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domingo, 12 de junho de 2011

-" O Concerto "

O vídeo abaixo apresenta-nos as cenas finais do filme   "O Concerto"   baseado numa história real passada na Rússia , em 1980, na época de Brejnev, quando Andrei Filipov era o melhor maestro da União Soviética e dirigia a famosa Orquestra do Bolshoi. Mas, em plena glória, depois de se  ter  recusado a separar-se dos  seus músicos judeus, entre os quais estava o seu melhor amigo, Sacha, foi demitido .
O maestro, para sobreviver financeiramente aceita fazer limpezas no teatro.
Certo dia , 30 anos depois, ao limpar a sala do director do teatro , intercepta um fax do famoso Teatro Châtelet de Paris convidando a orquestra para lá tocar, não sabendo que a orquestra estava provisoriamente desfeita.
De repente, ocorre a Andrei   uma ideia mirabolante: por que não reunir  os seu ex-colegas músicos, que sobrevivem a fazer biscates e trabalhos temporários, e levá-los a Paris, fazendo-os passar pelo Bolshoi?
A oportunidade de  vingança tão esperada finalmente chegou.



sábado, 9 de abril de 2011

-" Regresso a Portugal "

Uma viagem de Paris ao Porto, registada em vídeo com muita imaginação e com uma banda sonora inovadora que é uma mistura inteligente de CHULA (ritmo tradicional português) e de RAP.
De salientar o destaque dado ao "atrevido" Galo de Barcelos !

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

- "Que parva que eu sou"- Os Deolinda.

Do Coliseu ao Cairo

por MARIA DE LURDES VALE in "DN Opinião" de30 Janeiro 2011

Na sexta-feira à noite, os Deolinda tocaram no Coliseu de Lisboa. No final, no último encore, sentiu-se um arrepio na sala. Foi comum. Sentiu-se que foi comum. E de tal forma assim foi que todos os que ali estávamos começamos a levantar-nos aos poucos e a aplaudir, sem parar, o que nos transmitia a voz - que grande voz! - de Ana Bacalhau, vocalista deste grupo que tão bem canta a vida portuguesa. Alguns de nós sabíamos que, lá fora, neste mundo a que todos pertencemos, havia quem, da Tunísia ao Egipto, estivesse, nas ruas, a lutar pela liberdade com o fim de alcançar uma vida mais digna. Outros saberiam mais. Que esse grito de revolta, que está a fazer história em frente aos nossos olhos, foi primeiro ensaiado através das redes sociais, da Internet, e do espaço virtual que todos partilhamos. Que, no mês de Dezembro, em Sidi Bouzid, 260 quilómetros a Sul de Tunes, Mohamed Bouazizi, um jovem licenciado de 26 anos, imolou-se pelo fogo para protestar contra um velho regime de cleptocratas que não lhe deixou outra alternativa que o seu próprio sacrifício. E que esse sacrifício não foi em vão. O regime caiu.

Naquela sala do Coliseu de Lisboa, muitos mais saberiam muito mais coisas. Que o que se passa nalguns países do Magrebe está a ter um efeito-dominó e a contagiar o resto do mundo árabe. Que são os milhares de jovens universitários, a quem nada mais resta nos países onde nasceram que fugir em busca de um qualquer trabalho clandestino na Europa ou nos EUA, onde é difícil entrar, que lideram esta revolta. Que na capital do Egipto há confrontos, mortos e feridos, tanques, jactos de água, mas que nem por isso a rua deixa de ser o palco dos protestos. Que a chama foi acesa por um discurso histórico de Obama, em Junho de 2009, quando disse no Cairo que "todos nós partilhamos este mundo por apenas um breve momento no tempo" e que "a questão é saber se queremos passar esse tempo concentrando-nos naquilo que nos diferencia, ou se estamos dispostos a um esforço, contínuo, para encontrar um terreno comum e concentrar-nos no futuro que queremos para os nossos filhos, e respeitar a dignidade de todos os seres humanos".

Naquela sala do Coliseu de Lisboa, a vocalista dos Deolinda, do alto dos seus 33 anos, anunciou que a última canção era nova e que era "dura" de ouvir. Chama-se "Que parva que eu sou" e diz assim: "Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição. Que parva que eu sou! Porque isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu poder estagiar. Que parva que eu sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar..."

Que parvos que somos

.....................................................................

Nota: não fazendo parte do artigo transcrito, segue-se a letra da canção e um vídeo que dá conta da reação do público no Coliseu do Porto.

Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar

Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar

Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais

E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

- " Coro de Câmara MIOSÓTIS "

Um excelente coro de câmara formado por talentosos jovens formados no Conservatório de Música do Porto. Vozes bonitas, bem trabalhadas e muito bem ensaiadas e dirigidas.
Este coro tem contribuído, largamente, para embelezar casamentos e outras festas de bom gosto.

Apreciem dois exemplos significativos:




quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

- "Mais sobre ADESTES FIDELIS"

Depois do excelente e erudito artigo do nosso camarada internauta J.Peralta, digno Professor da Uni de S. Paulo e eminente soldado da Lusofonia, que nos fez recordar uma das glórias portuguesas que foram subtraídas ao tesouro cultural da nossa identidade lusófona pela xenofobia anglo-saxónica (refiro-me à Lusofonia implantada nos 5 continentes), permito-me, com vénia, publicar três das melhores interpretações da composição de eventual autoria do rei português D. João IV e afirmo que, se “Adestes Fidelis” não é de autoria de D.João IV, pelo menos foi por ele recolhida da música tradicional portuguesa e introduzida no meio cultural.
Em próximo artigo fundamentarei esta afirmação. Por agora, essa bela e inspirada melodia que tão bem exprime o sentimento lusitano, interpretada de três formas distintas:

1ª - como D.João IV a teria tocado na sua Sala de Música, em Vila Viçosa, numa interpretação do organista Leopoldoll




2ª - como sua filha Catarina, futura raínha de Inglaterra, a teria cantado nos serões de Vila Viçosa, desta vez cantada à capela pela compositora e cantora finlandesa Tarja Turunen




3ª- numa interpretação de Celine Dion, brilhantemente acompanhada por um coro cujo nome não se conhece.



Como podem ver "Adestes Fidelis" é mesmo uma canção universal que deveria ser escolhida como Hino da Lusofonia. Fica a sugestão ! ....


sábado, 1 de janeiro de 2011

-" Adestes Fidelis "

Um Hino do Natal Universal
José J. Peralta
Adeste Fideles é um dos hinos de Natal mais cantados, nos grandes templos cristãos e católicos do mundo inteiro. Até um passado recente, desde o século XVII, este hino era conhecido, na Inglaterra e nos Estados Unidos, como “Hino Português” “The Portuguese Hymn”. Adeste Fideles era um dos hinos favoritos, regularmente cantados no Natal da Capela da Embaixada Portuguesa, em Londres, nos séculos XVII e XVIII, no tempo da intolerante repressão protestante.
Os livros, são quase unânimes em registrar o Adeste Fideles como Hino Português.
A autoria é atribuída, por alguns, ao Rei Português D. João IV, o rei músico, cuja Capela do Palácio Ducal de Vila Viçosa era um grande e célebre reduto de arte musical, no século XVII.
Entre as composições muito conhecidas de D. João IV contam-se a “Crux Fidelis”, que pode ser conferida no Youtube.
Embaixada Portuguesa, em Londres, também ficou célebre “pela excelência das músicas usadas nas cerimônias litúrgicas”
O Adeste Fideles tornou-se popular também nas Igrejas Anglicanas, onde se tornou conhecido também como “The Portuguese Hymn”, apontando a sua origem.
A autoria da melodia, jamais será conhecida com certeza. Mas não há dúvida de sua origem portuguesa.
De modo geral, até recentemente, era registrado como canto popular português.
Esta é, certamente, a única maneira correta de registrar a origem de tão bela quão célebre melodia e letra.
Por questões políticas e hegemônicas, hoje muitos registram Adeste Fideles, como sendo de autoria anônima, simplesmente, tentando desviar a atenção da autoria portuguesa, até porque não há outra alternativa possível. Anônima, sim, mas não apátrida.
O ritmo de Adeste Fideles é claramente de origem portuguesa.
Pela delicadeza e leveza da melodia, assemelha-se ao ritmo popular da ciranda, além de outras modalidades populares de Portugal, hoje tradicionais, em todos os Povos Lusófonos.

Concluindo, podemos dizer que, com tão leve e sugestiva melodia, Portugal ofereceu ao mundo o Hino Universal do Natal.
É um belo troféu de que os portugueses, podem se honrar, e é um estímulo para a sua reconhecida criatividade para aprenderem que seus patrícios são capazes de produzir grandes e belas obras, ainda em nossos dias.
O Adeste Fideles canta um Natal compartilhado e Universal. É um convite a todos (Vinde, correi) para a confraternização Universal do Natal, sem discriminação de raça, credo ou posição social. Tal como ocorre no bodo do Divino, nos Açores.
Adeste Fideles canta os genuínos valores do Natal cristão, com toda a simplicidade, como convém à mais bela celebração da cristandade, talvez da humanidade, para quem sabe sentir a força que dela irradia. Canta a simplicidade, a confraternização popular, a alegria compartilhada, o sentido imanente do Divino, a superação dos antagonismos de classes sociais, aqui solidárias.
O Espírito do Natal perpassa a vida social, no Adeste Fideles. O destaque dado hoje à Celebração do Natal foi sendo imposto pela tradição popular, que aos poucos se impôs à hierarquia. O Natal foi conquista popular. Nasceu do povo. Daí o ritmo do canto popular de roda, de ciranda, simples, alegre e movimentado que caracteriza o Adeste Fideles. Por isto pode ser acompanhado por instrumentos simples. O Adeste Fidelis dá realce ao espírito do Natal, integrando-se na Comunidade.

ADESTE FIDELES
Canto Popular Português

Adeste Fideles, laeti triunphantes.
Venite, venite in Bethlehem.
Natum Videte, Regem Angelorum

Venite, adoremus; venite adoremus.
Venite, adoremus Dominum.


ADESTE FIDELES
[Correi ó Fiéis]
Correi, ó fiéis, correi,
Ágeis, Exultantes!
Oh! Vinde, vamos até Belém.
Vede o Menino, em palhas deitado.

Oh! Vinde ,adoremos! Oh! Vinde, adoremos!
Oh! Vinde, adoremos o Senhor!
(Tradução: JPeralta)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

-" Malhação em ginásio para quê ? ! ...."

Vejam por que é que há 50 anos atrás, depois dos exageros das festas, não era necessário ir ao ginásio fazer "malhação".


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

-" Boas Festas "

Certamente que muitos dos que fazem o favor de visitar este blogue estão tão fartos quanto eu, de ouvir, em qualquer lado para onde se vá, tantas músicas de Natal anglo-saxónicas.Vamos ser diferentes: quero oferecer aos meus amigos, com os meus melhores desejos de que tenham festas muito felizes, uma música portuguesa tradicional de Natal que também se canta no Brasil.
Espero que gostem e procurem outras porque há muitas mais.



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

-" Homenagem a Rosa Lobato Faria"



Por sugestão do nosso colaborador Canojones, juntamos um vídeo de uma composição que tem um dos mais belos poemas de Rosa Lobato Faria




quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

-" O Fado no Japão "

Em 23 de Setembro deste ano, serão comemorados os 467 anos da chegada dos portugueses ao Japão, os primeiros europeus a chegarem à " Terra do Sol Nascente ".
Desde então, as relações entre os dois países foram sempre excelentes e é extraordinária a empatia existente entre as culturas japonesa e portuguesa, que nem cerca de 500 anos conseguiram destruir.
Prova disso é que passado todo esse tempo ainda hoje se comemora no Japão, anualmente, a chegada dos portugueses.
É indiscutível que o Fado se tornou, nos últimos anos, um estilo de música património mundial mas, no Japão, desde há muito que se canta o Fado graças ao entusiasmo da artista Tsukida Hideko que fala português da forma magistral como canta "Coimbra" no segundo dos vídeos que se seguem.
O primeiro vídeo é o fado "Gaivota", cantado em japonês por Chiaki Naomi, também numa excelente interpretação







Estes vídeos foram enviados pelo nosso camarada e colaborador Canojones.


domingo, 24 de janeiro de 2010

-" A Grande Elza Soares "

A nossa amiga Adriana Costa enviou-me esta fabulosa interpretação de Elza Soares que eu aproveito para publicar, procurando compensar a maldade de ontem.
Estou certo que vão gostar porque esta mulher é única no seu estilo profissional e no seu estilo de vida.
Esta interpretação é tão excelente que não resisti a publicá-la na página principal do blogue, embora em pequenas dimensões. Porém, recomendo, vivamente, que o vejam em tamanho grande em

«
http://rosadosventosvideo.blogspot.com/ ».



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

-" Paulinho da Viola e Marisa Monte"- Dança da Solidão

Um pouco da boa música brasileira. Para Arnaldo Norton, com carinho.



DVD "Paulinho da Viola - Meu tempo é hoje"(2001).

domingo, 22 de novembro de 2009

-" Homens Maduros "

Há uma indisfarçável e sedutora beleza na personalidade de muitos Homens que hoje estão na idade madura.
É claro que toda regra tem suas exceções, e cada idade tem o seu próprio valor. Porém, com toda a consideração e respeito às demais idades, destacaremos aqui uma classe de Homens que são companhias agradabilíssimas: Os que hoje são quarentões, cinquentões e sessentões.
( o texto continua em http://rosadosventos2.blogspot.com )


© Lisiê Silva(28/01/03) « http://lisiesilva.com/ »
(Direitos autorais reservados à autora)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

-" Earth Song" de Michael Jackson

"Earth Song" foi proíbido nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe. Ou seja, o que não passa nos EUA, a "terra da liberdade", não passa no resto do mundo. Só mostram o que lhes interessa, e só assistimos ao que eles querem.
Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram, de Michael Jackson. Filmado na Africa, Amazonia, Croácia e Nova Iorque.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

-" Recordemos Amália "

Faz amanhã 10 anos que ela faleceu mas não nos deixou ; continua a ser a inconfundível e incomparável Amália Rodrigues.
Uma pequena homenagem recordando-a a cantar um soneto de Luíz de Camões com música de Alan Oulman


domingo, 19 de abril de 2009

-"Porque rir faz bem ..."

1º Movimento da 5ª Sinfonia de Beethoven/
"asagohan" (pequeno-almoço em japonês)

interpretado pela Companhia de Dança Shangei Toro, de Osaka, na qual, além das excelentes vozes introduzem algo de paródia.

No restaurante, uma família discute o que comer ao pequeno-almoço: “shiro goahn” (arroz branco) ou “maze goahn” (arroz mixto) ; mas sempre que está quase a chegar a acordo, surge uma nova ideia que dá origem a nova discussão.
Discutem durante tanto tempo que a hora do pequeno-almoço passa e o pessoal do restaurante retira-se para preparar o almoço.

Espero que se divirtam.

Este vídeo pode ser visto em tamanho grande em :
"Rosa dos Ventos -Editor" http://rosadosventos2.blogspot.com/
e
"Rosa dos Ventos-Videoteca"
http://rosadosventosvideo.blogspot.com

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sábado, 21 de março de 2009

- "Comemoremos a Primavera"...

... com a euforia da Natureza e da música de Bach !

Vídeo em http://rosadosventos2.blogspot.com/)




sábado, 14 de março de 2009

« Não deixemos o Lundu desaparecer»

Dança popular brasileira, originária de manifestações musicais trazidas pelos africanos da região de Angola e Congo. No Brasil são citados nos Sécs.XVII e XVIII, os calundus, rituais religiosos com música e dança, cultivados pelos negros nas senzalas.
A partir de 1780 o “Lundu” já é citado como dança licenciosa e comum entre as classes baixas brasileiras, tendo havido tentativas de a proibir. Apesar disso, no final do Séc.XVIII, transforma-se em música vocal de salão, com acompanhamento de viola.
Nessa forma, o “Lundu” chega a Portugal, entre 1740 e 1800, com o brasileiro Domingos Caldas Barbosa, que cantava nos saraus lisboetas ao som da sua viola.
Em fins da era colonial, o “Lundu” já era canção e dança encontrada tanto nas classes baixas, quanto nas abastadas, estas utilizando-se cada vez mais do piano como instrumento acompanhador.
O “Lundu” chegou até às primeiras décadas do Séc.XX sofrendo inúmeras modificações. Entre as danças que se originaram do “Lundu”, as mais importantes são a “Chula” e o “Tango Brasileiro".

Ver mais vídeos de Lundu em http://videotecanorton.blogspot.com

sábado, 10 de janeiro de 2009

Mais Uma Raridade : Dany Kaye e Louis Armstrong

Danny Kaye foi um extrordinário comediante nas décadas de 50 e 60 do século passado; ganhou milhões e morreu praticamente sem um tostão, em Los Angeles, a 3 de Março de 1987.
Para além de actor e cantor foi um excelente interprete de jazz e clarinetista tocando quase somente para os amigos...
Tudo o que recebia dava aos mais necessitados; ajudou muitos colegas que ficaram na miséria e distribuía o resto por instituições.
No ano 2000 a UNESCO considerou-o Cidadão do Mundo.