ALTERAÇÃO DO ENDEREÇO

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

-"Eu já nasci na Comunidade Europeia"

Por: Pedro Norton

E das ruínas surgiram edifícios imponentes... é cíclico, sem dúvida, é cíclico. Sendo que nada é para sempre, os resultados evolutivos saídos dos momentos de crise também não o são - mas escusavam de durar tão pouco. Geopolítica, sonhos antigos de líderes europeus, constrangimentos resultantes da guerra, ampliação do mercado? Seja o que for que levou a Europa a unir-se, o que interessa agora é que de facto aconteceu. Mas mais do que isso, importa ainda discutir se aconteceu da melhor forma. Urge perceber se não estamos a caminhar embriagados, já esquecidos do que nos trouxe até aqui. Bêbados com a crise, vemos mais depressa o fim do que o início; já ninguém se lembra, ou sequer pensa, no porquê de estarmos onde estamos Eu já nasci na comunidade europeia. Não sei, por experiência própria, como as coisas eram dantes. Só estudando história percebi o orgulho que representava fazer parte deste novo mundo. E que orgulho! Vejam só quantas nações e culturas diferentes, quantas estrelas em círculo…uma integração sem precedentes. Juntar nações tão fortes, tão próprias num mesmo projecto é de arrepiar...

Mas o tempo passa e o sonho desvanece... Sei, e agora por experiência própria, que os valores implícitos na bandeira estrelada não se cumprem. Nem mesmo em 2012, nem mesmo em Guimarães, símbolo deste ano do respeito pela diversidade cultural. Deixem que vos conte um episódio que por lá se passou, que mostra bem o estado actual (se é que não foi sempre assim) das coisas:  
…Estive numa conferência dedicada ao financiamento da cultura e das artes com a comissária europeia da cultura e educação Androulla Vassiliou. A Senhora foi presenteada - e muito bem - com auscultadores, através dos quais receberia a tradução de tudo quanto fosse dito em português. A restante mesa era constituída somente por portugueses, pelo que seria a única a necessitar do equipamento. E não é que foram parar às mãos erradas?! Foi a única, afinal, que não precisou de tradução, sendo que toda a mesa falou em inglês. Em alguns dos casos horrivelmente até - queriam falar mas não sabiam bem como. Foi tão absurdo, que houve gente a sair suspirando de indignação por não falar a língua e consequentemente não perceber nada do que se estava a passar. Mas o mais vergonhoso foi constatar que até a palavra "Guimarães" era dita com sotaque!!... Será que ao falarmos com os nossos parceiros europeus não podemos sequer manter a fonética original das palavras que são portuguesas?! Cambada de bajuladores! Nunca, que me lembre, foi requisito para o acesso às instituições europeias falar uma língua estrangeira. Já nos basta o profundo desconhecimento que há em relação à sua existência, à sua razão de ser.

Depois, temos a crise.. também não sei bem porque aconteceu, nem porque vai e vem. Em ciclos, bate-nos à porta. Depois desta confusão toda, só sei que temos uma Alemanha arrependida, agarrada de forma compulsiva aos medicamentos e uma Grécia muito doente, prestes a abater. Quem tem culpa, segundo os entendidos em saúde financeira e política é a doente, porque não controla as suas fronteiras, porque não consegue pagar as suas contas. Portanto, mais vale ponderar remove-la da cooperação e quem sabe - até porque já se discute em sede de parlamento europeu - controlar de novos as fronteiras, impedindo a emigração desmedida... Deram-nos armas que não sabemos usar. Se viesse agora uma guerra quantos de nós saberiam disparar um tiro? Esta geração, que se diz à rasca, já não sabe usar armas, mas será que sabe usar outras coisas? Ninguém nos ensinou a disparar é verdade, mas também não foi preciso. No entanto, não nos ensinaram a combater crises financeiras e ela caiu-nos no colo com uma força esmagadora. Não ensinaram também os jovens da altura a lidar com um tratado cooperativo desta envergadura, apenas se dizendo pelas ruas que vinha aí muito dinheiro...Deixamos todos de nos preocupar - que nem guerreiros que engordam de não ter nada para combater. Em vez de treinarmos para as eventualidades, ficamos gordos e pesados e agora custa-nos muito mexer. Principalmente aos mais velhos. E agora Europa? Será este o anúncio do fim?... Quanto a nós guerreiros, abramos os olhos! O inimigo está em todo o lado! Principalmente naqueles, que apesar dos dias que correm, continuam a não querer fazer nada. Continuam a brincar às empresas, continuam a brincar à cultura e à arte - hoje em dia tudo serve - continuam a saltar de fronteira invisível em fronteira invisível agarrando-se à segurança social alheia.

Há que meter ordem nisto, de facto há. Só tenho pena é que haja tantos interessados em simplesmente recuar 55 anos e começar tudo de novo. Ou provavelmente , não começar de todo.


terça-feira, 5 de junho de 2012

-"A importância da CPLP"

No mapa publicado abaixo pode se ver a importância estratégica da CPLP e as potencialidades, tanto no campo político como comercial, que ela encerra. Dirigida por políticos inteligentes e concretizada por empresários eficientes, a CPLP poderá ter papel importante no cenário mundial.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

-"Merkel não sabe onde fica Berlim"

Aos olhos de Angela Merkel a Alemanha é bem grande. A Chanceler Federal da Alemanha, Angela Merkel, falhou no teste de geografia ao indicar, com recurso a um mapa improvisado, Berlim numa zona de território russo. O episódio veio a público na sexta-feira, mas não teve grande repercussão nos meios de comunicação alemães. A gaffe aconteceu na Escola Internacional Europeia em Berlim, quando a líder alemã foi convidada a participar numa aula de Geografia.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

-" PETIÇÃO RENDA BÁSICA "

Amanhã, 21 de Abril de 2012, vai realizar-se em Zurique, na Suíça, a Sessão Solene que dará início à recolha de assinaturas na Petição Renda Básica, cujo objetivo é recolher 100.000 assinaturas para que o assunto possa adquirir outro nível de discussão.   
Já há muito que este tema é discutido como sendo a mais apropriada solução para resolver os graves problemas sócio-económicos com que o mundo começa a debater-se.
Para esclarecimento dos leitores repetimos o artigo e o vídeo que publicamos, neste blogue, em 7 de Agosto de 2011.
  

"Com a crise financeira que assola o Ocidente, reacendeu-se, na Europa, o debate acerca da introdução da Renda Básica de Cidadania, como sendo uma ideia que poderá modificar as condições de vida de toda a humanidade.
Em inglês designa-se por “Universal Basic Income”, em francês por “Revenu de Base” e em alemão por “Grundeinkommen”.
Esta forma de rendimento foi referida pela primeira vez, que se saiba, em 1795 por Thomas Paine, no panfleto “Agrarian Justice”, de sua autoria, inspirado na filosofia do igualitarismo.
A única experiência de Renda Básica no mundo é a do estado americano do Alasca, desde 1982..
No Brasil, a instituição da Renda Básica foi aprovada pelo Senado em 2004. O primeiro Município a aprovar a lei foi o de Santo António do Pinhal–São Paulo, em 2009.
Infelizmente, a lei ainda não saiu do papel mas existe, já há alguns anos, uma experiência-piloto em Quatinga Velho.
Os atuais defensores da Renda Básica de Cidadania pretendem que ela seja atribuida sem condicionalismos, considerando que todo o ser humano tem direito a dispor de condições que lhe permitam viver dignamente, desde o berço até à sepultura;
- ou seja: qualquer pessoa, só pela razão de existir, terá direito à Renda Básica, que será igual para todos, independentemente da sua posição social e de outros rendimentos de que disponha.
O vídeo que se segue, presta mais esclarecimentos."



 ( para ver as legendas em português faça clique no lado esquerdo da barra inferior do vídeo)

sexta-feira, 2 de março de 2012

- "Um Dia Isto Tinha Que Acontecer",

Por: Mia Couto
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

-" O estudante que processou o "Facebook "

Vejam este vídeo atentamente e tenham cuidado com o que escrevem  e com as fotos e vídeos que publicam !

domingo, 20 de novembro de 2011

-" Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada "

Em memória dos mortos nas estradas de todo o Mundo um vídeo chocante mas que espelha a triste realidade ! 


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

-" Em defesa da Meritocracia "

Um vídeo que vai magoar muita gente ! ...



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

- "Artigo do Embaixador Britânico em Portugal"

Artigo do Embaixador Alex Ellis, ao deixar Portugal publicado no jornal “Expresso” em 18 de Dezembro de 2010

Coisas que nunca deverão mudar em Portugal

Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta, não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem
. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância.
Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés
. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.



sábado, 18 de dezembro de 2010

-" Abandonar os "Mais Velhos ".

Soube, há dias, por um diretor hospitalar, que um dos grandes problemas que tem é o abandono, pelas famílias, dos idosos a quem é dada alta após internamento hospitalar.
Algumas famílias negam-se a recebê-los e têm o descaramento de afirmar “a Segurança Social que resolva”.
Este fenómeno está a ser cada vez mais comum no Ocidente e é uma vergonha para o mundo civilizado.
Não quero entrar em análise das causas, que até podem ser muito bem fundamentadas mas que nada justificam. Preocupa-me, sim, essas atitudes serem animalescas e muito semelhantes às que eram tomadas nos primórdios da era da humanidade.
E quero levantar aqui uma questão jurídica que é fundamental:

se é crime abandonar um ser humano no início da sua vida, por que é que não é crime abandoná-lo no fim dela ?! …

Deixo esta questão aos políticos, governantes, deputados e outros responsáveis que exercem os seus cargos não a pensar governarem-se mas a pensar no bem comum, para encontrarem um processo de punir criminalmente quem cometa tais crimes de “lesa humanidade”.

É claro que, na generalidade, eles não devem estar muito preocupados com isso, porque com as variadas pensões de reforma que recebem não virão a ter problemas destes.

A.Norton

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

-" Greve Geral em Portugal "

Portugal esteve ontem em greve que, segundo os sindicatos, foi geral mas que, segundo o governo, foi parcial. Mais uma vez, a desonestidade e a desinformação retiraram impacto ao efeito da greve. Os sindicatos afirmam que cerca de 3 milhões aderiram à greve ! Então não foi uma greve geral, dado que a massa trabalhadora excede, em pouco, os 4 milhões!...

Quando será que governo e sindicatos vão deixar de nos tratar como débeis mentais ?

Mas não é isto que me interessa salientar! Interessa-me registar aquilo que esta greve, essencialmente, demonstrou: demonstrou que os portugueses têm grande civismo e que sabem manifestar-se ordeiramente.
Não houve distúrbios, não houve feridos, não houve montras partidas, não houve carros incendiados; decorreu tudo da forma mais civilizada.

Comparem com o que aconteceu nas greves ou manifestações que ocorreram na Grécia, na Irlanda, na Islândia, na França e na Inglaterra.

Deixo-vos mais este tema para reflexão ! …

A.Norton

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

-" O Genocídio na Nigéria "


Gostaria que surgisse, no espírito de quem visse o vídeo que se segue, a dúvida acerca do papel humanitário da ONU e de muitas ONG ! Ignora-se a Nigéria, onde se mata gente como se fossem moscas, enquanto se mandam 30.000 homens altamente equipados para socorrer o Haiti ! ? ... Será que "as ajudas humanitárias" também têm valor no mercado ou será que encobrem outras intenções ?...
Leiam e vejam o que se segue e formem a Vossa opinião.
O canal de televisão Al Jazeera divulgou um vídeo com imagens chocantes de execuções públicas de homens desarmados por elementos das forças de segurança da Nigéria. As mortes ocorreram no Verão de 2009, depois de um grupo islâmico ser derrotado por forças leais ao governo do país africano.
Nas imagens que passaram no canal noticioso vários homens são conduzidos para o meio da rua, onde já se encontram alguns cadáveres. Ordenam-lhes que se deitem no chão de barriga para baixo, ao que eles obedecem, sendo abatidos a tiros de metralhadora. De seguida são levados para o local mais homens que têm o mesmo destino, enquanto automóveis passam a poucos metros de distância. Um oficial queniano chega a dizer a um dos executores para não disparar na cabeça de um dos alegados rebeldes islâmicos, visto que pretende ficar com o seu chapéu. Enquanto isso, a multidão grita: 'Sem piedade! Sem piedade!'
No vídeo da Al Jazeera também se vê como o líder do grupo Boko Haram, Mohammed Yusuf, foi morto à porta de uma esquadra de polícia horas depois de ser capturado pelas autoridades. A versão oficial é que ele terá tentado fugir, mas o seu cadáver tinha as mãos algemadas.
As forças governamentais nigerianas admitiram que os combates contra os Boko Haram provocaram mil mortos mas nunca admitiram a existência de execuções extrajudiciais. Nasimagens agora divulgadas surgem diversos oficiais de elevada patente.

"AVISO: AS IMAGENS SÃO EXTREMAMENTE VIOLENTAS E CHOCANTES.

domingo, 29 de agosto de 2010

-" A força dos emigrantes na política "

Nesta altura do ano em que muitos emigrantes e seus descendentes vêm passar férias a Portugal e por estarmos nas proximidades duma eleição presidencial, julgo que será interessante recordarmos a quantidade de portugueses espalhados pelos cinco continentes.
Será bom aproveitarmos a ocasião para refeletirmos sobre o valor dos votos dos emigrantes e sobre a sua ausência.


EUROPA
França 553.663 ; Reino Unido 180.000 ;
Suiça 156.542 ; Alemanha 133.700 ;
Espanha 80.530 ; Luxemburgo 62.020 ;
Bélgica 38.000 ; Holanda 9.220 ;
Andorra 9.000 ; Itália 5.741 ;
Suécia 1.800 .

AMÉRICA DO NORTE
Eua e Canada 1.153.351
(a quase totalidade nos Eua).

AMÉRICA DO SUL
Brasil 700.000; Venezuela 400.000 ; Argentina 16.000; Uruguai 1.200.

ÁFRICA
África do Sul 300.000 ; Angola 20.000 ; Moçambique 13.299
Zimbabwe 2.500.

ÁSIA
Macau e Hong Kong 160.700 ; Índia 2.300.

OCEANIA
Austrália 31.500


Totais arredondados

Europa : 1 milhão e 230 mil ;
América do Norte : 1 milhão e 153 mil ;
América do Sul : 1 milhão e 117 mil ;
África: 335 mil ;
Ásia : 163 mil ;
Oceania : 31 mil .

Chegamos à conclusão que a quantidade de portugueses espalhados pelo Mundo excede os 4 milhões. Uma quantidade de votos muito interessante!...

(Fonte: última hora-jornal “O Público “)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

-" Portugal em vias de extinção ? "

Na véspera do 10 de Junho, Dia de Portugal e das Comunidades, o INE fez saber que, em 2009, nasceram, pela primeira vez, menos de 100.000 bebés, novo mínimo absoluto de natalidade! Perante este facto ...
- fácil é perceber-se porque estão (e vão continuar!) escolas a fechar !
- fácil é perceber-se que Portugal está em vias de extinção!
- fácil é perceber-se que, num país moribundo, a última coisa de que se necessita são obras megalómanas, não só porque não irá haver população para as usar, como irá consumir indispensáveis recursos e agravar a doença em vez de a tratar.
Daí, a nossa pergunta de sempre:
quando é que Governo e Parlamento, com a cumplicidade do Tribunal Constitucional e Presidente da República, abandonam de vez a fortíssima política anti-natalista e anti-família que têm posto em prática nos últimos cinco anos, em reforço do disparate das últimas décadas, e adoptam medidas precisamente opostas, exactamente as mesmas que têm sido adoptadas, com sucesso, na defesa das espécies em vias de extinção.

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

- " O Plano para Salvar Portugal da Crise "

Passo 1:
Trocamos o “off-shore” da Madeira e a base das Lages, nos Açores, pela Galiza, mas os espanhóis têm que levar todos os nossos políticos.

Passo 2:
Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3.ª maior empresa de vestuário). A indústria têxtil portuguesa é revitalizada. Espanha fica encurralada entre os Bascos e os políticos portugueses.

Passo 3:
Desesperados, os espanhóis tentam devolver os políticos portugueses . A malta não aceita.

Passo 4:
Oferecem também o País Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.

Passo 5:

A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados, os espanhóis devolvem-nos, com muita pena, o “off-shore” da Madeira e a base das Lages e dão-nos, ainda, o País Basco e a Catalunha. A contrapartida é termos que aceitar de volta os políticos portugueses.
A malta arma-se em difícil mas aceita.

Passo 6:

Damos a independência ao País Basco, que já a merece há muito tempo. A contrapartida é eles ficarem com os políticos portugueses. A malta da Eta pensa que pode bem com eles e aceita sem hesitar. Sem políticos desta craveira, Portugal torna-se um paraíso e as relações com a Catalunha e a Galiza não causam problemas.

Passo 7:
Afinal a Eta não aguenta os políticos portugueses, e o País Basco pede para se tornar território português. A malta faz-se difícil mas aceita (apesar de estarem lá os portugueses).

Passo 8:
Fazemos um acordo com o Brasil. Eles enviam-nos o lixo e nós mandamos-lhes os nossos políticos. ( Esta é que eu não percebi: para mim, lixo é lixo ! …)

Passo 9:
O Brasil, desesperado com os seus polìticos, pede para voltar a ser colónia portuguesa. A malta aceita e manda os políticos dos dois países para os Farilhões das Berlengas ( ilhas ao largo da costa portuguesa que são, apropriadamente, uma reserva natural) apesar das gaivotas perderem as penas e as andorinhas do mar deixarem de pôr ovos.

Passo 10:
Com os jogadores brasileiros mais os portugueses, Portugal torna-se campeão do mundo de futebol!

Passo 11:
Os espanhóis ficam tão desmoralizados, que nem oferecem resistência quando os mandamos para Marrocos.

Passo 12
:
Unificamos finalmente a Península Ibérica sob a bandeira portuguesa.
( Uma excelente forma de virar o feitiço contra o feiticeiro ).

Passo 13:

A dimensão extraordinária adquirida que une a Península e o Brasil, torna-nos verdadeiros senhores do Atlântico. Colocamos portagens no mar, principalmente para os barcos americanos, que são sujeitos a uma sobretaxa tão elevada que nem o preço do petróleo os salva.

Passo 14:

Economicamente asfixiados eles tentam aterrorizar-nos com o Bin Laden, mas a malta ameaça enviar-lhes os nossos políticos e eles rendem-se incondicionalmente.

Está ultrapassada a crise!

( Adaptação de um mail que circula na internet de autor desconhecido mas com muito humor )


sexta-feira, 30 de julho de 2010

-" Paula Cruz "

Uma ilustre luso-tailandesa

Dando uma volta pelos meus arquivos, encontrei este curiosíssimo documento, da
autoria de José Martins, de Banguecoque, ao qual, pela sua originalidade, nem a grafia me atrevi a alterar :

" Graças a uma brochura editada pela Berli Jucker (nome que substitui a Jucker & Siggs & Cª) em 1982 e, durante as festividades dos 200 anos da existência de Banguecoqu, que mão amiga me fez chegar.
Durante mais de 20 anos dediquei parte da minha vida a investigar a história do passado de Portugal no Reino do Sião.
A história de Paula Cruz, assim como a da lusa-japonesa Maria Guiomar de Pina , apaixonam-me e merecem todo o meu cuidado em continuar a investigar as suas obras, dá-las a conhecer para que não se perca a história no correr do tempo.
Porém na “papelada” velha, dos arquivos da Embaixada de Portugal (infelizmente muito mal cuidada e preservada no século XIX e no XX) nunca encontrei, referênncia que fosse, no livro de Assentos de nascimentos, casamento e óbitos que me dessem conta de Paula Cruz.
Penso que todos os registos de nascimento, baptismo e casamento e até do óbito, foram efectuados na Paróquia do Bairro de Santa Cruz e já seguiram (não me restando dúvidas) para os arquivos do Vaticano, onde neles é missão impossível penetrar nesse santuário político e eclesiástico.
José Martins/Banguecoque 2006


" Uma ilustre luso-tailandesa no Reino do Sião "

Os avós de Paula Cruz, nasceram, no “Ban Portuguete” (Aldeia dos Portugueses), em Aiutaá. Seus pais e ela viram a luz do dia no portuguesíssimo, Bairro de Santa Cruz, em Thomburi; do lado oposto de Banguecoque e junto à margem esquerda do grande rio Chao Praiá.

(ler o texto completo em « http://rosadosventos2.blogspot.com » )


sábado, 24 de julho de 2010

-" Dinheiro para papel de embrulho "

Colaboração de: Ute Pferdehirt, Bonn (Alemanha)

A Decadência dos Ricos

No Mundo inteiro, morrem 11 crianças em cada minuto, vitimadas pela fome ! ... No entanto, os ricos e os super-ricos não param de encontrar meios para demonstrar a sua decadente qualidade de vida.
A loja de moda para ricos „Maus & Hoffman“, em Palm Beach - Florida, embrulha as caixas de sapatos e outros artigos já primosoramente embalados que os seus clientes compram, em verdadeiras notas de dólar ! . . . Para isso, a loja tem uma autorização especial do Banco Federal ! ? . . .
As notas em folhas ainda por cortar, são enviadas pelo próprio Banco em Washington e utilizadas pela loja para embrulhar as compras no valor de milhares de dólares que os seus clientes fazem.
„Clientes verdadeiros“ garantiram que, depois de desembrulharem as compras, mandam o papel de embrulho para o lixo.
É deste modo que, na época alta, saiem da loja, por semana, mais de 400 peças embrulhadas em notas de dólar ! . . .
É inacreditável !. . . É repugnante ! . . . Mas, infelizmente, é verdade e podem confirmá-lo vendo o vídeo que se segue.



Fonte: "gegen-hartz.de"

domingo, 18 de julho de 2010

-" Chover no molhado "

Quando se instalou, neste blogue, a polémica provocada pelas infelizes declarações “fabricadas” e atribuídas à pseudo-jornalista holandesa sobre o Brasil, eu pedi ao nosso amigo e colaborador Canojones para enriquecer, aquilo que eu pensava ser um debate, com o seu avalisado comentário.
Infelizmente, não me recordei dos debates inglórios que tenho tido sobre o tema que, temos de reconhecer, nunca foi pacífico. ( Em abono da verdade, deve-se dizer que o tema só não é pacífico quando uma das partes não quer basear os seus argumentos em factos reconhecidos e comprovados ).
Mas Canojones, um homem avisado, culto e inteligente, amante fervoroso do Brasil, onde tem passado uma boa parte da sua vida, veio acordar-me do sonho em que, de quando em vez, me deixo mergulhar.
Com o texto que se segue, pragmático, incisivo e apoiado em factos, Canojones vem pôr um primoroso ponto final na discussão.

“Tenho lido os artigos, mas decidi que "não dou mais para esse peditório".
Tenho-me chateado já com várias pessoas, inclusive algumas delas integrantes de grupos que vêm a Portugal, o último dos quais foi um de 23 brasileiros que estive a ciceronear durante 10 dias e que regressaram a Brasília no passado dia 2.
Apesar de eu ser um lutador pela divulgação da Verdadeira história do Brasil - que os brasileiros, na sua grande maioria desconhecem -, concluí que não vale a pena chover no molhado.
O que lá vigora é fruto do ensinamento assente em curriculuns escolares deliberadamente distorcidos e divulgados, até à exaustão, pelos meios de comunicação social brasileiros, na sua totalidade nas mãos de grandes fortunas e orientados por gente que pretende justificar que o atraso sistémico do Brasil é decorrente de ter sido Colónia portuguesa e não da verdadeira razão, isto é, que os detentores do poder efetivo atual são os descendentes e continuadores de quem recebeu os comandos do país após a independência, sistema esse que permanece inalterado até aos dias de hoje.
Quando ouço no Brasil alguém portador de apelidos tipicamente portugueses dizer que "fomos colonizados pelos portugueses ..." pergunto-lhe logo: "Você descende de índios?". Como a resposta é sempre "não, sou descendente de portugueses", eu acrescento: "então você é o continuador da colonização e não de colonizado, porque os seus ascendentes foram colonos". Ficam a olhar para mim com um sorriso amarelo, mas depois acabam por me dar razão, perante argumentos que não conseguem arranjar.
Em Fevereiro estive em Brasília. Fui ao Museu do Índio, entre outras visitas que fiz. À porta, a dar as boasvindas, estava um índio. Percebendo que eu era português, "disparou" logo: "vocês, portugueses, mataram muitos índios!" Então eu disse-lhe: "Você conhece muito mal a História do seu país. Você sabe que, durante a Guerra do Paraguai, que durou cerca de 5 anos e meio, o Império do Brasil matou mais índios do que em todos os séculos em que eles foram maltratados pelos jesuítas? Sabe que a língua guarani foi banida nessa altura, pois todo o índio que falasse guarani era imediatamente abatido, quer fosse brasileiro quer paraguaio?" Claro que ele nada disto sabia nem a maioria do povo brasileiro sabe. Aquele "cumprimento" que aquela pobre alma me deu logo à entrada foi o seu habitual bom-dia aos visitantes.


Portanto, meu caro, não perco mais tempo com essas coisas."