ALTERAÇÃO DO ENDEREÇO

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

-"O atual pioneirismo português "

Nesta época de crise, em que é necessário acordar a audácia e a coragem típica dos portugueses, é indispensável que eles saibam quem são e do que foram e são capazes.
Por isso, divulgo um texto que circula na internet, da autoria de Nicolau Santos, diretor-adjunto do jornal “Expresso”, publicado na revista “Exportar”.

Eu conheço um país que

- tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da EU;
- tem a sede de uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores;
- é líder mundial na produção de feltros para chapéus;
- tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados;

- tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar;
- tem uma empresa que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina;
- tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais;
- tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos;
- revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa;
- está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento;
- tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para toda a EU;
- desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES;
- tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia;
- desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas;
- inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial;
- é líder mundial na produção de rolhas de cortiça;
- produz dos melhores vinhos, distinguidos em vários certames mundiais;
- inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis;
- construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo;

Os internautas Luís Pirão e José Lopes acrescentaram à lista o seguinte:
- é o segundo em internet de banda larga na Europa.
- desenvolveu e aperfeiçoou um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos duma cadeia mundial de “fast food”.
- produz sapatos de primeira qualidade reconhecida mundialmente.
- produz adereços utilizados pela indústria cinematográfica de Hollywood.
- criou a única palete de cores para leitura de daltónicos.
- produz os fatos usados na Fórmula 1 e pelos astronautas da NASA.
- produz o melhor software de GPS do mundo.
- faz os melhores lasers do mundo, utilizados na medicina e na indústria aeroespacial.
- tem um monumento que tem 6 orgãos, sendo o único no mundo (Convento de Mafra).
- tem uma história ímpar que ligou todos os continentes comercialmente, pela primeira vez na história da humanidade, no século XVI.


Se não fosse a introdução do texto os leitores, possivelmente, não reconheceriam o país a que ele se refere!

Pois, o país é PORTUGAL ! …Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
É mais do que tempo que a nova geração de portugueses, na sua maioria desenraizada, reconheça que muitas das comodidades de que disfrutam são de origem portuguesa e que se torne conscientes das suas capacidades.

Segue-se uma relação de parte das empresas relacionadas com o texto:

Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom
Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.

Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, Mc Donalds.etc.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

-" Para entender a Guiné-Bissau "

Carta aberta ao Snr. Fafali Koudawo, digno reitor da Universidade Colinas de Boé, em Bissau.

Prezado Senhor!
Apesar do respeito que me merece o seu cargo como responsável pela formação de muitos jovens guineenses e por o considerar de enorme importância e, ainda, por respeito pela Historiologia e consciente do efeito pernicioso que falsas manifestações de patriotismo podem ter na consolidação da CPLP, não ficaria de bem com a minha consciência se não contestasse algumas afirmações que faz na entrevista que a seguir transcrevo e que o entrevistador teve a infelicidade de classificar como “ uma aula de história “.

Entrevista concedida ao autor do blogue “Diário da África”
em Outubro de 2009, pelo Senhor Fafali Koudawo, natural do Togo e radicado há vários anos na Guiné-Bissau, professor, jornalista, analista político e reitor da Universidade Colinas de Boé, em Bissau.
(publicada em “Moçambique para todos” em 23 de Outubro de 2010)

“DIÁRIO DA ÁFRICA - COMO FOI A OCUPAÇÃO PORTUGUESA NA GUINÉ-BISSAU?

FAFALI KOUDAWO – A Guiné-Bissau foi um dos países descobertos pelos portugueses no início do seu périplo pelas costas da África. A Guiné foi visitada muito cedo. Até o nome Guiné é um dos nomes deixados pelos portugueses porque isso faz parte da própria história do continente africano.
Quando os portugueses começaram a dar a volta ao continente africano, todo o continente chamava-se Guiné. Guiné Superior, Guiné Inferior e há uma parte do continente que acabou por guardar o nome de Guiné. Sabemos que o nome África é de mais ao norte, da zona de Cartago, na Tunísia, de uma deusa que acabou por dar o nome de África ao continente. E toda essa costa chama-se Guiné e a implantação dos portugueses aqui foi ditada pelo tráfico dos escravos.
Mas essa implantação foi por muito tempo precária porque havia uma forte concorrência dos ingleses, dos espanhóis, dos franceses.
E as fortificações, as fortalezas que foram aqui construídas pelos portugueses mudaram várias vezes de donos, segundo as vicissitudes das guerras entre as potências européias. Isso durou do século 16 ao século 19, quando acabou o comércio triangular. Esta parte foi um pouco abandonada porque já não apresentava benefício para os portugueses.
Com o início da penetração colonial, o país reganhou um certo interesse para os portugueses e eles apoderaram-se das costas e penetraram no interior depois da conferência de Berlim, que lançou a grande penetração das potências europeias no interior do continente africano. A dominação portuguesa aqui na Guiné foi muito periférica porque a conquista foi lenta e a consolidação dessa conquista, tardia. As guerras de consolidação portuguesa aqui na Guiné-Bissau terminaram só nos anos 40. Então Portugal teve pouco tempo de implantação da sua influência nesta parte do continente africano.
De fato há uma contradição muito grande. A presença portuguesa aqui na Guiné durou mais de 500 anos, mas a influência real de Portugal aqui durou muito pouco tempo. Depois da consolidação da dominação administrativa e militar na Guiné, os portugueses não tiveram essa capacidade de implantar um empreendimento de valorização dos recursos. Há várias razões para isso. O país é muito hostil em termos naturais. O país tem condições duras de calor, de umidade, a influência do paludismo. Tudo isso impediu uma implantação humana de portugueses aqui. E a Guiné, dita portuguesa na altura, tornou-se apenas uma escala, uma etapa na rota em direção a países mais atraentes como Angola e Moçambique. Dada essa condição o país ficou pouco valorizado até o eclodir da luta de libertação nacional, em 1963.
Então, se
resumirmos entre a consolidação da dominação portuguesa, no início dos anos 40, e o início da luta de libertação, passaram-se apenas algumas décadas. Essas décadas não bastaram para lançar um desenvolvimento do país impulsionado pelo impedimento colonial. A luta de libertação nacional foi conduzida a partir do sul do país, com o apoio forte de um país vizinho, a Guiné Conacri. E essa luta de libertação durou 11 anos, de 1963 a 1974, e foi uma luta dura em que os portugueses tomaram consciência da impossibilidade de ganhar a guerra.
Porque trata-se aqui de um terreno muito favorável a uma guerra de guerrilha, um país com muitos rios, muitas florestas, com zonas pantanosas que não permitem uma movimentação de forças armadas, mas permitem uma facilidade de manobra para forças pequenas de guerrilha que podem fazer muitos estragos nas fileiras dos portugueses. E na altura da guerra, vir à Guiné-Bissau para um português era vir para um inferno.
Fazer a guerra em Angola era mais aceitável para um português do que vir fazer a guerra na Guiné-Bissau, que era um verdadeiro inferno. Aliás foi aqui na Guiné que, tendo tomado consciência da impossibilidade de ganhar uma guerra colonial, os oficiais portugueses decidiram fazer o golpe de estado do 25 de abril de 1974 que acabou por libertar os portugueses da ditadura.
Houve portanto essa espécie de paradoxo que foi a dura guerra de libertação na Guiné que acabou por libertar Portugal antes de libertar as colônias.
Mas antes do golpe de estado em Portugal, a Guiné-Bissau já tinha proclamado a sua independência. Porque o país já foi libertado em dois terços e essa libertação de uma larga zona onde se construiu já um estado que funcionava com instituições ditas revolucionárias na época. Isso permitiu a proclamação de um estado que foi logo reconhecido por dezenas de estados e foi proclamado. Aliás, depois da visita de uma comissão das Nações Unidas para constatar a efetividade do controle do movimento de libertação sobre a zona pretendida libertada e, depois da confirmação de que o movimento de libertação controlava realmente essa zona, o país foi proclamado independente.”


Como disse inicialmente, vou contestar algumas afirmações imprecisas que o Snr. Reitor da Univ. Colinas produziu. Vou fazê-lo sem mencionar documentação que a fundamente mas, se for necessário, a indicarei.
Por uma questão de ordem prática, utilizarei o sistema de reproduzir cada uma das suas afirmações e, em seguida, as esclarecer:
a implantação dos portugueses aqui foi ditada pelo tráfico dos escravos”.
Tem, em parte, razão quando faz essa afirmação. Mas o modo como a faz poderá levar um leitor menos avisado a pensar que foram os portugueses que iniciaram esse ignóbil comércio. Como sabe, os portugueses limitaram-se, salvo exceções, a retirar aos árabes o domínio do negócio de escravos para a Europa.

…Mas essa implantação foi por muito tempo precária porque havia uma forte concorrência dos ingleses, dos espanhóis, dos franceses.
Esta afirmação também é imprecisa pois espanhóis e franceses nunca passaram das Ilhas Canárias e os ingleses ainda não pensavam em navegar. A concorrência começou aquando da monarquia dual ibérica, durante a qual a defesa do império português foi negligenciada.
Como sabe, o império português era uma talassocracia, de aí o pouco interesse em dominar extensões continentais.

…e foi uma luta dura em que os portugueses tomaram consciência da impossibilidade de ganhar a guerra.
Sabe, perfeitamente, que uma guerra de guerrilha só pode terminar quando uma das partes ceder ou a diplomacia lhe puser fim. No caso do ultramar português, o acordo entre a União Soviética e os Estados Unidos impossibilitaram qualquer solução diplomática.

…Aliás foi aqui na Guiné que, tendo tomado consciência da impossibilidade de ganhar uma guerra colonial, os oficiais portugueses decidiram fazer o golpe de estado do 25 de abril de 1974 que acabou por libertar os portugueses da ditadura.
Também o sabe mas pode não o querer confessar, que se não fosse a infiltração nas Forças Armadas portuguesas de elementos afetos à União Soviética e o acordo acima referido, a situação teria um desfecho completamente diferente.

…onde se construiu já um estado que funcionava com instituições ditas revolucionárias na época.
Francamente ! Que fantasia tão mal elaborada !... Um estado que funcionava?
Se, ainda hoje, não funciona, como se pode afirmar que funcionava naquela época?
A ONU, na sua maioria desinteressada, e dominada pela URSS e pelos países africanos que outra posição poderia tomar ?

Espero, Senhor Reitor, que não interprete mal a posição que assumi e peço-lhe que, para bem de todos nós membros da CPLP, ensine os seus alunos a interpretarem a História de uma forma verdadeira mas desapaixonada.
Envio-lhe os meus melhores cumprimentos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

-" O massacre de Santa Cruz, em Timor "

No dia 12 de Novembro de 1991, precisamente há 19 anos, deu-se o massacre no cemitério de Santa Cruz, em Díli, capital de Timor-Leste.
Foi um ato vergonhoso, cometido pelo exército indonésio, ainda mais por ter sido perpetrado por uma força de um país que pode ser incluido na Lusofonia.
Infelizmente, não é só na Indonésia que existem políticos ignorantes que ignoram a força dos laços históricos.

Recordar, transc
revendo o relato dessa atrocidade cometida pelo exército da Indonésia contra um do redutos da Lusofonia no Extremo-Oriente, é o mínimo que nós, lusófonos, podemos fazer.

“ À chegada às portas do cemitério...alguns dos manifestantes subiram para cima do muro, exibiram os cartazes aos jornalistas e depois ficaram ali todos , quase sem saber o que fazer.

...Um camião do exército apareceu ao fundo da rua...Do interior começaram a saltar soldados vestidos de verde e com tiras vermelhas no capacete.

... Do lado direito apareceram mais soldados, estes com uniformes castanho--escuros e com as M16 em posição de fogo.

... Começaram as rajadas cerradas. Os timorenses das primeiras filas tombaram logo ali, os outros voltaram as costas num pânico de fuga e começaram igualmente a cair.

...Os corpos rolavam na rua... As armas calaram-se ao fim de um bom bocado...

No ar ergeu-se o coro da multidão refugiada no cemitério, a rezar Avé Maria em português."

In: “A Ilha das Trevas” de José Rodrigues dos Santos

Ainda hoje, os timorenses continuam a aguardar que o Governo indonésio lhes indique os locais onde o exército indonésio sepultou os seus mortos. Os portugueses, bem como os timorenses, nunca se calarão, ato que deveria ser seguido por todos os países da CPLP .


-" ESCLARECIMENTO sobre o texto anterior "

A resposta à pergunta que finaliza o texto "A genialidade da Língua portuguesa" publicado ontem, é que o texto não contém a letra " a ".
Revelo a resposta deste modo pois, como a nossa amiga Ana Roque, no seu comemntário, teve a amabilidade de me alertar, de facto existiam no texto 3 letras "a" que lá foram parar por acidente.
O erro já está corrigido e apresento as minhas desculpas há quase seis dezenas de leitores que ontem tiveram a amabilidade de visitar o meu blogue.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

-" A genialidade da Língua portuguesa "


Tenha paciência e leia até ao fim. Proposto por um brasileiro, é um ótimo exercício que eleva o ego de qualquer lusofalante !

O que falta no texto ? Tente achar, antes de ver a resposta (no final)...

"Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.
Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos.
Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo modesto, porém viril , cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.

Texto enviado pelo nosso amigo Canojones.

Descobriu?... Não?... Então veja a resposta em « rosadosventos2.blogspot.com ».

domingo, 7 de novembro de 2010

-" Mulher; esse Ser misterioso e sedutor !...

Tenho lido muita prosa interessante sobre esse Ser maravilhoso que é a mulher, mas nada tão saboroso, tão cheio de espírito, com tanto humor e carinho, como o texto que se segue e que publico em homenagem a todas elas, especialmente, às minhas amigas.


"Acerca da Mulher
Por: Luís Fernando Veríssimo ( escritor, jornalista, humorista e cronista brasileiro, filho do admirável escritor Érico Veríssimo)

Existem várias lendas sobre a origem da Mulher.
Uma diz que Deus pôs o primeiro homem a dormir, inaugurando assim a anestesia geral, tirou uma de suas costelas e com ela fez a primeira mulher. E que a primeira provação de Eva foi cuidar de Adão e agüentar o seu mau humor enquanto ele convalescia da operação
Uma variante desta lenda diz que Deus, com seu prazo para a criação estourado, fez o homem às pressas, pensando "Depois eu melhoro", e mais tarde, com o tempo, fez um homem mais bem-acabado, que chamou mulher, que significa "melhor" em aramaico.
Outra lenda diz que Deus fez a mulher primeiro, e caprichou nas suas formas, e aparou aqui e tirou dali, e com o que sobrou fez o homem só para não jogar barro fora.

Em certas tribos nômades do Médio Oriente ainda se acredita que a mulher foi, originariamente, um camelo, que na ânsia de servir seu Mestre de todas as maneiras foi se transformando até adquirir sua forma atual.
No Extremo Oriente existe a lenda de que as mulheres caem do céu, já de kimono.
E em certas partes do Ocidente persiste a crença de que mulher se compra através dos classificados, podendo-se escolher idade, cor da pele e tipo de massagem.

Todas estas lendas, claro, têm pouco a ver com a verdade científica.
Hoje se sabe que o Homem é o produto de um processo evolutivo que começou com a primeira ameba a sair do mar primevo, e é descendente direto de uma linha específica de primatas, tendo passado por várias fases até atingir o seu estágio atual - e aí encontrar a Mulher, que ninguém ainda sabe de onde veio.
É certamente ridículo pensar que as mulheres também descendem de macacos.
A minha mãe, não!

Mas de onde veio a primeira mulher, já que podemos descartar tanto a evolução quanto as fantasias religiosas e mitológicas sobre a criação?
Inclino-me para a tese da origem extraterrena. A mulher viria (isto é pura especulação, claro) de outro planeta.
Venho observando-as durante anos - inclusive casei com uma, para poder estudá-las mais de perto – e julgo ter colecionado provas irrefutáveis de que elas não são deste mundo.
Observei que elas não têm os mesmos instintos que nós, e volta e meia são surpreendidas em devaneio, como que captando ordens de outra galáxia, embora disfarcem e digam que só estavam pensando no jantar.
Têm uma lógica completamente diferente da nossa.
Ultimamente, têm tentado dissimular sua peculiaridade, assumindo atitudes masculinas e fazendo coisas - como dirigir grandes empresas e xingar a mãe do motorista ao lado - impensáveis há alguns anos, o que só aumenta a suspeita de que se trata de uma estratégia para camuflar nossas diferenças, que estavam começando a dar na vista.
Quando comentamos o fato, nos acusam de ser machistas, presos preconceitos e incapazes de reconhecer seus direitos, ou então roçam a nossa nuca com o nariz, dizendo coisas como "ioink, ioink" que nos deixam arrepiados e sem argumentos.
Claramente combinaram isto. Estão sempre combinando maneiras novas de impedir que se descubra que são alienígenas e têm desígnios próprios para a nossa terra. É o que fazem quando vão, todas juntas, ao banheiro, sabendo que não podemos ir atrás para ouvir.
Muitas vezes, mesmo na nossa presença, falam uma linguagem incompreensível que só elas entendem, obviamente um código para transmitir instruções recebidas do Planeta Mãe.
E têm seus golpes baixos. Seus truques covardes. Seus olhos laser, claros ou profundamente escuros, suas bocas.
Meu Deus, algumas até têm sardas no nariz! Seus seios, aqueles mísseis inteligentes.
Aquela curva suave da coxa quando está chegando no quadril, e a Convenção de Genebra não vê isso!
E as armas químicas - perfumes, loções, cremes. São de uma civilização superior, o que podem nossos tacapes contra os seus exércitos de encantos?
Breve dominarão o mundo. Breve saberemos o que elas querem. E se depois de sair este artigo eu for encontrado morto com sinais de ter sido carinhosamente asfixiado, com um sorriso, minha tese estará certa..."


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

-" Dia de Finados : Dia da Vergonha "

Hoje é dia de finados ! Mas é, também, um dia de Vergonha Nacional para Portugal !
Neste dia quase toda a gente vai aos cemitérios para recordar e honrar os seus mortos. Todos, à exceção de alguns que tiveram a pouca sorte de perder familiares na Guerra do Ultramar e que, por qualquer motivo, não puderam transportar o corpo para Portugal.
Quem vir o vídeo que se segue não pode reprovar aquelas familias que "abandonaram" os seus mortos ! A maioria não os pôde repatriar por não ter condições para comportar os custos dessa complicada operação.
Por muito difícil que seja de aceitar, a verdade é que o Estado Português não assumia a obrigação de repatriar os mortos em combate.
Tal atitude, embora reprovável, pode ser compreendida dentro do espírito ditaturial do Estado Novo, que pretendia evitar que a chegada dos mortos pudesse provocar agitações.
Mas as Forças Armadas também não estão isentas de responsabilidade ! Não poderiam pressionar o Governo nesse sentido ? ! ... Não o fizeram e tinham toda a força para o fazerem. Traíram o lema dominante das Forças Armadas portuguesas nas quais "nenhum homem fica para trás". Mas deixaram-nos ficar ! ...

E que dizer das "forças democráticas" políticas e militares depois do 25 de Abril ? ...

Depois de verem o vídeo, certamente, ficarão tão envergonhados e emocionados quanto eu.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010