ALTERAÇÃO DO ENDEREÇO

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sexta-feira, 10 de maio de 2013

-"Português tem 430 restaurantes no Brasil ! "



Ele é médico, mas a verdadeira vocação de Alberto Saraiva é saber desvendar os desejos dos clientesEle é médico, mas a verdadeira vocação de Alberto Saraiva é saber desvendar os desejos dos clientes
O grupo Alsaraiva, presidido pelo português Alberto Saraiva, natural da Guarda, detém 430 lojas no Brasil, das quais se destacam os restaurantes de comida árabe Habib’s. No total, o grupo emprega 22 mil funcionários e um faturamento superior a um bilhão de reais.
 A cadeia Habib’s é a maior rede de restaurantes ‘fast food’ de comida árabe do mundo. Alberto Saraiva – que conhecemos desde São Paulo, depois da padaria deixada pelo pai, arrancou inicialmente com pizza e teve grande sucesso com o famoso rodisio, copiado logo a seguir por todos. O primeiro Habib´s surgiu em SP, em 1988 e estivemos presentes à inauguração. O produto principal eram as esfihas (um petisco da culinária árabe semelhante à pizza). Hoje a Habib´s  vende 680 milhões de unidades por ano e deverá ampliar bastante o mercado neste e no proximo ano.
Segundo Alberto Saraiva, a sua vida comercial começou quando – após a morte do pai – teve de tomar conta do negócio da família, uma padaria que tinham aberto em São Paulo. Foi aí que surgiu a sua filosofia para os negócios: “associar qualidade a preços mesmo muito, muito acessíveis”.

Aposta no ’franchising’

Em 1988, Alberto Saraiva abriu o primeiro restaurante Habib´s, em São Paulo, na altura com 20 funcionários. Mais tarde, depois de abrir 18 lojas, o empresário começou a implementar o ‘franchising’ no seu negócio, o que possibilitou a expansão da rede de ‘fast food’ de comida árabe por todo o Brasil. “Hoje, 60% dos restaurantes são próprios e 40% são franchising”, esclareceu Alberto Saraiva. 
Na área da restauração, e conforme “Portugal Sem Passaporte” já anteriormente divulgou,  o grupo Alsaraiva  possui várias outras  redes de ‘fast food’, destacando-se uma de comida italiana, chamada Ragazzo, e outra de comida variada, chamada Box30. E não falta produção dos famosos “Pasteis de Nata” bem portugueses.
Além disso, o grupo é detentor de fábricas próprias de laticínios, panificação e sorvetes, de um contact center, uma agência de viagens, uma agência de publicidade, um escritório de arquitetura, uma consultora de franquias e uma consultora imobiliária.

Mais 50 lojas ainda este ano

Para Alberto Saraiva, neste momento, a sua prioridade é a  expansão do grupo no Brasil, onde prevê abrir cerca de 50 lojas, ainda este ano, “aproveitando a boa fase económica do país”. 
No entanto, o empresário não descartou a hipótese de uma possível internacionalização do grupo, mas sublinhou que precisa de parceiros sólidos nos países estrangeiros para expandir o seu negócio. 
Quanto a Portugal – país com o qual o empresário mantém fortes relações familiares e de afeto – Alberto Saraiva contou que já houve portugueses interessados nos restaurantes, mas o negócio não chegou a concretizar-se, o que não impede que haja negociações futuras, sublinhou.

Fonte: lusa

quinta-feira, 12 de julho de 2012

-"Mundo lusófono pode ser potência global"

Durante um jantar com empresários num hotel do Rio de  Janeiro,  o  primeiro-ministro  português  considerou  que
"o mundo lusófono tem tudo para se constituir uma potência global e afirmou haver entusiasmo dos presidentes do Brasil, Angola e Moçambique com a ideia de uma “aliança de prosperidade recíproca”.
Imaginem só o potencial humano, empresarial, político, económico, social e cultural que temos aqui em reserva. Tive, por isso, oportunidade, há alguns meses já de falar, com a presidente Dilma, com o presidente Eduardo dos Santos, com o presidente Guebuza, entre outros, e todos nós, entusiasmados, concordamos sobre as inúmeras vantagens de estabelecer uma aliança de prosperidade recíproca para os nossos empresários e cidadãos, assente numa sólida relação política, social e empresarial.
Os países de língua portuguesa têm disponibilidade de capitais, de recursos, de conhecimentos técnicos e humanos únicos em muitos setores de atividade, ou seja, têm todos os ingredientes para construírem um “grande mercado”.
Passos Coelho apontou ainda que cada país lusófono “é uma porta de entrada para uma comunidade maior” e defendeu que, tendo os portugueses sido “pioneiros da globalização”, não faz sentido que desperdicem “os maiores proveitos da atual globalização”.
Em particular quanto às relações com o Brasil, o primeiro-ministro advogou que está sendo construída “uma verdadeira aliança estratégica”, assinalando que escolheu o Brasil para a sua primeira visita fora da Europa, assim como Dilma Rousseff escolheu Portugal para a sua primeira visita fora do continente americano.".
Fonte: Lusa

terça-feira, 5 de junho de 2012

-"A importância da CPLP"

No mapa publicado abaixo pode se ver a importância estratégica da CPLP e as potencialidades, tanto no campo político como comercial, que ela encerra. Dirigida por políticos inteligentes e concretizada por empresários eficientes, a CPLP poderá ter papel importante no cenário mundial.

quarta-feira, 21 de março de 2012

-" O PORTUGUÊS, moeda de ouro ”

   
                                                                                      ( Réplica da moeda original )

Da mesma forma que o “dollar” o tem sido nas últimas décadas, o Português de ouro foi, durante quase um século, a moeda universal.
Foi a moeda portuguesa de maior circulação mundial, refletindo o poderio do País no apogeu da sua glória. Com o peso de, aproximadamente, 35 gramas em ouro quase puro, comemorava, em suas legendas, as descobertas, as conquistas e o comércio de Portugal.
Foi uma das moedas que Vasco da Gama levou nas naus para a Índia e foi cunhada em Lisboa, Porto, Goa, Malaca e Coxim, por mais de quatro décadas.
Foi aceite por toda aparte como meio de pagamento. Muito depois de ter deixado de ser cunhada em Portugal, o seu prestígio era tal que, entre 1570 e 1640, várias cidades europeias, entre as quais as da Liga Hanseática, bateram moeda de ouro de 10 cruzados, tal como o Português, com a cruz de Cristo no anverso, dando origem aos célebres “Portugalöser” que, por vezes, exibiam a legenda “Ad valorem Emanvel reg Portugal” e “de acordo com o justo peso e liga do Português”.
Até ao século XVIII foi a maior moeda cunhada no País.
Constitui, hoje, uma valiosa raridade numismática.

AN
Fontes: Banco Millennium e Arquivo Pessoal.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

-" 500 anos depois a China retribui a visita "

Não quero deixar 2011 acabar sem registar o acontecimento mais importante do ano para Portugal, para a Europa e para a China e que terá, certamente, repercussão em todo o Mundo.
Hoje, a China fechou o Circulo da Globalização iniciado em 1498 com a chegada de Vasco da Gama à Índia e com a chegada à China de Tomé Pires em 1517.
Hoje, ao adquirir 21% do capital da empresa portuguesa EDP, uma das maiores no setor da energia a nível mundial, a China chegou à Europa e escolheu Portugal como porta de entrada, retribuindo a visita que lhe foi feita 500 anos atrás.  
Os chineses foram sempre conhecidos pelas suas sábias decisões e a conservação de Macau como uma plataforma estratégica de cooperação com Portugal está a começar a dar os seus frutos. Os chineses sabem que podem beneficiar muito da posição da Lusofonia e não deixarão de a aproveitar. Oxalá os portugueses saibam aproveitar a colaboração da maior potência económica e financeira mundial.
Face à avidez dos financeiros alemães e à falta de solidariedade dos restantes europeus, Portugal, ao abrir as portas à China, deu um sério aviso à Europa de que é europeu mas não só ! …   

sábado, 29 de outubro de 2011

-" O Brasil acordou ..."

O Brasil é um dos cinco países emergentes aos quais se aplica a sigla "BRIC", que deriva das iniciais dos nomes dos países: Brasil,Rússia, Índia e China. Espera-se que eles, em breve,sejam motores da economia mundial.
É uma designação honrosa mas que não pode esconder o muito que ainda falta fazer nesses países para que as populações possam viver numa situação que dignifique o ser humano.
Como está, nesses países, a assistência médica ?... e a medicamentosa ?... toda a gente beneficia de água canalizada ? ... o saneamento básico existe ?...as condições de trabalho são humanas?
Ser BRIC só pode ser motivo de orgulho se a par da melhoria das condições económicas se melhorarem, também, as condições de vida.
Espero que o vídeo que se segue desperte as consciências para isso. Apesar de ser patrocinado por uma bebida a ideia não é uma alucinação.
  

domingo, 7 de agosto de 2011

-" Renda Básica de Cidadania "

Com a crise financeira que assola o Ocidente, reacendeu-se, na Europa, o debate acerca da introdução da Renda Básica de Cidadania, como sendo uma ideia que poderá modificar as condições de vida de toda a humanidade.
Em inglês designa-se por “Universal Basic Income”, em francês por “Revenu de Base” e em alemão por “Grundeinkommen”.
Esta forma de rendimento foi referida pela primeira vez, que se saiba, em 1795 por Thomas Paine, no panfleto “Agrarian Justice”, de sua autoria, inspirado na filosofia do igualitarismo.
A única experiência de Renda Básica no mundo é a do estado americano do Alasca, desde 1982..
No Brasil, a instituição da Renda Básica foi aprovada pelo Senado em 2004. O primeiro Município a aprovar a lei foi o de Santo António do Pinhal–São Paulo, em 2009.
Infelizmente, a lei ainda não saiu do papel mas existe, já há alguns anos, uma experiência-piloto em Quatinga Velho.
Os atuais defensores da Renda Básica de Cidadania pretendem que ela seja atribuida sem condicionalismos, considerando que todo o ser humano tem direito a dispor de condições que lhe permitam viver dignamente, desde o berço até à sepultura;
- ou seja: qualquer pessoa, só pela razão de existir, terá direito à Renda Básica, que será igual para todos, independentemente da sua posição social e de outros rendimentos de que disponha.
O vídeo que se segue, presta mais esclarecimentos


terça-feira, 24 de maio de 2011

-" A quinta vítima "


A agência de "rating" Fitch coloca a dívida da Bélgica em vigilância negativa
Eis uma notícia fresquinha veículada hoje pela TSF, rádio e internet.
"A agência Fitch colocou a dívida belga em vigilância negativa devido à ausência de um executivo
sólido, uma situação que se mantém há um ano.
A divida da Bélgica é a terceira mais alta da Zona Euro, representa mais de 96 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ficando apenas atrás da Grécia e da Itália."

Mais um candidato a 5ª vítima !  Eles ainda estão indecisos, ainda estão a observar bem  o grupo das vítima para decidirem qual a que vai ter a honra de ser comida no próximo banquete.
Já se aceitam apostas para o concurso organizado pelo FMI e pela UE ! ...  Quem será a 5ª Vítima? ...  Será a Espanha ? ... Será a Itália ? ...Ou será a Bélgica ?

Quem estiver interessado pode enviar as apostas para a Agência de Rating Fitch que garante que elas serão tratadas com a máxima honestidade !


quinta-feira, 7 de abril de 2011

-" As hienas conseguiram apanhar Portugal "

O bando criminoso de especuladores da alta finança conseguiu obrigar Portugal a pedir apoio ao FMI !... 

Depois de terem enredado os Bancos portugueses na sua perversa teia, o Bando do Dinheiro tirou-lhes o tapete e obrigou-os a virarem-se contra o próprio Governo, ignorando as enormes quantias que dele receberam e os benefícios fiscais que usufruíram. Sem nenhuma vergonha e destruindo qualquer base de negociação com o FMI, os responsáveis dos principais Bancos portugueses cometeram a enormidade de discutirem o assunto na praça pública.
Se houvesse, ainda, alguma dúvida sobre quem manda no Mundo, ela ficaria agora dissipada. Mário Soares disse, há dias, no Porto, que a "alta finança"põe, facilmente, qualquer governo de joelhos e ele, como poucos, deve saber isso. Aliás os acontecimentos dão-lhe razão!

As hienas, duma maneira ou de outra, já apanharam a Islândia, a Grécia, a Irlanda e, agora, Portugal; qual será o país que se segue ?...
No gráfico, abaixo, podem ver a posição das dívidas soberanas há um ano atrás.


                                                               
                                                                      (clique na imagem para aumentar)


É lógico que, até hoje, alguma coisa se modificou (de certeza para pior) mas, depois de vermos o gráfico, creio que há algumas perguntas que se impõem: se há um ano atrás a média das dívidas 
era de 84% por que é que a Comissão Europeia não fez nada?...Por que razão deixou os países irem à falência uns atrás dos outros?...Quem beneficiava com isso?...
Parece-me que a resposta a estas perguntas pode ser encontrada no vídeo que podem ver a seguir. Apesar de ter a duração de treze minutos aconselho que o vejam.


sábado, 11 de dezembro de 2010

-" Os oportunistas dominam a UE "

Eles passam por cima de tudo e de todos para ganharem dinheiro. Idealizaram um plano que está a ser concretizado passo a passo.

Primeiro, nomearam um Presidente da Comissão Europeia oriundo de um país pequeno para criarem a ilusão de que não haveria protecionismo.
Em seguida, desferiram o primeiro golpe: arrasaram uns quantos Bancos e deram cabo das economias de três países pequenos ( Islândia, Grécia e Irlanda ) para que se pensasse que elas tinham ruído por serem débeis.
Como passo seguinte, ameaçaram a Alemanha para que o Mundo visse que o que aconteceu não foi programado e que poderia acontecer o mesmo às economias mais sólidas.

Com as três primeiras vítimas arrumadas, tinha chegado o momento de arranjar mais umas quantas. Era agora a vez de as Agências de “Rating”(cuja utilidade ninguém reconhece) entrarem em ação para abanarem os mercados financeiros e justificarem a subida dos juros, o que lhes permitiria localizar as próximas vítimas.
Dois países perderam o equilíbrio, embora não tivessem caído: Portugal e Espanha.
Como não caíram, vá de encarregar um deficiente mental em serviço na EU para aconselhar Portugal a pedir ajuda ao FMI para (espantem-se) evitar que Espanha fosse derrubada pela crise.

Que solução curiosa: pedir a um país que se sacrifique para salvar outro!?...

Como Portugal não cedeu, atiçaram os cães de “rating” e fizeram disparar os juros da dívida portuguesa. Num equilíbrio bastante precário Portugal aguentou-se sem recorrer ao FMI, o que os enraiveceu e os levou a ordenarem aos seus cães-de-fila que ladrassem mais umas ameaças: o “rating” de Portugal pode vir a ser avaliado em baixa !...
Claro que é uma ameaça grave que a concretizar-se levará a mais uma subida dos juros.
No entanto, esta descarada e desonesta especulação talvez venha a ter um desfecho irónico. Timor Leste pretende comprar parte da dívida portuguesa e o Brasil e a China estão a encarar a questão .
Se Timor e o Brasil comprarem parte da dívida, será uma louvável atitude de solidariedade; mas se a China comprar também uma parte será de darmos umas boas gargalhadas!...Será caso para dizer que o lobo queria a lã mas que foi tosquiado!
Isso seria para a China, depois de dominar já grande parte das finanças dos Estados Unidos, um verdadeiro "negócio da China".

A.Norton


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

-" Aliança Brasil - Portugal "

Solidariedade Lusófona: uma Questão Geopolítica Internacional

JPeralta

As manifestações de solidariedade prática entre Portugal e o Brasil, desde o alvorecer da descoberta do país, em 1500, regem-se por manifestações inequívocas de um, quase inédito, espírito de cooperação. Foi esse espírito que manteve a unidade e impulsionou o crescimento deste país continente.

No subconsciente coletivo de Portugal há um imenso carinho pelo Brasil.
O Brasil responde com o mesmo respeito fraternal e solidário.

Os dois países soberanos mantêm e cultivam uma aliança vital que vai muito além de todos os tratados: a língua e a cultura comum.


Esta ideia, sobejamente reconhecida e repetida, recordo-a para alicerçar uma proposta que exponho adiante.

A solidariedade e a amizade, entre países e povos, revela-se em todas as circunstâncias, principalmente em celebrações festivas.
No entanto, é nas horas amargas de um dos parceiros, que a solidariedade tem oportunidade de se revelar plenamente, através de ações proativas, que vão além dos discursos protocolares.
Em concreto, é sabido que Portugal passa por dificuldades econômicas e sociais, que se acumulam há mais de 30 anos.
Portugal, como outros países do espaço do EURO, precisa captar recursos exteriores, para equilibrar suas finanças e prosseguirem, tranquilos, os rumos de seu destino histórico, evitando desperdícios evitáveis.
Esta é a hora de buscar soluções e não de apontar os responsáveis...


A proposta a seguir é uma questão de Geopolítica Internacional, capaz de ajudar a consolidar a convivência entra as nações e estimular a solidariedade da Lusofonia Internacional.


2. Dentro da proverbial e histórica solidariedade fraterna de Portugal e Brasil, e como cidadão brasileiro que dedica , a este país o melhor de suas forças, há mais de 50 (cincoenta) anos, proponho:

Que o Brasil (Governo Brasileiro) estude, com carinho, a possibilidade de comprar a dívida externa portuguesa, como um grande e solidário investimento. Com este gesto estaria aprofundando a indissolúvel aliança dos dois países irmãos. O Brasil, país que investiu no FMI, pode, do mesmo modo, investir no país irmão.

Cabe ao Brasil avaliar a validade política e as condições desta proposta.

3. É sabido que outros países pensam em comprar tal dívida, como um rentável investimento, financeiro e político.
Segundo consta, a China já se propôs a estudar a questão. O Timor Leste, também se propôs a ato semelhante. Tal cooperação poderá trazer alto retorno ao País, beneficiando o seu povo.

Esta ousadia ficaria muito bem ao Brasil, no momento em que vai projetando e consolidando densamente a sua imagem no cenário internacional.


4. Esta ousadia seria inequívoca profissão de fé na solidariedade lusófona e um exemplo para o mundo.

Seria uma atitude de alto valor simbólico no cenário mundial, capaz de trazer altos dividendos políticos, econômicos e sociais. É um desafio aos nossos estadistas e aos nossos estrategistas.


Acredito que, Portugal é, para o Brasil a grande porta da Europa. O Brasil deveria cuidar mais acuradamente em consolidar a sua presença na Europa, através de Portugal, tendo aí uma plataforma permanente de acesso.

Aliás, é isto que a China está fazendo, inclusive tentando adquirir o controle do grande porto marítimo de Sines, como foi noticiado.


Por que não o Brasil?! Seria mais lógico e natural.

Os dois países irmãos sairiam muito fortalecidos.

Portugal e o Brasil são parceiros naturais na atualidade, mas não exclusivos.


5. Discuti esta ideia em reunião de amigos, em Aveiro, há poucos dias. Havia alguns economistas. A ideia foi acolhida com entusiasmo.

Em seguida propus esta ideia, em conversas informais, em Lisboa, entre amigos. O acolhimento foi unânime.

Deixo aí a ideia. Cabe aos políticos, aos estadistas e aos economistas formatar a questão de forma adequada para que possa ser incrementada.


De agora em diante a ideia está posta, na mesa, como alternativa, a bem dos países envolvidos. Utilize-a quem puder.

Esta proposta deve ser considerada como uma questão de interesse geopolítico e sócio-econômico. É também uma questão diplomática, ao fortalecer a aliança dos povos lusófonos. É o reforço de um determinado paradigma de valores de nossa civilização.


6. Por outro lado, este poderia ser mais um passo para formatar a ideia de União Portugal-Brasil, como países soberanos, como propus em estudo publicado anteriormente (Leia: http://tribunalusofona.blogspot.com/2009/10/uniao-lusofona_28.html )

José Jorge Peralta (Professor aposentado da USP)

Observação: Solicito aos amigos para que ajudem a dar a esta proposta a mais ampla divulgação, até que chegue à mesa das autoridades competentes do Brasil e de Portugal.

sábado, 27 de novembro de 2010

-" Maquiavel e Angela Merkel "

Nicolau Maquiavel disse, no seu livro O Príncipe, que “acima de tudo (o Príncipe) deve estudar História para que possa fazer aquilo que gente eminente fez antes”.
Como antítese a esta frase que é uma das mais brilhantes que já foram ditas, posso recordar a mais infeliz de todas, pronunciada por Mário Soares: “a História nunca se repete”.

A grande diferença entre estas frases, é que a primeira gera grandes governantes e a segunda só conseguiu gerar traidores que condenaram milhares de angolanos e moçambicanos à miséria e à morte.

Eu, que não consigo sequer aproximar-me da capacidade política e do pragmatismo de Maquiavel mas que, felizmente, me encontro longe da arrogância e da opacidade política de Mário Soares, atrevo-me a aglomerar ambas as frases e a formular uma frase idêntica à de Maquiavel:

“acima de tudo o governante deve estudar História para não repetir os erros do passado“.

Maquiavel, Mário Soares e Angela Merkel, três figuras que personificam o mal e que têm algo em comum: a História !... Uma porque aconselha o seu estudo; outra porque a conhece mal e a terceira porque a quer ignorar.

A História regista os factos e pode ser facilmente iludida mas a Historologia é um juiz implacável.
Maquiavel já foi julgado pelos efeitos perniciosos que a sua filosofia teve e continua a ter na sociedade.

Mário Soares já tem o seu lugar na galeria de criminosos pela maneira como vendeu Portugal.
E Angela Merkel ?... Que crime é que ela pretende cometer ? Não acredito que as imbecilidades que tem dito nos seus discursos e as que tem mandado dizer tenham por finalidade destruir a economia, seja da Grécia, da Irlanda, da Itália, da Espanha ou de Portugal. Ou que seja para evitar um descalabro eleitoral cuja ameaça ela já sente.

Será que ela quer destruir a Europa ?... Será que vamos voltar aos jogos de guerra do séc.XX ? …

A França e o Reino Unido celebraram, há pouco, um tratado sobre armas nucleares que, na sua essência, seguramente não ignorou o medo que ambos têm da Alemanha. A Alemanha, por sua vez, que não tem armas nucleares mas que tem dinheiro, uma arma muito mais poderosa, resolveu soprar sobre os mercados financeiros e provocou um vendaval.

A Grécia e a Irlanda já estão neutralizadas. Qual é o próximo da lista?
Grande parte da dívida pública portuguesa está na posse de Bancos alemães que têm contribuído grandemente para a subida escandalosa dos juros.

Os financeiros alemães “embrulharam” Hitler com a treta do Lebensraum! A senhora Merkel foi embrulhada com quê ? Com a treta do Handelsraum ?

Que ela não morre de amores pela União Europeia tenho a certeza. Do mesmo modo que tenho a certeza que os espíritos de grandes europeístas alemães como Adenauer, nunca lhe irão perdoar se ela provocar a terceira destruição da Europa .

A.Norton