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domingo, 2 de junho de 2013

-"O comércio mundial do petróleo também será em lingua portuguesa"



Plataforma de alto-mar em Angola: a Língua Portuguesa será uma das principais do comércio internacional de petróleo.


A Lusofonia conquistou um novo reposicionamento estratégico mundial, induzido pelas grandes descobertas de petróleo e gás natural. Brasil, Angola e Moçambique representam hoje mais de 50% das descobertas petrolíferas realizadas nos últimos sete anos.

“Isto traz uma especial responsabilidade ao espaço lusófono. Posso dizer-lhes, inequivocamente, que essas descobertas agregadas à sustentabilidade dos sucessos passados, que Angola transforma o espaço lusófono, reposicionam, em termos geopolíticos, o espaço lusófono na economia global. Não tenho dúvida nenhuma sobre isso”, declarou o presidente executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira.Para ele, tal constitui um desafio para o qual os lusófonos se devem preparar, “ocupando no mundo o papel que a geologia chama a desempenhar”. “Só falta Portugal encontrar petróleo”, complementou Ferreira de Oliveira.
                           ––  Um instituto pan-lusófono para o petróleo e gás ––


Refinaria de Sines, cidade litorânea do Baixo Alentejo: Galp Energia e seis universidades portuguesas criaram instituto lusófono para o petróleo e gás.
A Galp Energia e as seis maiores universidades portuguesas criaram recentemente o Instituto do Petróleo e Gás (ISPG), com o objetivo de promover a competitividade das indústrias de energia nos países lusófonos através da formação avançada de quadros técnicos e da criação de uma rede de cooperação entre empresas, universidades e centros de investigação.
Fazem parte da iniciativa a Universidade de Aveiro, a Universidade do Porto, a Universidade do Minho, a Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Superior Técnico de Lisboa, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
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–– Extraído da Agência Lusa e dos jornais Expresso e Diário Económico (Portugal) ––


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

-" Morreu Carlos Pinto Coelho "

O Mundo lusófono e a Lusofonia estão mais pobres e de luto ! ...

Carlos Pinto Coelho,filho do Império, grande homem e grande jornalista, defensor irredutível da Lusofonia e orgulho da cultura portuguesa, nasceu em Lisboa em 18 de Abril de 1944 e foi logo para Moçambique onde viveu a sua infância e adolescência até 1963.
Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e a poucas cadeiras de terminar o curso, ingressou no Diário de Notícias como repórter, em 1968. Em 1972 é mobilizado para a Guerra do Ultramar, em Moçambique, como alferes miliciano do Exército. Regressa ao Diário de Notícias em 1974, saindo em Abril de 1975, durante a tumultuosa direcção de Luís de Barros e José Saramago.

Desempenhou lugares de responsabilidade em vários jornais, revistas e agências noticiosas. Colaborou com várias emissoras de rádio, sendo de destacar a Deutsche Welle e a Teledifusão de Macau. Foi diretor de informação e de programas das emissoras de televisão RTP1 e RTP2.
Foi conferencista no Instituto de Altos Estudos Militares e professor de jornalismo no Instituto Politécnico de Tomar.
Representou Portugal em várias organizações internacionais de rádio e televisão.
É comendador e oficial de várias ordens e detentor de vários prémios.
De 1994 a 2003 editou e apresentou o seu programa “Acontece”, uma marcante referência cultural nas rádio e televisão portuguesas.

O jornalista Carlos Pinto Coelho morreu, vítima de ataque cardíaco, em 15 de Dezembro de 2010.

Parou a sua atividade, mas a sua presença e o seu exemplo continuarão entre nós.

A.Norton

terça-feira, 2 de novembro de 2010

-" Dia de Finados : Dia da Vergonha "

Hoje é dia de finados ! Mas é, também, um dia de Vergonha Nacional para Portugal !
Neste dia quase toda a gente vai aos cemitérios para recordar e honrar os seus mortos. Todos, à exceção de alguns que tiveram a pouca sorte de perder familiares na Guerra do Ultramar e que, por qualquer motivo, não puderam transportar o corpo para Portugal.
Quem vir o vídeo que se segue não pode reprovar aquelas familias que "abandonaram" os seus mortos ! A maioria não os pôde repatriar por não ter condições para comportar os custos dessa complicada operação.
Por muito difícil que seja de aceitar, a verdade é que o Estado Português não assumia a obrigação de repatriar os mortos em combate.
Tal atitude, embora reprovável, pode ser compreendida dentro do espírito ditaturial do Estado Novo, que pretendia evitar que a chegada dos mortos pudesse provocar agitações.
Mas as Forças Armadas também não estão isentas de responsabilidade ! Não poderiam pressionar o Governo nesse sentido ? ! ... Não o fizeram e tinham toda a força para o fazerem. Traíram o lema dominante das Forças Armadas portuguesas nas quais "nenhum homem fica para trás". Mas deixaram-nos ficar ! ...

E que dizer das "forças democráticas" políticas e militares depois do 25 de Abril ? ...

Depois de verem o vídeo, certamente, ficarão tão envergonhados e emocionados quanto eu.

domingo, 29 de agosto de 2010

-" A força dos emigrantes na política "

Nesta altura do ano em que muitos emigrantes e seus descendentes vêm passar férias a Portugal e por estarmos nas proximidades duma eleição presidencial, julgo que será interessante recordarmos a quantidade de portugueses espalhados pelos cinco continentes.
Será bom aproveitarmos a ocasião para refeletirmos sobre o valor dos votos dos emigrantes e sobre a sua ausência.


EUROPA
França 553.663 ; Reino Unido 180.000 ;
Suiça 156.542 ; Alemanha 133.700 ;
Espanha 80.530 ; Luxemburgo 62.020 ;
Bélgica 38.000 ; Holanda 9.220 ;
Andorra 9.000 ; Itália 5.741 ;
Suécia 1.800 .

AMÉRICA DO NORTE
Eua e Canada 1.153.351
(a quase totalidade nos Eua).

AMÉRICA DO SUL
Brasil 700.000; Venezuela 400.000 ; Argentina 16.000; Uruguai 1.200.

ÁFRICA
África do Sul 300.000 ; Angola 20.000 ; Moçambique 13.299
Zimbabwe 2.500.

ÁSIA
Macau e Hong Kong 160.700 ; Índia 2.300.

OCEANIA
Austrália 31.500


Totais arredondados

Europa : 1 milhão e 230 mil ;
América do Norte : 1 milhão e 153 mil ;
América do Sul : 1 milhão e 117 mil ;
África: 335 mil ;
Ásia : 163 mil ;
Oceania : 31 mil .

Chegamos à conclusão que a quantidade de portugueses espalhados pelo Mundo excede os 4 milhões. Uma quantidade de votos muito interessante!...

(Fonte: última hora-jornal “O Público “)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

-" Homenagem aos "Comandos" africanos fuzilados clandestinamente na Guiné

( Fotografia de Regina Djaló que, em 14-11-2009, aponta para o nome do marido, fuzilado na Guiné e agora constante do Memorial dos Combatentes do Ultramar : "o meu marido era o Alferes Graduado Comando Demba Cham Seca ) "
" (…) Á terceira vez foi novamente detido, no dia 21 de Março de 1975 , pelas duas horas da tarde. Quando, à noite, fui levar-lhe comida à esquadra de polícia de Bafatá, disseram que ele já não precisava dos alimentos. Soube, depois, que, nessa noite foi mandado para Babandica, onde foi fuzilado juntamente com outros. Os Tenentes Armando Carolino Barbosa e o Tomás Camará foram dois deles.
(…) Na certidão de óbito, conseguida apenas em 2000, consta: “Faleceu de fuzilamento, por ter servido com entusiasmo o Exército Português”. "
( Regina Mansata Djaló, in “Guerra Paz e Fuzilamento dos Guerreiros ) /2007, p 358.

(leia o texto integarl em http://rosadosventos2.blogspot.com )

( Texto publicado por
Fernando Gil no blogue Moçambique Para Todos )


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

-" A traição também aconteceu em Moçambique"

Estas não são novidades...
MAS CONVÉM LEMBRAR DE QUANDO EM VEZ....
Ler para acreditar...
VASCO GONÇALVES DÁ EXEMPLO DA FRELIMO:"Não cortaram o pescoço a Joana Simeão, mandaram-na para um Campo de Trabalho'..."

“VASCO GONÇALVES DISCURSA EM ALMADA

O ‘DIÁRIO DE NOTÍCIAS’ de 12 de Agosto de 1974 publica a intervenção de Vasco Gonçalves na última Assembleia do MFA. “Uma importante alocução sobre a dinâmica revolucionária do processo português”, é como o matutino apresenta o texto, considerado “o retrato de um verdadeiro revolucionário”.
Numa referência clara às declarações de Otelo sobre o Campo Pequeno, Vasco Gonçalves dá o exemplo da FRELIMO, “que não cortou o pescoço à Joana Simeão:..........................
( o texto continua em http://rosadosventos2.blogspot.com )


domingo, 4 de janeiro de 2009

Conversa com MIA COUTO

Por Fábio Zanini*


Mia Couto é um dos mais conhecidos escritores africanos da actualidade. Moçambicano da Beira, 53 anos, filho de portugueses (branco, portanto), já foi comparado a Guimarães Rosa e aparece frequentemente na lista de possíveis vencedores do Nobel de Literatura (provavelmente não para breve, no entanto, já que Mia ainda é relativamente jovem e a língua portuguesa ganhou recentemente o prémio com José Saramago).
Ele me recebeu em seu escritório no centro de Maputo, há duas semanas. Na verdade, peguei uma boleia com meu amigo Leonencio Nossa, repórter de O Estado de S. Paulo, que havia marcado a entrevista e me convidou para acompanhá-lo. Eu confesso que não conheço nada da obra desse sujeito baixinho e franzino, piadista e hiperactivo, que já tem 20 livros publicados, todos tentando decifrar a alma moçambicana.
Deixei toda essa parte literária para o Leo perguntar. Mas esse escritor também é um analista muito interessante da sociedade e da política africanas, e suas opiniões eu resumo a seguir.
Logo no início, me estranhou o local onde nos encontrámos. Que lugar era aquele?, perguntei. Era a sede de uma consultoria de projectos ambientais, da qual o biólogo Mia Couto é director. “Não sou apenas escritor, também faço coisas sérias”, afirmou, para quebrar o gelo.
Sentámos numa mesa de madeira enorme e nos pusemos a prosear.
De cara, deu para perceber que Mia é um intelectual que não se conforma com velhos estereótipos e ideias pré-concebidas sobre o continente em que vive. “A África ainda é vista pelo mundo como uma coisa exótica, de um velho contando histórias perto de uma fogueira, dos feiticeiros, dos curandeiros”, disse. Essa, segundo ele, é uma imagem que ignora 50 anos de independência africana, de urbanização dos países, industrialização e formação de algumas das mais barulhentas metrópoles desse planeta (tente contar histórias ao redor de uma fogueira em Lagos, na Nigéria, ou Kinshasa, no Congo, por exemplo...) . Muito pouco de bucólico, portanto.
O pior, diz Mia Couto, é que essa imagem é o pilar sobre o qual os africanos construíram suas sociedades. “É alguém que se olha para o espelho, mas esse espelho foi inventado por outro”.
Num continente em que se culpa até dor de dente na colonização, como faz Robert Mugabe no vizinho Zimbábue, o escritor moçambicano pede que sejam estabelecidos limites sobre o quanto pode ser debitado na conta da história. “Esse argumento do passado, essa posição vitimista de que a história é contra nós, está saturado. Não se pode pensar que é tudo derivado da herança colonial. Esse discurso tem de terminar”, diz ele.
Moçambique é um país considerado modelo de crescimento, democracia e estabilidade na África, mas Mia Couto é um intelectual inconformado. Reconhece os avanços, mas mostra uma certa melancolia.
“No fim da guerra, em 1992, tínhamos a crença de que éramos capazes de construir tudo. Fizemos paz, um sistema político aberto, multipartidário, e algumas coisas estão mudando. Temos liberdade de imprensa, de pensamento. Mas há outras coisas que são tristes. Nós pensávamos que iríamos inventar um país com um sistema próprio, fundamentado na cultura moçambicana. E agora percebemos que temos um país como outros. Só temos um nome diferente”, afirma ele.

É um paradoxo o que Mia Couto enxerga: para ser um modelo de estabilidade, foi preciso adoptar modelos importados que tornam todos os países mais ou menos iguais (reformas macroeconómicas inspiradas pelo FMI, por exemplo). O que vale mais, as vantagens da previsibilidade ou a tristeza da padronização?
Mia Couto é também visto como um rebelde, mas, talvez pelo peso da idade, isso tem seus limites. Ele ameaçou se rebelar contra o acordo ortográfico que vai vigorar a partir do ano que vem e padronizará (mais uma padronização...) a língua portuguesa nos oito países que a adoptam oficialmente. Mas desistiu: vai-se submeter à regra, embora continue crítico dela. “O mais perigoso é que está se criando uma ilusão de que é por essa via que se cria proximidade entre as literaturas dos países lusófonos”.
E o Brasil? Mia é um adorador assumido do nosso país, e viaja para cá sempre que pode (virá de novo em Dezembro para um seminário). Pergunto a ele se a presença crescente de empresas brasileiras em Moçambique não pode ser vista como uma nova forma de colonialismo. Ele responde de forma surpreendente. “Nós adoraríamos ser colonizados pelo Brasil. A única maneira de ser independente é ser dependente de vários”.
Por ali, como em todos os cantos do mundo, também se vê muita novela da Globo. Ele não gosta, mas é voto vencido em casa. “No horário das novelas, eu tenho de ir para o computador, sou expulso da sala pelo resto da família”. Pior, diz ele, é a imagem distorcida do Brasil que é passada. “Muitos moçambicanos conhecem apenas o Brasil das novelas, esta máscara que se apresenta”.
A entrevista vai terminando e pergunto por que raios ele tem uma empresa de consultoria ambiental? Mesmo com todo seu renome não consegue viver só da literatura? Ele diz que conseguiria, mas que não quer.
“Eu posso confessar que hoje já conseguiria sobreviver razoavelmente como escritor. Mas não quero, por várias razões. A escrita é uma paixão total, quero manter com ela uma relação lúdica, em que não dependa dela para ganhar dinheiro”.

in SAVANA

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

D'AQUÉM E D'ALÉM MAR

Devido às semelhanças que existem entre este texto publicado em Moçambique e qualquer outro texto que pudesse ser publicado em Portugal, quero deixá-lo aqui registado para esclarecimento dos leitores mais jovens.

"A ciência de Deus

Ao fim destes anos todos, eu já devia estar vacinado contra este tipo de coisas, mas a verdade é que verifico que não estou.
E, de vez em quando, apanho com um murro no estômago.
O último foi quando vi, num dos nossos jornais, a foto do antigo Presidente Joaquim Chissano a receber as insígnias de Doutor, Honoris Causa, em Teologia, pela Universidade Latina de Teologia.
O leitor mais jovem vai ficar admirado com esta minha introdução. Vai perguntar por que razão me incomoda que aquele antigo dirigente tenha sido doutorado em Teologia.
Mas isto é porque os meus leitores mais jovens não viveram o período, logo a seguir à Independência nacional, em que todos os nossos dirigentes se declaravam materialistas, marxistas-leninistas.
E nessa posição ideológica Deus tinha pouco espaço, se é que tinha algum.
Recordo-me de que Samora dizia que, nas nossas forças armadas, só queria oficiais que fossem
comunistas convictos.
E não me recordo de ouvir nenhum dos seus camaradas recusar postos nessas mesmas forças armadas alegando as suas convicções religiosas. Pelo contrário, todos exibiam com garbo as suas fardas de oficiais superiores, e até oficiais generais, nesse tal exército de comunistas.
O Mundo deu as voltas que deu e a grande maioria dos tais comunistas são hoje prósperos empresários capitalistas.
Alguns foram achando que os seus casamentos revolucionários não tinham o mesmo peso que outros mais tradicionais e, discretamente, lá foram até à capela mais próxima para santificar relações já com dezenas de anos, com filhos e netos já nascidos e crescidos.
Agora sabemos que um desses dirigentes, do mais alto nível da hierarquia da época, que nos pregava a via do materialismo dialéctico para a felicidade na terra, dado que depois da morte nada mais existia, aceitou ser doutorado em Teologia, a Ciência de Deus.
E parece-me que isso é levar as coisas longe demais.
Ou Joaquim Chissano nunca foi materialista, nem marxista-leninista nem coisa parecida com isso e andou durante aqueles anos todos a fazer um enorme teatro para nos enganar a todos, a começar pelo seu chefe Samora, ou, passados uns anos, um anjo deve ter descido de uma qualquer nuvem, tocando harpa ou trombeta, para o banhar de uma luz celestial, retirando-o das trevas pecaminosas do materialismo para o fazer encontrar o caminho da verdadeira fé.
Eu, que continuo materialista e ateu, vou mais pela primeira hipótese, a do teatro. Vou mais pela incapacidade de revelar as suas verdadeiras crenças, com medo de perder as benesses do poder revolucionário da época.
E nisso não esteve sozinho, muito longe disso. A dizer a verdade só recordo o exemplo do embaixador Chafurdine Khan que nunca abdicou das suas crenças religiosas e, por isso, não teve a carreira que poderia ter tido.
Temos, portanto, a partir de agora, Joaquim Chissano a juntar-se à lista dos doutores da igreja católica. A juntar-se a S.Tomás de Aquino, ao Papa Leão I, a Santa Anastácia ou a Sto. António de Lisboa e a tantos outros.
E, se não nos pomos a pau, ainda acaba canonizado, para mal dos nossos pecados.
A única vantagem era que, à semelhança das grandes festas a Sto. António, que se fazem no popular bairro de Alfama, em Lisboa, com sardinhas, caldo verde e muito vinho, talvez passássemos a ter também as festas de Sto. Alberto Chissano, ali no Alto Maé, com matapa e sumo de caju.
Mas, falando a sério: Ninguém tem nada a ver com as crenças religiosas de cada um. É assunto pessoal, do seu foro íntimo.
Agora o que foi errado, muitíssimo errado, foi terem andado a fingir que eram coisas que não eram e terem andado a impingir-nos ideias que, lá bem no fundo, muitos nem sequer compartilhavam.
Em resumo, o mal foi terem andado a mentir-nos, da forma como andaram, durante tantos anos.

Machado da Graça

in SAVANA

sábado, 20 de setembro de 2008

CPLP reune Fundações em Maputo

As Fundações existentes em países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, têm-se reunido periódicamente, desde 2003, para analisarem e estabelecerem a forma de actuarem no desenvolvimento económico e social dos países envolvidos.
Já reuniram quatro vezes, as duas primeiras em Portugal, a terceira em Cabo-Verde e a quarta em Angola.

Esta semana decorreu a quinta reunião que se realizou em Maputo.
Participaram nela representantes de Fundações de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Dos temas da reunião destacaram-se os relacionados com “ as Fundações e a eficácia da ajuda ”, “ as Fundações e a promoção dos Direitos Humanos ”, “ as Fundações e os acordos de parceria económica ”, e “ as Fundações e a promoção de laços de amizade e solidariedade entre os povos da CPLP “.
As conclusões ainda não são conhecidas, mas da reunião ressalta a afirmação do representante de Portugal, o presidente do Centro Português de Fundações, de que, indiscutívelmente, desde a primeira reunião em 2003, as acções de apoio ao desenvolvimento nos países da CPLP têm vindo a crescer, com tendência para continuarem nesse ritmo.
Ressalta, também, o reconhecimento de que os métodos de actuação terão de ser mais eficientes e que a coordenação entre as Fundações e os seus parceiros terá de ser melhorada.

Fica-nos a impressão de que as boas-vontades existem e espírito crítico também. No entanto, para podermos avaliar os resultados práticos desta reunião ficamos a aguardar a publicação das conclusões.
De qualquer modo, consideramos estas reuniões, e todas as que aproximem as instituições dos vários países que a constituem, muitos importantes para a consolidação da CPLP.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

COMBATENTES MOÇAMBICANOS E PORTUGUESES

No passado dia 7, foi celebrado na cidade do Maputo ( antiga Lourenço Marques ) o 34º aniversário da assinatura dos acordos de Lusaka ( de triste memória e vergonha do então MFA ) que puseram fim à guerra colonial em Moçambique.
Não nos esqueçamos, que foi nestes acordos que se gerou o foco que daria origem à guerra civil que tantos milhares de vítimas causou. Não sei o que houve para comemorar ?!...
Nesse dia, a Liga dos Combatentes, representada pelo seu vice-presidente, assinou com a sua congénere moçambicana, a Associação de Combatentes de Libertação Nacional ( ACLLN ), um memorando de entendimento com o objectivo de realizarem actividades em conjunto e promoverem a troca de informações. O ensino, a cultura e a solidariedade social, serão áreas preferenciais no âmbito deste “entendimento”.
Por outro lado, o Ministério para os Assuntos dos Antigos Combatentes (Portugal nunca achou necessário ter algo semelhante) pretende coligir dados sobre a guerra em Moçambique.
Para bem da CPLP, seria bom a Liga dos Combatentes procurar, de alguma forma, intervir de molde a moderar a tendência que todos os Estados têm de transformar o antigo inimigo num monstro a odiar.
Desse modo, prestaria mais um inestimável serviço à CPLP.