Tradução da carta que a cidadã alemã Ute Pferdhirt enviou à redação do Jornal “O Público” no dia 11 do mês passado
Exmos.Senhores !
Esta carta vai escrita em alemão porque, embora eu possa ler, não consigo falar ou escrever português.
Ontem, li o excelente artigo de Manuel Carvalho “Foi Você que pediu o FMI ?” publicado no Vosso jornal http://www.publico.pt/economia/noticia/foi-voce-que-pediu-o-fmi-1580105 .
e hoje recebi da “Central Federal Alemã para Formação Política” uma Newsletter com um artigo versando o mesmo tema http://www.nachdenkseiten.de/?p=15789#top .
Levo isto ao Vosso conhecimento para que, caso assim o entendam, possam facultar aos Vossos leitores o link para o referido artigo, porque pretendo que, pelo menos eles, fiquem a saber que a maioria dos alemães
- considera um enorme erro as medidas de austeridade que o MFI impôs à população portuguesa;
- espera que o seu apoio possa ser mais um argumento para uma próxima manifestação de protesto;
- deseja que o governo português abrande as medidas de austeridade
e, por último, mas não menos importante, que se saiba que os alemães não são a Angela Merkel e que na sua grande maioria repudiam as medidas que estão a ser impostas a países como Portugal .
Nota: tradução e publicação com o acordo da autora
"Austeridade a mais pode "repetir" o que se passou na Alemanha pré-nazi
Quem o diz é Ewald Nowotny, governador do Banco da Áustria e membro do conselho de governadores do BCE, que traça um paralelo com as políticas de austeridade na Alemanha no começo dos anos 30, ambiente que facilitou a chegada ao poder de Adolfo Hitler.
Surpreendentemente, um membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) alerta para os perigos de políticas de excessiva austeridade fazendo um paralelo histórico com o que se passou na Alemanha no princípio dos anos 1930, depois da eclosão da Grande Depressão nos Estados Unidos.
Numa conferência, Nowotny recordou que as políticas de austeridade excessivas seguidas pelo então chanceler Heinrich Bruning, um especialista em finanças, na parte final da República de Weimar, produziram uma situação de crise profunda, desemprego em massa, e agravamento da situação política interna que criou as condições para a subida do nazismo ao poder. O filme desta degradação política durou pouco mais de dois anos, e pode-se resumir da seguinte forma:
Em março de 1930, o presidente Paul von Hindenburg nomeou Bruning chanceler, mesmo sem maioria parlamentar de apoio, passando a governar por decretos de emergência, nomeadamente aplicando uma receita de austeridade extrema, no meio de uma Grande Depressão então global. Desemprego em massa criando franjas de miséria, empobrecimento da classe média com radicalização política de diversos segmentos, movimentos nos grandes grupos empresariais e financeiros e grande turbulência política levaram à queda de Bruning em maio de 1932.
A partir dessa altura sucederam-se vários governos e duas eleições legislativas nesse ano, em julho e novembro, em que o partido de Hitler se afirma como principal força política, com mais de 30% de votos. A 30 de janeiro de 1933, Hitler é nomeado chanceler."
COMENTÁRIO DO EDITOR As consequências centrais (sem considerarmos as colaterais) do que acima foi descrito já todos conhecemos: o Holocausto, o uso de armas nucleares em combate e cerca de CEM MILHÕES de mortos. no que foi considerado o conflito mais letal da história da humanidade! Na Alemanha, depois do período de hiperinflação de 1921 a 1924, seguiu-se um período de crescimento até 1929, que ficou conhecido como "goldener Zwanziger" (os dourados anos vinte), após o que a bolha rebentou e o povo ficou sujeito às condições humilhantes da austeridade que lhes foi imposta. Com austeridade que os arrastava para a miséria e recordando o sofrimento da década anterior, em que houve pessoas que morreram à fome e que os afortunados que podiam ir às compras tinham de levar o dinheiro numa mala de viagem (tal era a inflação), não admira que tenham apoiado uma "marioneta" psicótica como Hitler. Será bom que os europeus estudem melhor a história ! ... Que aprendam com o passado e que tenham sempre presente que podem cair numa situação idêntica à dos alemães nos dourados anos vinte. E os alemães também ! ... ANorton
Aos olhos de Angela Merkel a Alemanha é bem grande. A Chanceler Federal da Alemanha, Angela Merkel, falhou no teste de geografia ao indicar, com recurso a um mapa improvisado, Berlim numa zona de território russo. O episódio veio a público na sexta-feira, mas não teve grande repercussão nos meios de comunicação alemães. A gaffe aconteceu na Escola Internacional Europeia em Berlim, quando a líder alemã foi convidada a participar numa aula de Geografia.
No dia 25 do mês passado, à noite, a Senhora Merkel deu uma entrevista à estação de televisão pública alemã, na qual defendeu a perda de soberania e o julgamento no Tribunal Europeu de Justiça dos países que não cumpram os critérios de estabilidade.
Logo, no dia seguinte, a eurodeputada portuguesa Edite Estrela comentou da seguinte forma as afirmações de Ângela Merkel:
«Acho que há aqui uma falta de visão estratégica e até alguma infantilidade na análise dos problemas com que estamos confrontados».
«Acho lamentável que no actual contexto difícil que a união europeia atravessa que Angela Merkel só pense em multas, sanções, castigos e só faça ameaças em vez de serem tomadas as decisões que se impõem».
«A senhora Merkel está a acordar tarde e mal para a crise das dívidas soberanas e já deveria ter percebido que se tivessem sido tomadas, em Fevereiro de 2010, as medidas de ajuda à Grécia, medidas essas que depois acabaram por ter de tomar por força dos acontecimentos e a reboque das pressões dos mercados, provavelmente estaríamos todos agora em melhores condições»
«No que diz respeito ao desrespeito dos critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento, a Alemanha e a França foram precisamente os primeiros países a desrespeitar».
“Os alemães são dos principais beneficiados da moeda única e do mercado interno e não devem esquecer que nos momentos difíceis da Alemanha, a Europa foi solidária principalmente quando pagou a reunificação alemã.
«Sou a favor da disciplina orçamental, sou a favor do cumprimento dos critérios do pacto de estabilidade e crescimento, mas estamos agora a viver momentos excepcionais. Ou seja há uma crise global que não havia até 2008 quando a Alemanha e a França desrespeitaram o PEC»
Concordo, inteiramente, com os comentários de Edite Estrela e embora haja mais a dizer o princípal foi dito.
Com a crise financeira que assola o Ocidente, reacendeu-se, na Europa, o debate acerca da introdução da Renda Básica de Cidadania, como sendo uma ideia que poderá modificar as condições de vida de toda a humanidade.
Em inglês designa-se por “Universal Basic Income”, em francês por “Revenu de Base” e em alemão por “Grundeinkommen”.
Esta forma de rendimento foi referida pela primeira vez, que se saiba, em 1795 por Thomas Paine, no panfleto “Agrarian Justice”, de sua autoria, inspirado na filosofia do igualitarismo.
A única experiência de Renda Básica no mundo é a do estado americano do Alasca, desde 1982..
No Brasil, a instituição da Renda Básica foi aprovada pelo Senado em 2004. O primeiro Município a aprovar a lei foi o de Santo António do Pinhal–São Paulo, em 2009.
Infelizmente, a lei ainda não saiu do papel mas existe, já há alguns anos, uma experiência-piloto em Quatinga Velho.
Os atuais defensores da Renda Básica de Cidadania pretendem que ela seja atribuida sem condicionalismos, considerando que todo o ser humano tem direito a dispor de condições que lhe permitam viver dignamente, desde o berço até à sepultura;
- ou seja: qualquer pessoa, só pela razão de existir, terá direito à Renda Básica, que será igual para todos, independentemente da sua posição social e de outros rendimentos de que disponha.
A agência de "rating" Fitch coloca a dívida da Bélgica em vigilância negativa
Eis uma notícia fresquinhaveículada hoje pela TSF, rádio e internet.
"A agência Fitch colocou a dívida belga em vigilância negativa devido à ausência de um executivo
sólido, uma situação que se mantém há um ano.
A divida da Bélgica é a terceira mais alta da Zona Euro, representa mais de 96 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ficando apenas atrás da Grécia e da Itália."
Mais um candidato a 5ª vítima ! Eles ainda estão indecisos, ainda estão a observar bem o grupo das vítima para decidirem qual a que vai ter a honra de ser comida no próximo banquete. Já se aceitam apostas para o concurso organizado pelo FMI e pela UE ! ... Quem será a 5ª Vítima? ... Será a Espanha ? ... Será a Itália ? ...Ou será a Bélgica ?
Quem estiver interessado pode enviar as apostas para a Agência de Rating Fitch que garante que elas serão tratadas com a máxima honestidade !
Interpelação à Chanceler Angela Merkel feita no Parlamento Federal alemão, por Jürgen Trittin, chefe do grupo parlamentar da coligação “Aliança 90 / Os Verdes”, em 12 do corrente, no Parlamento alemão:
“… Achamos que é correto ajudar Portugal porque é uma necessidade e um elementar princípio de solidariedade no seio da União Europeia. Se nós não o fizéssemos seria mau para Portugal mas também para nós. Nós, deixaríamos de lucrar com a nossa liquidez ( sim, porque se trata duma transferência de liquidez ) e Portugal, em meados de Junho, já estaria a pagar, pelo menos, 10% de juros.
Se considerarmos o grau de dificuldade e de dureza das medidas implicadas no auxílio financeiro a Portugal, teremos de concluir que elas são leves se as compararmos ao esforço que juros de 10% representariam.
Concordo que se deve sobrecarregar os custos do refinanciamento porque é um risco que este Parlamento e o Governo terão de correr. Mas eu gostaria que me explicasse por que razão nós concedemos o crédito a Portugal ao juro de 6% se obtemos o dinheiro no mercado ao juro de 2,7 % ?! …
Queremos ajudar Portugal, Senhora Chanceler Federal, ou queremos lucrar com a ajuda?... Ou será que queremos esbulhar os portugueses ?”
Depois de ler o texto anterior, geram-se em mim duas reações curiosas:
- uma, é de satisfação, por ser mais uma oportunidade de divulgar que a política vergonhosa que a chanceler alemã tem seguido não coincide com a do povo alemão (o que para mim é muito agradável);
- e outra, esta nebulosa, que se forma com todo o palavreado que os políticos portugueses têm debitado sobre o assunto.
Desta última resulta, inevitavelmente, uma questão:
por que será que nenhum político ou economista português denunciou esta
pouca-vergonha?
Terá sido ignorância ou desonestidade ? … Ou será que os “patrões” não deixaram ? … FONTES:O texto original, em alemão,de onde foram retirados os extratos, foi-me enviado, da Alemanha, pela minha amiga Ute Pferdehirt.
A tradução foi minha e os comentários de minha autoria.
Abaixo encontram a ligação para um vídeo exibido há dias na TV alemã ZDF, que me foi enviado, da Alemanha, pela minha amiga Ute Pferdehirt.
A autora da reportagem, em roda-pé, afirma : "com boa instrução mas desempregados - uma dura realidade que atinge a nova geração em Portugal. Através das redes sociais, os jovens conseguiram convocar uma grande manifestação contra a falta de prespetivas de futuro".
Mais adiante explica o papel que os Deolinda tiveram na origem do protesto. O resto compreende-se por si.
O vídeo que está no Youtube, está na versão em inglês e já foi visto cerca de 47.000 vezes. No entanto, como há quem gostaria de o ver traduzido, publico, junto com a versão original, a que foi transmitida pela estação SIC TV.
Este vídeo foi apresentado pelo presidente da câmara de Cascais numa conferência internacional no Estoril e foi aplaudido de pé.
Numa altura em que uma parte dos finlandeses está decidida a votar contra o auxilio financeiro a Portugal, parece ser acertado, através deste vídeo, mostrar aos finlandeses menos informados aquilo que foi e é Portugal. Ao mesmo tempo, recordar aos finlandeses aquilo que Portugal fez pela Finlândia, quando por lá grassava a fome e a miséria.
Entretanto, chegou a resposta da Finlândia, que se pode ver a seguir: um vídeo que demonstra mediocridade, ignorância e ordinarice; para constatar isso basta ler o texto que o acompanha no Youtube no qual agradecem a Portugal pelas sardinhas.
1. A entrada dos especialistas do FMI, em Portugal, precisa ser recebida com certo repúdio, a
um governo entreguista. Temos de nos envergonhar de nosso governo e não do país.
É um país de muita grandeza. A pequenez é de alguns cidadãos golpistas.
Vamos espalhar por todo o país um cartaz, hoje, que proclame:Viva Portugal!
O maior jornal do Brasil, a “Folha de São Paulo”, publica, uma fotografia de um homem, no Porto, amordaçado e com uma placa que diz:“Tenho vergonha deste país”.
Estão confundindo o Governo, com a Nação!
Lastimável! Estão fazendo o jogo do inimigo. Vergonha do País ?! Nunca!
A culpa é do governo que desgovernou e traiu a nação. O país pede respeito e nunca ódio dos seus. Está na hora de despertar. Está na hora de abrirmos a boca, os ouvidos e o coração.
2. A União Europeia é apenas mais uma ilusão que se esvai. Dá a ideia de que tudo não passou de uma grande negociata. Enganou o mundo com o altruísmo de mentira!
Emprestaram dinheiro a rodos, como se se tratasse de um ato solidário, equilibrando a governança do bem-estar comunitário. Mas não passou de um golpe certeiro para dominar políticos fracos e golpistas.
Da fantasiadaUNIÃO EUROPEIA, chegamos àDIVISÃO EUROPEIA.Um descalabro muito caro.
O nome comunidade foi só força de expressão para ludibriar os incautos e impor as políticas entreguistas de seus apaniguados. Começou com Mário Soares, que foi negociador plenipotenciário, subserviente aos interesses das nações controladoras do bloco. Portugal foi traído. A hora da cobrança chegou, com o país esfacelado, como “eles” queriam (?!).
Amigo, não cruze os braços. Faça a sua parte. Rejeite os entreguistas. Tenha orgulho de seu país, que alguns lhe ocultaram! Redescubra-o!
Colabore numa campanha pela Restauração do seu País! Pela Restauração do Orgulho de Portugal!
Lembre-se: Portugal é maior do que a crise e do que os entreguistas.
A impressionante e desavergonhada máquina nazi, tipo Goebbels II do novo Hitler europeu do PS
Medina Carreira
Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.
Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).
Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto: Narrativa: Se Portugal aprovasse o PECIV não haveria nenhum resgate.
Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teríamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.
Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.
Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica do spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).
Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.
Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto oásis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o Eng.º relativo é um tipo rigoroso,estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?
Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.
Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou nãocumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas(deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).
Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se já é óbvio para todos. E como é 6ª.feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui.
Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.
O bando criminoso de especuladores da alta finança conseguiu obrigar Portugal a pedir apoio ao FMI !...
Depois de terem enredado os Bancos portugueses na sua perversa teia, o Bando do Dinheiro tirou-lhes o tapete e obrigou-os a virarem-se contra o próprio Governo, ignorando as enormes quantias que dele receberam e os benefícios fiscais que usufruíram. Sem nenhuma vergonha e destruindo qualquer base de negociação com o FMI, os responsáveis dos principais Bancos portugueses cometeram a enormidade de discutirem o assunto na praça pública.
Se houvesse, ainda, alguma dúvida sobre quem manda no Mundo, ela ficaria agora dissipada. Mário Soares disse, há dias, no Porto, que a "alta finança"põe, facilmente, qualquer governo de joelhos e ele, como poucos, deve saber isso. Aliás os acontecimentos dão-lhe razão!
As hienas, duma maneira ou de outra, já apanharama Islândia, a Grécia, a Irlanda e, agora, Portugal; qual será o país que se segue ?...
No gráfico, abaixo, podem ver a posição das dívidas soberanas há um ano atrás.
(clique na imagem para aumentar)
É lógico que, até hoje, alguma coisa se modificou (de certeza para pior) mas, depois de vermos o gráfico, creio que há algumas perguntas que se impõem: se há um ano atrás a média das dívidas
era de 84% por que é que a Comissão Europeia não fez nada?...Por que razão deixou os países irem à falência uns atrás dos outros?...Quem beneficiava com isso?...
Parece-me que a resposta a estas perguntas pode ser encontrada no vídeo que podem ver a seguir. Apesar de ter a duração de treze minutos aconselho que o vejam.
por MARIA DE LURDES VALE in "DN Opinião" de30 Janeiro 2011
Na sexta-feira à noite, os Deolinda tocaram no Coliseu de Lisboa. No final, no último encore, sentiu-se um arrepio na sala. Foi comum. Sentiu-se que foi comum. E de tal forma assim foi que todos os que ali estávamos começamos a levantar-nos aos poucos e a aplaudir, sem parar, o que nos transmitia a voz - que grande voz! - de Ana Bacalhau, vocalista deste grupo que tão bem canta a vida portuguesa. Alguns de nós sabíamos que, lá fora, neste mundo a que todos pertencemos, havia quem, da Tunísia ao Egipto, estivesse, nas ruas, a lutar pela liberdade com o fim de alcançar uma vida mais digna. Outros saberiam mais. Que esse grito de revolta, que está a fazer história em frente aos nossos olhos, foi primeiro ensaiado através das redes sociais, da Internet, e do espaço virtual que todos partilhamos. Que, no mês de Dezembro, em Sidi Bouzid, 260 quilómetros a Sul de Tunes, Mohamed Bouazizi, um jovem licenciado de 26 anos, imolou-se pelo fogo para protestar contra um velho regime de cleptocratas que não lhe deixou outra alternativa que o seu próprio sacrifício. E que esse sacrifício não foi em vão. O regime caiu.
Naquela sala do Coliseu de Lisboa, muitos mais saberiam muito mais coisas. Que o que se passa nalguns países do Magrebe está a ter um efeito-dominó e a contagiar o resto do mundo árabe. Que são os milhares de jovens universitários, a quem nada mais resta nos países onde nasceram que fugir em busca de um qualquer trabalho clandestino na Europa ou nos EUA, onde é difícil entrar, que lideram esta revolta. Que na capital do Egipto há confrontos, mortos e feridos, tanques, jactos de água, mas que nem por isso a rua deixa de ser o palco dos protestos. Que a chama foi acesa por um discurso histórico de Obama, em Junho de 2009, quando disse no Cairo que "todos nós partilhamos este mundo por apenas um breve momento no tempo" e que "a questão é saber se queremos passar esse tempo concentrando-nos naquilo que nos diferencia, ou se estamos dispostos a um esforço, contínuo, para encontrar um terreno comum e concentrar-nos no futuro que queremos para os nossos filhos, e respeitar a dignidade de todos os seres humanos".
Naquela sala do Coliseu de Lisboa, a vocalista dos Deolinda, do alto dos seus 33 anos, anunciou que a última canção era nova e que era "dura" de ouvir. Chama-se "Que parva que eu sou" e diz assim: "Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição. Que parva que eu sou! Porque isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu poder estagiar. Que parva que eu sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar..."
Nota: não fazendo parte do artigo transcrito, segue-se a letra da canção e um vídeo que dá conta da reação do público no Coliseu do Porto.
Sou da geração sem remuneração E não me incomoda esta condição Que parva que eu sou Porque isto está mal e vai continuar Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou E fico a pensar Que mundo tão parvo Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "casinha dos pais" Se já tenho tudo, pra quê querer mais? Que parva que eu sou Filhos, maridos, estou sempre a adiar E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou E fico a pensar Que mundo tão parvo Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "vou queixar-me pra quê?" Há alguém bem pior do que eu na TV Que parva que eu sou Sou da geração "eu já não posso mais!" Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou E fico a pensar, Que mundo tão parvo Onde para ser escravo é preciso estudar
Da nossa colaboradora Ute Pferdehirt, de Bonn, na Alemanha, recebemos, com pedido de publicação, a seguinte mensagem:
“ Wir sind eine Gruppe von Freunden und verfolgen - ebenso wie ihr - seit Tagen die tragischen Meldungen über die schlimme Katastrophe, die den Menschen in Brasilien widerfahren ist. Wir sind bestürzt und möchten dich bitten unsere Botschaft dorthin weiterzuleiten.
In tiefer Anteilnahme denken wir an Sie alle, die von dem Unglück ereilt wurden. Wir wünschen Ihnen allen Kraft, Mut und Hoffnung. Wir haben im deutschen und portugiesischen Fernsehen die Bilder der Katastrophe und einiger spektakulärer Rettungsaktionen gesehen. Und auch die verzweifelten Menschen, die immer noch nach ihren Angehörigen suchen. Wir trauern mit und legen eine Gedenkminute ein. Mit traurigen Grüßen, Ute und sechs Freundinnen und Freunde"
Tradução:
Somos um grupo de amigos que acompanham, da mesma forma que Vós, as tristes notícias sobre a catrástrofe que atingiu o Brasil. Estamos chocados e desejamos pedir-te que, através do teu blog, transmitas ao povo brasileiro a seguinte mensagem:
Sentimos a maior solidariedade por todos os que foram atingidos pela tragédia e desejamos que continuem a enfrentar a adversidade com força, coragem e esperança. Nós temos acompanhado nas televisões alemã e portuguesa as imagens da catástrofe e de algumas ações magnificas de salvamento. Os nossos pensamentos e os nossos melhores desejos acompanham aqueles que, desesperadamente, ainda procuram os seus familiares e expressamos o nosso pesar dedicando-lhes um minuto de silêncio. Com sentidos pêsames Ute Pferdehirt e seis amigas e amigos.
Eles passam por cima de tudo e de todos para ganharem dinheiro. Idealizaram um plano que está a ser concretizado passo a passo.
Primeiro, nomearam um Presidente da Comissão Europeia oriundo de um país pequeno para criarem a ilusão de que não haveria protecionismo. Em seguida, desferiram o primeiro golpe: arrasaram uns quantos Bancos e deram cabo das economias de três países pequenos ( Islândia, Grécia e Irlanda ) para que se pensasse que elas tinham ruído por serem débeis. Como passo seguinte, ameaçaram a Alemanha para que o Mundo visse que o que aconteceu não foi programado e que poderia acontecer o mesmo às economias mais sólidas.
Com as três primeiras vítimas arrumadas, tinha chegado o momento de arranjar mais umas quantas. Era agora a vez de as Agências de “Rating”(cuja utilidade ninguém reconhece) entrarem em ação para abanarem os mercados financeiros e justificarem a subida dos juros, o que lhes permitiria localizar as próximas vítimas.
Dois países perderam o equilíbrio, embora não tivessem caído: Portugal e Espanha. Como não caíram, vá de encarregar um deficiente mental em serviço na EU para aconselhar Portugal a pedir ajuda ao FMI para (espantem-se) evitar que Espanha fosse derrubada pela crise.
Que solução curiosa: pedir a um país que se sacrifique para salvar outro!?...
Como Portugal não cedeu, atiçaram os cães de “rating” e fizeram disparar os juros da dívida portuguesa. Num equilíbrio bastante precário Portugal aguentou-se sem recorrer ao FMI, o que os enraiveceu e os levou a ordenarem aos seus cães-de-fila que ladrassem mais umas ameaças: o “rating” de Portugal pode vir a ser avaliado em baixa !... Claro que é uma ameaça grave que a concretizar-se levará a mais uma subida dos juros. No entanto, esta descarada e desonesta especulação talvez venha a ter um desfecho irónico. Timor Leste pretende comprar parte da dívida portuguesa e o Brasil e a China estão a encarar a questão . Se Timor e o Brasil comprarem parte da dívida, será uma louvável atitude de solidariedade; mas se a China comprar também uma parte será de darmos umas boas gargalhadas!...Será caso para dizer que o lobo queria a lã mas que foi tosquiado! Isso seria para a China, depois de dominar já grande parte das finanças dos Estados Unidos, um verdadeiro "negócio da China".
Nesta época de crise, em que é necessário acordar a audácia e a coragem típica dos portugueses, é indispensável que eles saibam quem são e do que foram e são capazes. Por isso, divulgo um texto que circula na internet, da autoria de Nicolau Santos, diretor-adjunto do jornal “Expresso”, publicado na revista “Exportar”.
Eu conheço um país que
- tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da EU; - tem a sede de uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores; - é líder mundial na produção de feltros para chapéus; - tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados;
- tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar; - tem uma empresa que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina; - tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais; - tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos; - revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa; - está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento; - tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para toda a EU; - desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES; - tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia; - desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas; - inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial; - é líder mundial na produção de rolhas de cortiça; - produz dos melhores vinhos, distinguidos em vários certames mundiais; - inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis; - construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo;
Os internautas Luís Pirão e José Lopes acrescentaram à lista o seguinte: - é o segundo em internet de banda larga na Europa. - desenvolveu e aperfeiçoou um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos duma cadeia mundial de “fast food”. - produz sapatos de primeira qualidade reconhecida mundialmente. - produz adereços utilizados pela indústria cinematográfica de Hollywood. - criou a única palete de cores para leitura de daltónicos. - produz os fatos usados na Fórmula 1 e pelos astronautas da NASA. - produz o melhor software de GPS do mundo. - faz os melhores lasers do mundo, utilizados na medicina e na indústria aeroespacial. - tem um monumento que tem 6 orgãos, sendo o único no mundo (Convento de Mafra). - tem uma história ímpar que ligou todos os continentes comercialmente, pela primeira vez na história da humanidade, no século XVI.
Se não fosse a introdução do texto os leitores, possivelmente, não reconheceriam o país a que ele se refere!
Pois, o país é PORTUGAL ! …Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. É mais do que tempo que a nova geração de portugueses, na sua maioria desenraizada, reconheça que muitas das comodidades de que disfrutam são de origem portuguesa e que se torne conscientes das suas capacidades.
Segue-se uma relação de parte das empresas relacionadas com o texto:
Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, Mc Donalds.etc.