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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

-" A cidadania dos Goeses "

Os Goeses são indianos ou portugueses?
Num interessante atigo publicado no jornal diário Goês Herald, o advogado goês Radharao F. Gracias discute em que circunstâncias os goeses podem ser considerados cidadãos indianos ou portugueses.
Goa é um caso único, afirma Gracias, onde os que nasceram antes de 19 Dezembro de 1961 e seus descendentes são eligíveis para a cidadania portuguesa. Em vista das circunstâncias especiais como Goa tornou-se parte de Índia, a lei indiana Citizenship Order 1962 deve ser emendada para permitir aos goeses beneficiarem da Lei da Nacionalidade Portuguesa simultaneamente com os benefícios do artigo 5 da Constituição da Índia, conclui Gracias.

Published in the Goan daily Herald,  20.1.2013

sábado, 20 de julho de 2013

Jogos da Lusofonia em Goa, Novembro de 2013

Goa, que foi território do ex-EstadoPortuguês da Índia

A terceira edição dos Jogos da Lusofonia, o maior evento multidesportivo de língua portuguesa, terá lugar em Goa, Índia de 2 a 10 de Novembro de 2013. Keshav Chandra, secretário do Desporto de Goa, apresentou na última Assembleia-Geral da Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa realizada em Julho de 2012 em Mafra, Portugal, o plano de organização dos Jogos em Goa.

Os 3º Jogos da Lusofonia, o  maior evento multidesportivo de língua portuguesa, serão realizados em Goa, Índia de 2 a 10 de Novembro de 2013, incluindo 9 modalidades desportivas: Atletismo, Basquetebol, Voleibol de Praia, Voleibol, Futebol, Judo, Ténis de Mesa, Taekwondo e Wushu.
Keshav Chandra, Secretário do Desporto de Goa, apresentou na última Assembleia-Geral de ACOLOP (Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa) realizada em 6 de Julho de 2012 em Mafra, Portugal, o plano de organização dos Jogos, nomeadamente: o programa das provas; os projectos das instalações desportivas, e os projectos de alojamento, alimentação e transportes. Keshav Chandra, informou ainda que, a Associação Olímpica de Goa tem o apoio do Governo de Goa e que todo o plano de preparação está a ser muito bem executado. O Ministro Chefe de Goa Manohar Parrikar, como Presidente da Comissão Organizadora, já reuniu com as Federações das diferentes modalidades desportivas presentes nos jogos, tendo analisado e discutido os pormenores das competições e exigências técnicas internacionais. Os planos e orçamentos de construção e remodelação das instalações desportivas já foram aprovados pelo governo, estando previsto em 2013 a conclusão das obras. Keshav Chandra apresentou assim um conjunto de garantias de que a próxima edição dos Jogos da Lusofonia em Goa será um sucesso e que tudo estará preparado para receber o evento.
Em face destas informações a  Assembleia Geral aprovou uma moção de confiança à organização dos Jogos da Lusofonia em Goa.
A reunião da ACOLOP em Mafra contou com a presença dos Comités de Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Sri-Lanka e Timor. Na Assembleia Geral, que teve lugar no Convento de Mafra, foi decidido também que Moçambique será o palco dos Jogos da Lusofonia em 2017. A Assembleia geral decidiu por unanimidade que Moçambique reúne todas as condições necessárias para organizar os Jogos da Lusofonia e para assegurar o seu sucesso.

http://www.youtube.com/watch?v=-gBqFWAjMJ0

terça-feira, 2 de julho de 2013

-" O que significam as estrelas na bandeira do Brasil "



Será que a maioria dos brasileiros sabe o que significam as estrelas na bandeira do seu país ?






( faça zoom para ver o Estado que cada estrela representa )



domingo, 2 de junho de 2013

-"O comércio mundial do petróleo também será em lingua portuguesa"



Plataforma de alto-mar em Angola: a Língua Portuguesa será uma das principais do comércio internacional de petróleo.


A Lusofonia conquistou um novo reposicionamento estratégico mundial, induzido pelas grandes descobertas de petróleo e gás natural. Brasil, Angola e Moçambique representam hoje mais de 50% das descobertas petrolíferas realizadas nos últimos sete anos.

“Isto traz uma especial responsabilidade ao espaço lusófono. Posso dizer-lhes, inequivocamente, que essas descobertas agregadas à sustentabilidade dos sucessos passados, que Angola transforma o espaço lusófono, reposicionam, em termos geopolíticos, o espaço lusófono na economia global. Não tenho dúvida nenhuma sobre isso”, declarou o presidente executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira.Para ele, tal constitui um desafio para o qual os lusófonos se devem preparar, “ocupando no mundo o papel que a geologia chama a desempenhar”. “Só falta Portugal encontrar petróleo”, complementou Ferreira de Oliveira.
                           ––  Um instituto pan-lusófono para o petróleo e gás ––


Refinaria de Sines, cidade litorânea do Baixo Alentejo: Galp Energia e seis universidades portuguesas criaram instituto lusófono para o petróleo e gás.
A Galp Energia e as seis maiores universidades portuguesas criaram recentemente o Instituto do Petróleo e Gás (ISPG), com o objetivo de promover a competitividade das indústrias de energia nos países lusófonos através da formação avançada de quadros técnicos e da criação de uma rede de cooperação entre empresas, universidades e centros de investigação.
Fazem parte da iniciativa a Universidade de Aveiro, a Universidade do Porto, a Universidade do Minho, a Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Superior Técnico de Lisboa, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
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–– Extraído da Agência Lusa e dos jornais Expresso e Diário Económico (Portugal) ––


terça-feira, 12 de março de 2013

-" Uma jóia com 500 anos: a Biblioteca da Universidade de Coimbra"



A Biblioteca da Universidade de Coimbra comemorou 500 anos. É a herdeira da “Casa da Livraria” da qual já há referências datadas de 12 de Fevereiro de 1513, quando a universidade funcionava em Lisboa.
Com um acervo de 1,5 milhões de livros, disponíveis em 28 quilómetros de estantes, distribuído por sete pisos, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra é a maior e a mais rica biblioteca de todo o mundo lusófono.
A parte mais apelativa é a Biblioteca Joanina, acabada em 1728 e mandada construir por D.João V, monumento nacional cuja riqueza arquitetónica e decorativa muito se deve ao ouro do Brasil que chegava a Portugal no séc.XVII.
A Universidade de Coimbra é a que tem mais estudantes brasileiros fora do Brasil.

segunda-feira, 4 de março de 2013

-" Universidade de Coimbra: uma das mais antigas do mundo"


A Universidade de Coimbra é uma das mais antigas universidades da Europa, criada em Lisboa, em 1290, e transferida definitivamente para Coimbra em 1537.
Nela estudaram, praticamente, todas as pessoas que fizeram a construção do Brasil . É o caso de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), que, tendo frequentado a Faculdade de Filosofia, seria um dos seus mais destacados professores, após a Reforma Pombalina da Universidade, no século XVIII.


De regresso ao Brasil, o futuro “Patriarca da Independência” acabaria por assumir papel determinante na emancipação do Brasil face à coroa portuguesa, em 1822.

O primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto (1922-1979), também estudou em Coimbra, na Faculdade de Medicina, em meados do século passado, antes de se envolver, em Lisboa, nas atividades anticoloniais.
Vários presidentes do Brasil foram distinguidos com o título de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra, os últimos dos quais foram Lula da Silva (em 2011) e Fernando Henrique Cardoso (em 1995).
O ex-presidente e atual primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, foi outro dos estadistas de países lusófonos agraciados com esse grau académico, em 2011.

A Universidade de Coimbra é a que tem mais estudantes brasileiros fora do Brasil”. No último ano letivo (2011-2012), os brasileiros constituíram o grupo mais numeroso dos alunos estrangeiros da Universidade
totalizando 1.806 inscritos nas diferentes faculdades.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Futebol de Cabo Verde: entrevistas, só em Português

Uma decisão que deveria envergonhar grande parte dos responsáveis portugueses
A equipa nacional de futebol de Cabo Verde diz que está a fazer a sua parte para promover a Língua Portuguesa, ao recusar-se a dar entrevistas em qualquer outra língua na Copa Africana das Nações, disputada na África do Sul.
“Uma das razões que levam a que o português não seja tão conhecido internacionalmente é o facto de sermos tão educados com os estrangeiros e de falarmos com eles em suas línguas”, disse o porta-voz da equipa nacional Gerson de Matos ao diário desportivo português A Bola nesta quarta-feira.
A determinação de dar entrevistas em Língua Portuguesa no torneio na África do Sul segue instruções dadas pelo presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.
“Somos mais de 200 milhões de falantes do português no mundo. Se fizermos questão de falar português, talvez mais pessoas encarem a nossa Língua de outra forma”, disse Gerson de Matos.
A seleção estreante de Cabo Verde tem sido a grande surpresa na Copa Africana das Nações, ao atingir os oito pontos após dois empates e uma vitória aflitiva de 2 golos a 1 sobre a nação-irmã lusofalante Angola. Assim, passou pela primeira vez às quartas-de-final da competição.
“Cabo Verde pode não ter o peso internacional do Brasil, de Angola e de Portugal, mas pelo menos está a fazer a sua parte”, acrescentou o porta-voz.
Cabo Verde, o país mais pequeno desde sempre a competir nas finais da Copa Africana das Nações, obteve a independência de Portugal em 1975 e filiou-se à FIFA [Federação Internacional de Futebol], órgão que regula o futebol mundial, em 1986.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

-" BRASIL: somos um país sério ? "

Artigo assinado pelo jornalista e escritor Arnaldo Niskier, ex-presidente da Academia Brasile de Letras entre 1998 e 1999. Niskier também é acadêmico correspondente no Brasil da Academia de Ciências de Lisboa.
O artigo foi publicado no jornal Folha de S. Paulo em 14 de janeiro de 2013 tendo sido
extraído do sítio da Academia Brasileira de Letras.

"SOMOS UM PAÍS SÉRIO ? ...

A história do marechal Charles de Gaulle tornou-se clássica. Num dado momento, lançou a dúvida: “O Brasil é um país sério?”. Muitos de nós ficamos chocados. Isso feriu o orgulho nacional. Agora, a frase voltou à tona, a propósito da decisão do governo de adiar para 2016 a entrada em vigor do decreto assinado em agosto de 2008, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a propósito do Acordo Ortográfico de Unificação da Língua Portuguesa. Mais três anos, para nada.
Houve uma adesão quase unânime do lado brasileiro.
Os nossos irmãos portugueses e algumas nações luso-africanas, como Angola e Moçambique, por interesses variados, resistiram à adoção, que tem por finalidade essencial a simplificação da escrita do nosso idioma. Nada mais do que isso. E com um claro objetivo estratégico: postular assim a oficialização do português como Língua de trabalho da Organização das Nações Unidas (ONU), o que eleva o nosso status internacional.
Também aqui há os recalcitrantes, que só agora se manifestam. Silenciaram em 1990, quando o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado, e em 2008, quando se estabeleceu o prazo fatal para a unificação pretendida.
Somos obrigados a ler até alguns absurdos, como o comentário de que isso se fez de forma burocrática, sem audiências públicas, ou por “reformadores de plantão”. Aqui, uma clara agressão à memória de um dos grandes brasileiros que se debruçaram sobre o assunto, como é o caso do acadêmico Antonio Houaiss (1915-1999).
Antes de ser cassado, por motivos políticos, dedicou parte ponderável da sua vida, como filólogo consagrado, à discussão interna e externa dessa problemática. Só colheu aplausos. O Brasil aderiu com entusiasmo ao Acordo. Livros, jornais e revistas passaram a ser escritos com as novas normas. Centenas de concursos públicos, como é o caso do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM (4 milhões de jovens), foram realizados com essa marca, aparentemente irreversível.
São quase 200 milhões de brasileiros que hoje escrevem de forma simplificada. Mudar esse quadro não foi desrespeitoso?
Numa prova eloquente da sua modernidade, o nosso país aceitou as recomendações da Academia Brasileira de Letras (ABL), no que tange às suas 200 mil escolas. Mesmo as do interior, como se atesta na Olimpíada de Língua Portuguesa, deixaram para trás os tempos de “voo” e “enjoo” com acento circunflexo.
De mais a mais, o que muitos desconhecem, há um decreto presidencial em pleno vigor, datado de 1972, que dá à Academia Brasileira de Letras as prerrogativas de ser a última palavra em matéria de grafia. Os mal informados ou mesmo os ignorantes desconhecem isso e aí só nos resta lamentar esse retrocesso."

sábado, 8 de setembro de 2012

-"AQUELE ABRAÇO": Ano Portugal - Brasil / Brasil - Portugal

( Leitores: 1.935 )

Até Junho, aquele abraço: É ano de Portugal no Brasil e ano do Brasil em Portugal


Um concerto com estrelas dos dois lados do Atlântico, Mariza e Roberta Sá, em Brasília, abre oficialmente, esta sexta-feira, um “abraço” que vai prolongar-se até Junho de 2013. Celebra-se o Ano de Portugal no Brasil e o Ano do Brasil em Portugal com eventos mil.

O Ano de Portugal no Brasil, arranca já esta sexta-feira, Dia da Independência brasileira, com uma cerimónia oficial em Brasília (no Teatro Nacional Cláudio Santoro), em que participa o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e um espectáculo que junta estrelas dos dois lados do Atlântico, Mariza e Roberta Sá, acompanhadas pela Orquestra Sinfónica Nacional.
As programações culturais vão decorrer em simultâneo nos dois países, estando prevista a apresentação de eventos em mais de 30 cidades brasileiras, cobrindo todas as regiões do país. Quando Miguel Horta e Costa, comissário-geral das comemorações do Ano de Portugal no Brasil, apresentou o evento, em linhas gerais, em Lisboa, em Julho, anunciou que o lema da representação nacional é "Portugal Agora", centrando-se na modernidade e na inovação, nas áreas da cultura, economia e desenvolvimento empresarial, na tecnologia, ciência, educação e desporto.

Já a organização do Ano do Brasil em Portugal - numa programação repleta de música, teatro, exposições ou gastronomia - quer levar o público a uma viagem pelas diversas manifestações da cultura brasileira, e para além das grandes cidades. O ano verde e amarelo por terras lusas terá o seu primeiro grande momento popular nos espectáculos de abertura, dias 22 e 23 de Setembro, no Terreiro do Paço, em Lisboa: o primeiro dia será marcado pelos concertos de Ney Matogrosso e do Monobloco. O "abraço" musical prossegue dia 23 com os portugueses Carminho, Paulo Gonzo e BOSS AC e os brasileiros Martinho da Vila, Zeca Baleiro e Zé Ricardo, que cantarão o repertório próprio e algumas músicas em conjunto.

Portugal @ Brasil

O Portugal contemporâneo vai dar-se a conhecer através de centenas de artistas das áreas da música, artes plásticas, dança, cinema, artes performativas, fotografia, arquitectura e design. Lema do projecto: "Portugal Agora".
Depois de Brasília, outras cidades receberão espectáculos de abertura nos próximos dias: a 9, em Belo Horizonte, Mariza junta-se a Milton Nascimento; no Rio, dia 12, o "show" repete-se, seguindo-se apresentações cariocas dos The Gift dias 14 e 15.
O programa cultural luso inclui ainda digressões da orquestra da Gulbenkian pelo Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) ou da Companhia Nacional de Bailado (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador).
Nas artes plásticas, serão realizadas exposições de pintura de Maria Helena Vieira da Silva e de escultura de Rui Chafes, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e uma exposição de pintura, desenho e obra cerâmica dos irmãos Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, no Museu Nacional de Belas Artes, na mesma cidade. Vão também realizar-se exposições de Vasco Araújo e Joana Vasconcelos e, na área do design, uma dedicada ao trabalho de Fernando Brízio.
No Festival de Cinema do Rio de Janeiro, serão exibidos o filme "Tabu", de Miguel Gomes, uma retrospectiva de João Pedro Rodrigues e um programa de curtas-metragens de Manoel de Oliveira. Na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo será a vez da exibição do novo filme de Manoel de Oliveira, "O Gebo e a Sombra", e de filmes de jovens realizadores portugueses como João Salaviza, Gonçalo Tocha e Gabriel Abrantes, recentemente premiados com o Leopardo de Ouro, o Urso de Ouro e a Palma de Ouro.

Fonte: Lusa



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

-"Os países da CPLP e os dialetos crioulos lusófonos"

Este vídeo só apresenta imagens dos países que têm o português como língua oficial, mas não nos esqueçamos que a língua portuguesa também está presente em dialetos crioulos espalhados por todo o mundo.
Em África: na Guiné Equatorial, em Casamansa, nas ilhas de Fernando Pó e Ano Bom, em Zanzibar, Mombaça e Melinde;
Na Índia: em Goa, Diu, Damão, Nagar Aveli, Bombaim, Korlai, Quilom, Mangalor, Tellichrry, Cochim, Vaipim, Bengala e na Costa de Coromandel;
No Sri-Lanka ( antigo Ceilão ): em Trincomalee, em Batticaloa, em Mannar e em Puttallam;
Na Malásia: em Malaca e Kuala Lumpur e o papiá kristang em Singapura;
Na Indonésia: nas ilhas de Java, Flores, Ternate, Ambom e Macassar;
Na China: o patuá de Macau e Hong-Kong;
Na América: em Suriname e em Curaçau, Aruba e Bonaire, nas Antilhas.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

-"Eu já nasci na Comunidade Europeia"

Por: Pedro Norton

E das ruínas surgiram edifícios imponentes... é cíclico, sem dúvida, é cíclico. Sendo que nada é para sempre, os resultados evolutivos saídos dos momentos de crise também não o são - mas escusavam de durar tão pouco. Geopolítica, sonhos antigos de líderes europeus, constrangimentos resultantes da guerra, ampliação do mercado? Seja o que for que levou a Europa a unir-se, o que interessa agora é que de facto aconteceu. Mas mais do que isso, importa ainda discutir se aconteceu da melhor forma. Urge perceber se não estamos a caminhar embriagados, já esquecidos do que nos trouxe até aqui. Bêbados com a crise, vemos mais depressa o fim do que o início; já ninguém se lembra, ou sequer pensa, no porquê de estarmos onde estamos Eu já nasci na comunidade europeia. Não sei, por experiência própria, como as coisas eram dantes. Só estudando história percebi o orgulho que representava fazer parte deste novo mundo. E que orgulho! Vejam só quantas nações e culturas diferentes, quantas estrelas em círculo…uma integração sem precedentes. Juntar nações tão fortes, tão próprias num mesmo projecto é de arrepiar...

Mas o tempo passa e o sonho desvanece... Sei, e agora por experiência própria, que os valores implícitos na bandeira estrelada não se cumprem. Nem mesmo em 2012, nem mesmo em Guimarães, símbolo deste ano do respeito pela diversidade cultural. Deixem que vos conte um episódio que por lá se passou, que mostra bem o estado actual (se é que não foi sempre assim) das coisas:  
…Estive numa conferência dedicada ao financiamento da cultura e das artes com a comissária europeia da cultura e educação Androulla Vassiliou. A Senhora foi presenteada - e muito bem - com auscultadores, através dos quais receberia a tradução de tudo quanto fosse dito em português. A restante mesa era constituída somente por portugueses, pelo que seria a única a necessitar do equipamento. E não é que foram parar às mãos erradas?! Foi a única, afinal, que não precisou de tradução, sendo que toda a mesa falou em inglês. Em alguns dos casos horrivelmente até - queriam falar mas não sabiam bem como. Foi tão absurdo, que houve gente a sair suspirando de indignação por não falar a língua e consequentemente não perceber nada do que se estava a passar. Mas o mais vergonhoso foi constatar que até a palavra "Guimarães" era dita com sotaque!!... Será que ao falarmos com os nossos parceiros europeus não podemos sequer manter a fonética original das palavras que são portuguesas?! Cambada de bajuladores! Nunca, que me lembre, foi requisito para o acesso às instituições europeias falar uma língua estrangeira. Já nos basta o profundo desconhecimento que há em relação à sua existência, à sua razão de ser.

Depois, temos a crise.. também não sei bem porque aconteceu, nem porque vai e vem. Em ciclos, bate-nos à porta. Depois desta confusão toda, só sei que temos uma Alemanha arrependida, agarrada de forma compulsiva aos medicamentos e uma Grécia muito doente, prestes a abater. Quem tem culpa, segundo os entendidos em saúde financeira e política é a doente, porque não controla as suas fronteiras, porque não consegue pagar as suas contas. Portanto, mais vale ponderar remove-la da cooperação e quem sabe - até porque já se discute em sede de parlamento europeu - controlar de novos as fronteiras, impedindo a emigração desmedida... Deram-nos armas que não sabemos usar. Se viesse agora uma guerra quantos de nós saberiam disparar um tiro? Esta geração, que se diz à rasca, já não sabe usar armas, mas será que sabe usar outras coisas? Ninguém nos ensinou a disparar é verdade, mas também não foi preciso. No entanto, não nos ensinaram a combater crises financeiras e ela caiu-nos no colo com uma força esmagadora. Não ensinaram também os jovens da altura a lidar com um tratado cooperativo desta envergadura, apenas se dizendo pelas ruas que vinha aí muito dinheiro...Deixamos todos de nos preocupar - que nem guerreiros que engordam de não ter nada para combater. Em vez de treinarmos para as eventualidades, ficamos gordos e pesados e agora custa-nos muito mexer. Principalmente aos mais velhos. E agora Europa? Será este o anúncio do fim?... Quanto a nós guerreiros, abramos os olhos! O inimigo está em todo o lado! Principalmente naqueles, que apesar dos dias que correm, continuam a não querer fazer nada. Continuam a brincar às empresas, continuam a brincar à cultura e à arte - hoje em dia tudo serve - continuam a saltar de fronteira invisível em fronteira invisível agarrando-se à segurança social alheia.

Há que meter ordem nisto, de facto há. Só tenho pena é que haja tantos interessados em simplesmente recuar 55 anos e começar tudo de novo. Ou provavelmente , não começar de todo.


terça-feira, 31 de julho de 2012

-"Cabo Verde e a Lusofonia"

Novo presidente de Cabo Verde apoia promoção da língua portuguesa
Por Mônica Villela Grayley
Rádio ONU em NY

O novo presidente de Cabo Verde afirmou que o português continuará sendo a língua oficial de seu país mesmo com esforços para aumentar a afirmação do crioulo, considerado língua materna pelos cabo-verdianos.
Nesta primeira entrevista à Rádio ONU, da Cidade da Praia, Jorge Carlos Fonseca disse que o português é um instrumento importante de relação com os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP.
“A língua portuguesa é a nossa língua oficial portanto independentemente do futuro da língua cabo-verdiana ou do crioulo. A minha ideia é de que a língua portuguesa é uma língua nossa. Tanto nossa como é dos portugueses, dos brasileiros ou dos angolanos. Não creio que seja pensável deixarmos de ter a língua portuguesa como língua oficial. Isso é um cimento importante nas relações entre os países e povos que integram hoje a CPLP”.
Segundo o novo presidente, Cabo Verde está realizando esforços, previstos na Constituição, para afirmar ainda mais o crioulo cabo-verdiano.
O país também abriga o Instituto Internacional de Língua Portuguesa, IILP, que ajuda a coordenar dentro da CPLP ações de políticas da língua nos oito países que falam o português.

CPLP: Livre circulação

O presidente eleito de Cabo Verde afirmou ainda que está pronto para promover a livre circulação de pessoas entre os oito países que falam a língua portuguesa.
Desde a vitória nas eleições, Jorge Carlos Fonseca afirmou que apesar, de difícil, a ideia “não é uma utopia”.
“Se nós não formos capazes com vontade política e imaginação de encontrar, a prazo, condições para a livre circulação, eu creio que teremos falhado como pessoas que querem, patrocinam e desejam uma verdadeira comunidade de povos de língua portuguesa. Portanto, é preciso trabalhar neste sentido. Eu estou disponível para trabalhar. Eu sei que não é fácil. Mas se houver motivação. Há um problema também com a motivação dos Estados. Qualquer um de nós, países da CPLP, pode dar mais para a CPLP e para sua afirmação no plano internacional”, afirmou.

Criada em 1996, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, reúne atualmente as oito nações que falam o idioma. O principal objetivo do bloco é a concertação político-diplomática, além da promoção da língua portuguesa.
A comunidade lusófona reúne cerca de 245 milhões de pessoas que falam português como primeira língua das Américas à Ásia.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

-"Carta aberta ao Brasil"

Todos os amores são assim ! ...

Há algum tempo atrás, recebi o seguinte comentário ao texto "Felizmente nem todos os brasileiros pensam assim" que publiquei neste blogue:

"Anónimo
 -  "  Pelo amor de Deus vãi viver a vida de vocês e esqucem de nós, graças a Deus aqui no BR não se fala nada de PT, e nem de vocês porque não gostamos de vocês

Curiosamente, há dias, a revista "Visão" publicou o seguinte artigo:



"Carta Aberta ao Brasil

  José Luís Peixoto

 Brasil, eu sei que, muito provavelmente, não vais ler estas palavras. Eu não sou sequer um país pequeno, nem sequer uma região, só apenas um português, sou 1:10.000.000, mais ou menos; e tu és quase um continente, colorido com Estados de várias cores nos livros de geografia, com muito mais para fazer do que ler tudo o que qualquer indivíduo espontâneo te queira escrever. Não faz mal, eu compreendo, estas palavras breves, apesar de serem dirigidas a ti são também para mim. Ficam ditas.
Nós não somos tão caretas assim. Desculpa esta frase intempestiva, descontextualizada, mas não sabia bem como começar. Mas é isto, nós não somos tão caretas assim, garanto-te. Já te disse que sou português, é nessa qualidade que te dou esta garantia. Por exemplo, nós não somos todos padeiros. Já imaginaste um país em que todos os habitantes fossem padeiros? Se pensares um pouco, tenho a certeza de que concordarás que não é razoável, não faria qualquer espécie de sentido. Que conversas teriam essas pessoas ao jantar? Outro exemplo: nós já não estamos no tempo dos descobrimentos. Desde então, tomámos uma grande quantidade de decisões e fizemos um número impressionante de coisas, umas boas e outras más. Eu também concordo que, por um dia ou dois, seria interessante vivermos em castelos, vestidos de duques e duquesas, a caçarmos javalis, a declamarmos odes com tom grave e a escandalizarmo-nos com as intrigas da corte. Mas acredito que, ao fim de pouco tempo, havíamos de nos cansar. As comodidades do mundo moderno são hoje difíceis de prescindir.
Aproveitando esta carta, chamo-te a atenção para a consideração que mostramos para contigo. De certeza que já notaste como uma grande parte dos meus compatriotas, assim que aterram em ti, ficam doidões. No entusiasmo deles, hás-de reparar que ganhas sempre na comparação com este pedaço de península. Quando aterram em ti, falam de uma maneira que até dá a impressão que estavam aqui presos e que eram maltratados. Muitos começam logo a falar com a tua pronúncia e, claro, a tratar toda a gente por você. Até eu, que não sou um país, presenciei isto muitas vezes, por isso acredito que sabes do que estou a falar. Espero que os compreendas, querem agradar-te e, normalmente, conseguem. Brasil, tu adoras que te elogiem, mesmo que seja falar por falar, papo furado. Mas, sabes, no caso desses meus compatriotas, é quase sempre sincero. Em Portugal, sem termos sertão, temos duplas sertanejas.
Por ti, até mudámos a nossa forma de escrever. Colocámos no desemprego uma enorme quantidade de letras "c" que, noutro tempo, no tempo das escolas profissionais, se especializaram em segurar o "t". E olha que havia um grande número de indivíduos que tinham muita estima nesse "c". Mas, adiante, não se fala mais nisso. O que quero que saibas é que nós gostamos de ti, muito. Gostamos sobretudo daquilo que conhecemos através de telenovelas e de canções. Sabemos das favelas, dos sequestros, mas de forma teórica. Ao contrário de ti, Brasil, nós não nos cruzamos na rua com esses meninos a cheirarem cola ou outras drogas. Antes de chegarmos aí, não conhecemos esse olhar sem futuro que toda a gente expulsa dos pensamentos, esse corpo baixinho e sujo que toda a gente contorna nos passeios da Avenida Paulista.
Acredita, Brasil, nós não somos tão caretas assim. Talvez não saibas mas, às vezes, em certas ocasiões, até nos chamam o "Brasil da Europa". Acontece quando falam de futebol ou de praias, por exemplo. Nós gostamos quando nos chamam assim porque achamos que é uma forma de nos acharem divertidos e descontraídos. Estou a falar a sério. Acredita, por favor. Irias ficar admirado se soubesses o quanto somos considerados descontraídos pelos suecos. Brasil, proponho-te um exercício. Não precisas de responder em voz alta, guarda a resposta para ti, mas pensa: o que sentirias se alguém te chamasse o "Portugal da América do Sul"?
E, já que estou em maré de pedidos: para com essas piadas de portugueses, por favor. Não têm graça nenhuma. A sério, não têm graça. Eu, por acaso, até conheço pessoalmente as personagens dessas piadas. Tanto o Manuel, como o Joaquim, como a Maria, com ou sem bigode, são figuras que vale a pena conhecer. Quando estão inspirados, têm muito mais graça do que o Jô Soares."

Fonte: revista "Visão"
Nota:  este artigo foi alvo de comentários que só publicarei dentro de dias, para esta mensagem não ficar demasiado extensa; mas não os percam porque merecem ser lidos ! 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

-"Mundo lusófono pode ser potência global"

Durante um jantar com empresários num hotel do Rio de  Janeiro,  o  primeiro-ministro  português  considerou  que
"o mundo lusófono tem tudo para se constituir uma potência global e afirmou haver entusiasmo dos presidentes do Brasil, Angola e Moçambique com a ideia de uma “aliança de prosperidade recíproca”.
Imaginem só o potencial humano, empresarial, político, económico, social e cultural que temos aqui em reserva. Tive, por isso, oportunidade, há alguns meses já de falar, com a presidente Dilma, com o presidente Eduardo dos Santos, com o presidente Guebuza, entre outros, e todos nós, entusiasmados, concordamos sobre as inúmeras vantagens de estabelecer uma aliança de prosperidade recíproca para os nossos empresários e cidadãos, assente numa sólida relação política, social e empresarial.
Os países de língua portuguesa têm disponibilidade de capitais, de recursos, de conhecimentos técnicos e humanos únicos em muitos setores de atividade, ou seja, têm todos os ingredientes para construírem um “grande mercado”.
Passos Coelho apontou ainda que cada país lusófono “é uma porta de entrada para uma comunidade maior” e defendeu que, tendo os portugueses sido “pioneiros da globalização”, não faz sentido que desperdicem “os maiores proveitos da atual globalização”.
Em particular quanto às relações com o Brasil, o primeiro-ministro advogou que está sendo construída “uma verdadeira aliança estratégica”, assinalando que escolheu o Brasil para a sua primeira visita fora da Europa, assim como Dilma Rousseff escolheu Portugal para a sua primeira visita fora do continente americano.".
Fonte: Lusa

domingo, 10 de junho de 2012

-"DIA DE PORTUGAL"

Neste DIA DE PORTUGAL e, principalmente, neste momento, parece-me muito adequado recordar o que foi e é Portugal

(clicar na imagem para ampliar)
Zona Azul:
principais explorações marítimas, rotas e áreas de influência; Vermelho: territórios do Império; Cinza: explorações e áreas de influência económica; Laranja: áreas de influência e comércio ; Rosa: reivindicações de soberania; Verde: feitorias;

Nos séculos XV e XVII, como resultado de pioneirismo na Era dos Descobrimentos, Portugal expandiu a influência ocidental e estabeleceu um Império que incluía possessões na África, Ásia, Oceania e América do Sul, tornando-se a potência económica, política e militar mais global e importante de todo o mundo. O Império Português foi o primeiro império global da história e também o mais duradouro dos impérios europeus, abrangendo quase 600 anos de existência, desde a conquista de Ceuta em 1415, até à transferência de soberania de Macau para a China em 1999.
Portugal é, atualmente, um país desenvolvido com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado como muito elevado. O país é considerado como tendo boa qualidade de vida, tem um dos melhores sistemas de saúde do planeta e é também uma das nações mais globalizadas e pacíficas do mundo.
É membro-fundador da ONU, da União Europeia, da NATO, da OCDE e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Portugal também participa em missões de paz da ONU.

sábado, 26 de maio de 2012

"Felizmente nem todos os brasileiros pensam assim !..."

De todos os comentários que recebi, acerca da minha última publicação, neste blogue, com o título “A ignorância está legalizada no Brasil”, quero destacar o que recebi de uma amiga de Petrópolis que passo a transcrever e a responder nas entrelinhas; mas, antes disso, quero afirmar à minha amiga alguns pontos que para mim são fundamentais:
1º- apesar de eu não ter nascido no Brasil amo-o tanto como qualquer bom brasileiro;
2º- se me preocupo com o que se passa com a Lusofonia, seja em Portugal, no Brasil ou noutro lado qualquer, é porque acho que isso é o que um cidadão lusófono mínimamente instruído e culto deve fazer.

Agora o comentário e a resposta:

“Arnaldo, é honroso seu cuidado com a língua. E ontem, eu assisti a programa na RTP , tipo documentário, onde portugueses moradores em Praga mostravam a cidade, os costumes, a comida, a arte e portugueses morando em Praga usando em seu modo de expressarem-se, gírias brasileiras. Não creio que haja novelas brasileiras em Praga - e nem são gírias antigas.”
Não vejo qualquer prejuízo para a língua se os portugueses adotarem gírias brasileiras; e não vejo qualquer inconveniente nas novelas brasileiras, até por que considero que no Brasil se fala um português que em Portugal, infelizmente, se perdeu e se deveria recuperar.

“Claro que você também não gosta disso e certamente não gosta de muitas outras coisas mas , daí a insultar a mandatária do Brasil, fica feio. Aliás, insultar a mandatária do país onde mais se fala o portugues - 190000000 de pessoas sòmente.”
Quer dizer que por serem maior número de falantes podem adulterar a língua como quiserem ? ! …

“Quem mais fala - mais fala! Vejo os próprios portugueses comentando e postando dos desmandos que vivem aí - e não costumo ver brasileiros dando palpite. Nem ofendendo o Passos Coelho ou o outro ou o outro - sim, reflete em nós também nesse mundo global mas a mim parece que o colonizador é bem mais radical que o ex colonizado.”
Colonizador, colonizado ! … Parece-me que aí há uma grande dose de passadismo que não pode ser discutido em pleno séc.XXI como se fosse um diferendo entre o Flamengo e o Vasco !

“E isso cria muros que neste momento não convém - não a vocês!”
Criar muros ? … É, precisamente, para demolir alguns muros que ainda existem que eu luto ! Mas é para os brasileiros que isso é mais importante porque se começarem a falar crioulo perderão o seu lugar no meio das nações cultas. Infelizmente, há alguns brasileiros pouco informados que ainda não compreenderam que a força da língua deles é a força que a língua portuguesa tiver.

“E não estamos aqui para ofender os mandatários de país algum - já temos um Maracanã inteiro a receber nossas ofensas na área das políticas e etc.... Não gostei e o fato de ver o gênero ser identificado em diplomas não nos afetará em nada.”
É, precisamente, esse o seu erro: não se trata da identificação do género; trata-se de adulterar as regras gramaticais. Leia bem o que o seu compatriota escreveu e vai perceber que uma Presidente nunca puderá se transformar numa Presidenta, como um dentista nunca se pudera transformar num dentisto ! …

"Fiquei triste com você - e - nós até podemos sim sermos sequestrados pela ignorância mas .......”
Para finalizar, faço-lhe o convite de me provar que estou errado !

quinta-feira, 17 de maio de 2012

-" A Ignorância está legalizada no Brasil "

No passado dia 3 de Abril, foi promulgada pela Presidente Dilma Rousseff uma Lei que legaliza a ignorância no Brasil. Essa Lei determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.
Por
esta Lei, D. Dilma Rousseff, deixa de ser a Presidente do Brasil para passar a ser a Presidenta.
É trágico para um país quando os seus governantes estão reféns da ignorância e se vangloriam disso !... Felizmente, para todos nós, existe muita gente culta no Brasil que se vai opor a uma Lei tão ridícula como esta, cujo destino é o fundo da gaveta!
Que fazemos agora com o Acordo Ortográfico ?  Deixa-mo-lo cair, de novo, no esquecimento por mais 90 anos ?
Foi preciso que ascendesse à presidência do Brasil uma pessoa tão ignorante que ignorasse a sua ignorância, para recuarmos 90 anos no esforço que se tem feito para uniformizarmos a nossa Língua ? E ainda há quem utilize a falta de instrução de Lula da Silva como uma arma, quando ele tem demonstrado ter mais conhecimento da vida e maior capacidade do que a maioria dos seus opositores e seguidores !...
A aberrante Lei, que é transcrita no final deste texto, provocou no meu amigo José Gomes, um brasileiro de fibra e amante do seu país, o seguinte texto que passo a transcrever:   

Eles querem dar cabo do Brasil de qualquer maneira!
Autoria de José Gomes

E ninguém veta o assassinato da língua..... que país !...

       Um amigo uruguaio sugeriu casarmos a Dilma com o Pepe (acho que ele não merece essa desgraça), tendo como padrinhos o Lula e a Cristina; como convidados os mensaleiros e cia. mudando-se  todos para a Mongólia (também acho que os mongois não merecem); sugiro o deserto do Saara.

LEI de 03Abr12-Emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão.

Aprendam.

Acabou a moleza. Quem relutava, se negava ou criticava o pedido meigo de Dilma ser tratada como presidentA, pode prepare-se para não ser pego fora da lei.
No último dia 3 de Abril, a presidentA sancionou a Lei 12.605/12. Para quem ainda duvida, está lá no site da PresidentA. A lei determina a obrigação da flexão de gênero em profissões. Ou seja, agora é presidentA, gerentA, pilotA, etc…

Vou aproveitar para exigir que eu seja tratado a partir de agora como flamenguistO, jornalistO, dentistO, motoristO, etc.

Caraca, só no Brasil.
Pergunto se alguém sabe se senador, deputado e vereador continuam como vigaristA ou muda pra vigaristO?

Oremos irmãos.
.........................
P.S.  HOJE EU VOU AO OCULISTO, DEPOIS DE PASSAR NO DENTISTO,  TINHA LÁ UM MOTORISTO E UM MAQUINISTO  TODOS FLAMENGUISTO ....

desculpem mas não resisti  [SOU HUMORISTO ] ....
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 12.605, DE 3 DE ABRIL DE 2012.

Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.
Art. 2º As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília,  3  de  abril  de 2012; 191o da Independência e 124o da República.

DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante Eleonora Menicucci de Oliveira

Fonte: José Gomes 

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

-" No frigir dos ovos "

O português é uma língua mesmo rica! Se não, vejam este exercício maravilhoso ! ....

Não é à toa que os estrangeiros acham nossa língua tão difícil!
Como a língua portuguesa é rica em expressões!
Achei interessante, porque demonstra o quanto o vocabulário "alimentar" está presente nas nossas metáforas do dia-a-dia. Aí vai.
Pergunta: Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"?
Resposta: Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal, não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa; com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor, que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois os leitores não são farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga, o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado, porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é
refresco...
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois, quando se junta a fome com a vontade de comer, as coisas mudam da água pro vinho.
Embananar-se, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir, mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
Entendeu o que significa “no frigir dos ovos”?

Fonte: Internet, autor desconhecido

sábado, 26 de novembro de 2011

- " Ficha Limpa na Lusofonia "

A Ética na Política e na Administração -  Uma Proposta Urgente -
                                                                                                                                                José Jorge Peralta


1. Não há novidade, para ninguém, dizer que a corrupção anda à solta, em muitos países do Ocidente. De uns poucos anos para cá, a corrupção vai virando moda. O patrimônio público vai sendo dilapidado. O nosso maior patrimônio é a ética, a moral e a dignidade que vão sendo espezinhados, por alguns néscios e entreguistas.
Os impostos que a população paga, nunca dão para cobrir os rombos do assalto aos cofres públicos. Os países estão afogados em dívidas; sem saída. Infelizmente, no Brasil, em Portugal e em alguns outros países Lusófonos, a situação vai sendo calamitosa e vergonhosa. Não foge à “moda”.A malbaratação do erário público deixou muitos países na mão do sistema bancário, dependente dos credores. Jogaram fora a soberania nacional e o bem-estar da nação. Deixaram o país de chapéu na mão, humilhado.
Recentemente, uma digna Juíza do Supremo Tribunal Federal, de Brasília, Eliana Calmon, declarou que há “bandidos escondidos atrás da toga”. Isto é: há juízes que são bandidos, acobertados pela toga, negociando sentenças....

Na política de Portugal também parece que não é diferente. Lógico que há exceções...  Ou os bandidos são exceção. Mas eles estão aí, atuantes. A sociedade está perplexa e atônita... em alguns setores.
Este é um caso em que a minoria esperta vence a maioria omissa e acomodada.Não podemos continuar a filosofia dos quatro macaquinhos: não vejo, não ouço, não falo e não faço: a Teoria da Omissão.
Está na hora das nações fazerem a lição de casa e aprenderem a se precaver para que a bandalheira não se repita, e a nação não mais passe por semelhante vexame. Precisa ser garantida a ética na política. A ética já é um bem básico que está em falta. Por outro lado, a demanda da ética é cada vez mais acentuada... 
Fonte
: http://politicologia.blogs.sapo.pt/1443.html

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

-" Contra o Acordo Ortográfico "

Defenda-nos Deus de tamanha ignorância !...


«São mudas mas “falam”» [Nuno Pacheco, Público]


«Valha-nos, ao menos, a insistência da iniciativa legislativa de cidadãos contra o acordo (http://ilcao.cedilha.net/). Deviam assiná-la todos os que ainda não perderam a coragem.»
Nuno Pacheco

"Agora que às criancinhas começa a ser servida nas escolas a nova e indigesta papa ortográfica (que muito trabalho há-de dar a pais e professores, sobretudo a explicar incongruências), eis que surge na revista Ler deste mês um extenso e magnífico artigo onde se dá conta da evolução da monumental farsa a que convencionou chamar-se Acordo Ortográfico ou AO90. Assinado e muito bem escrito por Fernando Venâncio, justifica por si só a compra da revista. Ao lê-lo, os que não sabiam ficarão a saber que, na fúria revolucionária dos primórdios da coisa, chegou a propor-se a abolição total da acentuação nas esdrúxulas: escrevia-se “polemico” e quem quisesse leria polémico, caso de Portugal, ou polêmico, caso do Brasil. E o “nosso” Malaca sugeriu até a supressão total dos hífens, o que daria coisas fantásticas como “bemestar” para “bem-estar” e “malingua” para má-língua.
Tudo à roda, como já perceberam, das temíveis contradições entre o que se diz e o que se escreve. Daí que os génios do AO tenham descoberto aquela que ficará como uma das afirmações mais idiotas deste jovem século: “Não se pronuncia, não se escreve.” É isso que dita, no AO, a morte das consoantes mudas. Mas serão assim tão mudas? Um exemplo curioso e brasileiro: no infinitivo impessoal dos verbos terminados em –er ou –ar, nunca o “r” é pronunciado. Comer, correr, bater, dever, diz-se naturalmente “comê”, “corrê”, “batê”, “devê”; tal como nadar, comprar, voar, andar, se diz “nadá”, “comprá”, “voá”, “andá”. Para lá da etimologia, não é difícil perceber que a vogal final é aberta por causa do “r” que fecha a palavra. Sem “r”, teríamos de ler “come”, “corre”, “bate”, “nada”, “compra”, “voa” e por aí fora. Por isso, a consoante aparentemente muda de tais palavras, afinal, “fala”. E acentua as vogais. Mas, como “não se pronuncia, não se escreve”, ainda um dia esse “r” fi nal será abatido.
Ora com as consoantes suprimidas em Portugal passa-se o mesmo. Por isso, aqui, espectáculo sem “c” só pode ler-se esp’táculo. Não há volta a dar a isto. No artigo já citado, Fernando Venâncio resume da melhor forma o problema (pág. 89): “O nosso magnífico idioma tem duas ortografias diferentes porque tem sistemas vocálicos divergentes. O fosso entre os dois vai-se, mesmo, alargando. Mil acordos ortográficos não conseguiriam uma reaproximação dos dois sistemas. Importa aceitá-lo com naturalidade e não interiorizá-lo como um drama.” Mas a isto o AO nada diz, cego na sua fúria de “unificar” que na verdade não unifica. O artigo lembra também este disparate: na entrada dos hotéis portugueses vai passar a escrever-se “receção”, por imposição do AO, enquanto no Brasil se continuará a escrever, e bem, “recepção”. Tão unificados que estamos…
Estranho é que, mesmo publicando artigo tão clarificador, a Ler passe a partir deste número a aplicar já o AO. É tipicamente português: mesmo aquilo que não faz sentido, aceitamo-lo com um encolher de ombros, esse sim, perigosamente mudo. Valha-nos, ao menos, a insistência da iniciativa legislativa de cidadãos contra o acordo (http://ilcao.cedilha.net/). Deviam assiná-la todos os que ainda não perderam a coragem.
Nuno Pacheco
[Transcrição integral de crónica da autoria de Nuno Pacheco publicada no jornal Público de 19.09.11. Link disponível apenas para assinantes.]"