimo, o povo na frente da telinha, chora, remói o juízo e acaba aprendendo uma arte...
Destaque-se e celebrem-se as boas artes, em todas as suas expressões, inclusive algumas raras novelas e filmes.
Mas nem tanto estes são culpados, pobres novelas e filmes, mas seus autores, malditos autores, ou seriam autores malditos?
E dentre eles destacaria não um, mas uma autora, que se diz novelista, quando na verdade tem sido formuladora de uma verdadeira escola de “sacanagem” muito bem sucedida.
Ensinar mulheres a trair maridos, foi tão eficiente que hoje já nem é crime e normal com AIDS CDA e tudo, mas com camisinha. Por favor, radio televisão, cinema, imprensa e tal (“Usem Camisinha e Brasil um País de Tolos”) constante, senão!
Ensinar a arte da traição dá “modulo” e o modo mais eficaz de aplicar golpes entre amigos, criar inimigos, para depois ensinar um supremo castigo e matá-los a todos, e no final triunfante o bem vencerá e o herói, que maravilha de herói! Viva!
Às vezes, porém, apesar do desdém do descrente é tamanha a lei em rigor de causa e efeito, que em vez do inimigo leva às vezes um ente querido...
Ah, leva sim!
Que o diga Mozart, e seu Don Juan!
Mas Mozart não dirá nada, que há muito tempo o calou o seu Réquiem.
E não é que esta grande autora tem um nome?
Tem, sim, mas eu não digo o seu nome.

sábado, 2 de maio de 2009

-"Dúvida quanto à origem das Borboletas II"

Caminho desconhecido

Não sei onde vai dar o caminho pelo qual não vou andando. Como saberia? Não sou profeta, pastor, cartomante, quiromante nem condutor de gado?

Na verdade não sei de nenhum caminho, nem mesmo daquele a que denominam estrada já traçada; e nem mesmo pequeno beco ou carreiro, trilha ou trecho hipotético.
Não entendo absolutamente nada de caminhos, e nem sei por nenhum deles com qual tipo de pés se devam caminhar.
Tendo realmente andado, caso me tenha movido e seguido em qualquer direção terei seguido por um atalho ou beco sem sáida?
E se tiver andando em círculos e tendo já aqui chegado, ainda assim não sei ao certo se saí do mesmo lugar.
Estando eu como estou me sentindo surdo e mudo e também manco completamente dos atributos da inteligência, o que sou ou posso saber, de verdade?
Só por estar aqui em presença relativa com este meu gesto pobre e rude a escrever as provas de que vivo?
Mas quem ou o quê vive e realmente é este que penso ser?

É preciso mais que isso para viver e caminhar...

E se em nada mais sei estar presente, nem sequer se o sol é ardente ou a chuva fria!
Ou mesmo se alguma coisa há que garanta ser eu próprio eu, ou senão mera fantasia do que nem saberia descrever?

Mas, que ainda assim, enquanto este, escrevo?

De um olhar tão distante e de uma luz tão fria, o quê garante que sou eu e o que sou e aonde eu ia vá ainda, ou fui?

Convém respeitar os escritos, convém respeitar as palavras, mas aos conceitos que elas encerram porque encerremnem tanto não se devem respeitar, em virtude dos “encerramentos” e do que andem a apartar num cercado; ou mesmo numa arca ou ostra!

terça-feira, 28 de abril de 2009

-"Nas Entranhas"

Revirei meus olhos na direção de ontem, e de lá trouxe até aqui a ingrata surpresa de estar dentro de mim. Sem qualquer razão para tanto, mas sempre dentro de mim.
Todas as causas e todos os motivos para há muito tempo ter desistido de meu interior eu os tive, mas ainda assim eis-me dentro de mim!
Mas não estou feliz por isso, nem o estar dentro é o dentro de interiormente conviver com a consciência de quem encontrara o eixo.
Dentro desse fraco estro e desse estado concreto sou para o exterior num cárcere ir preso, aonde vou de fato prisioneiro dos limites do conhecimento, dos limites do poder que rompa o tédio, e dos limites da inércia que me arrasta ao caos de uma idéia de vida mais ou menos verídica.
Já há muito deveria ter saído desta torre maldita, mas como as opções são poucas, acovardo-me permanecendo no meu interior sombrio em um estado infeliz.
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Ler texto completo em "Rosa dos Ventos-Editor" http://rosadosventos2.blogspot.com/



quarta-feira, 22 de abril de 2009

-"Eu"

Não sou eu, eu em quase nada do que são os seres humanos. Sou tão apenas eu que nada mais existe que não seja este ser eu em cada gesto, em cada pensamento, em cada segundo em que viva a mim mesmo perante e diferente dos modelos dos outros.

E ainda que a alguém pareça ver outro semelhante, através de mim, e veja mesmo outros personagens parecidos uns com outros, não sou eu absolutamente desses nenhum.
Só lamento não ser eu tão eu quanto fora o Eu concebido pelo sábio grego! Apesar disso sou modestamente original dentro dos limites do entendimento de mim e do mundo exterior, que me serve de espelho.

Sou um conjunto construído através das minhas janelas dos sentidos com os elementos exteriores, e modestamente elaborados pela minha inteligência e sensibilidade inteiramente tal como sou.

Sendo, pois, este um, mais ou menos como todos são para si próprios. Mas cada um para si, entenda-se isto bem, não é o mesmo de cada um para o outro!
O ser cada um para si mesmo é completamente diferente da personalidade de cada indivíduo vista do lado de fora por outro... Embora haja quem para si mesmo minta e finja ser o que não é, e até julgue os outros!

Mas se for cada um para si mesmo real, haverá de ser o que é e continuará sendo o ser real para si mesmo, pouco importa o grau ou medida que cada um leve nos olhos ou nas mãos para medir ou pesar o outro do lado de fora.

E nessa arte são tão imprevisíveis os anônimos transeuntes quanto os doutores, os reis, os fortes, os fracos... Porém todos e qualquer um são assim sem nenhuma arte e pouco importantes para outrem, sendo apenas uma pequena parte... ou alguém.