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Politécnico de Macau quer formar tradutores de literatura
Por Hélder Beja do jornal Ponto Final (Macau, China) 6 de novembro de 2012.
O presidente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Lei Heong Iok, admitiu que faltam mais tradutores capazes de verter textos literários entre as línguas chinesa e portuguesa, e espera que a instituição de ensino que dirige possa ajudar a colmatar essa lacuna. [...]
Ler mais deste artigo: http://ventosdalusofonia.wordpress.com/2012/11/11/politecnico-de-macau-quer-formar-tradutores-de-literatura/
Seminário em Lisboa sobre Macau e as relações entre Portugal, China e Brasil
Do sítio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa 14 de novembro de 2012.
O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, estará presente no IV Seminário Internacional "O Papel de Macau no Intercâmbio Sino-Luso-Brasileiro", que terá lugar neste dia 14 de novembro, pelas 18 horas, no Palácio da Independência, ao [...]
Ler mais deste artigo: l/http://ventosdalusofonia.wordpress.com/2012/11/14/seminario-em-lisboa-sobre-macau-e-as-relacoes-entre-portugal-china-e-brasil/
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
- "Conheça o Instituto Internacional da Língua Portuguesa"
(Leitores: 1.915)
A história
do Instituto Internacional da Língua Portuguesa - IILP começa, oficialmente, em
1989, quando os países de expressão portuguesa se reúnem, em São Luís do
Maranhão, para pensar as bases de uma comunidade lusófona. Naquela ocasião, a
ideia de se criar um instituto partiu do então Presidente da República do
Brasil, José Sarney e de outros dignatários presentes.
Contudo, o Instituto só se tornaria realidade dez anos depois, em 1999, na VI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa - CPLP, que já havia se constituído em 1996. Na reunião, realizada em São Tomé e Príncipe, foram definidas as orientações para a implementação do IILP enquanto organismo promotor da língua portuguesa, aprovados os estatutos que o regem e escolhido o país de acolhida de sua sede nos primeiros anos de existência: a República de Cabo Verde. A primeira Assembleia Geral realizou-se em abril de 2002, na cidade da Praia, capital daquele país.
Os objetivos fundamentais do IILP são "a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais".
Conforme o princípio da rotatividade estabelecido quanto ao exercício da Direção Executiva do Instituto, assumiram este mandato várias personalidades, sendo que para o biénio 2010-2012 foi eleito Gilvan Müller de Oliveira, doutor em linguística, professor universitário brasileiro, que assumiu o posto no dia 20 de outubro de 2010..
A entrada em funcionamento, recentemente, de todas as Comissões Nacionais do IILP permitiu a amplificação dos trabalhos do Instituto, e uma melhor relação com os governos dos Estados Membros da CPLP. A descentralização das atividades e a presença do IILP nos diversos países é uma estratégia interessante para o cumprimento das metas do Instituto.
Contudo, o Instituto só se tornaria realidade dez anos depois, em 1999, na VI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa - CPLP, que já havia se constituído em 1996. Na reunião, realizada em São Tomé e Príncipe, foram definidas as orientações para a implementação do IILP enquanto organismo promotor da língua portuguesa, aprovados os estatutos que o regem e escolhido o país de acolhida de sua sede nos primeiros anos de existência: a República de Cabo Verde. A primeira Assembleia Geral realizou-se em abril de 2002, na cidade da Praia, capital daquele país.
Os objetivos fundamentais do IILP são "a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais".
Conforme o princípio da rotatividade estabelecido quanto ao exercício da Direção Executiva do Instituto, assumiram este mandato várias personalidades, sendo que para o biénio 2010-2012 foi eleito Gilvan Müller de Oliveira, doutor em linguística, professor universitário brasileiro, que assumiu o posto no dia 20 de outubro de 2010..
A entrada em funcionamento, recentemente, de todas as Comissões Nacionais do IILP permitiu a amplificação dos trabalhos do Instituto, e uma melhor relação com os governos dos Estados Membros da CPLP. A descentralização das atividades e a presença do IILP nos diversos países é uma estratégia interessante para o cumprimento das metas do Instituto.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
"O porquê do português ser a nova língua dos negócios"
Imagem que ilustra a capa desta
edição da revista Monocle dedicada à 'Geração Lusofonia'
A revista internacional 'Monocle' dedica a edição de Outubro ao mundo lusófono e, passando por todos os países de língua portuguesa, propõe-se mostrar «o porquê de o português ser a nova língua do poder e dos negócios». Com o título 'Geração Lusofonia' e mais de dez artigos sobre política, economia, cultura e design em português, a última edição da revista mensal «diz 'olá' ao mundo», foca uma comunidade que «faz negócios com um ritmo único» e questiona se não será este o momento de «libertar o [seu] enorme potencial». «Sentimos que o mundo lusófono é muitas vezes ignorado pelos outros (...) e era altura de alguém reparar», disse à Lusa o editor de internacional da revista, Steve Bloomfield, que assina o artigo de abertura da edição de Outubro. Uma entrevista com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, António Patriota, uma reportagem no atelier de Álvaro Siza Vieira no Porto, um artigo sobre os portugueses que estão a trocar Lisboa por Luanda e outro sobre a arquitectura portuguesa de Maputo são apenas alguns dos temas em destaque. Nas páginas da revista há ainda espaço para questionar se não será tempo de reconhecer o potencial dos Açores, já que «Portugal não sabe o que fazer com ele», e para contar como a «melhor cortiça do mundo» fornece produtores de vinho «icónicos», designers de moda e até a NASA. Descreve a rivalidade entre Rio de Janeiro e São Paulo nas telenovelas, enumera as 20 melhores estrelas de língua portuguesa, revela o segredo dos centros comerciais de São Paulo e descreve negócios que vão das antigas conservas de peixe portuguesas às brasileiras ‘Havaianas’. «Não fomos a todos, mas escrevemos sobre cada um dos países lusófonos e ainda sobre comunidades» na diáspora, como as de Goa, Macau e França, explicou Bloomfield. Embora Portugal tenha «problemas económicos sérios» neste momento, a comunidade lusófona inclui «países que estão a crescer economicamente e onde estão a acontecer coisas fantásticas», lembrou. O jornalista, que esteve em Lisboa e visitou a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reconheceu que já há tentativas de juntar os países para trabalharem juntos e que «algum do trabalho da CPLP é fascinante e incrivelmente ambicioso», mas defendeu que ainda há oportunidades a explorar. «A maior vantagem que vocês têm é que toda a gente adora os brasileiros e os portugueses. Têm muita empatia [soft power], são populares em todo o mundo e podem mesmo tirar partido dessa boa vontade», afirmou. Antecipando que a comunidade poderá vir a ser muito influente no mundo, o editor aguarda com expectativa os próximos desenvolvimentos. «Vamos ver o que acontece no Brasil com o mundial e os Jogos Olímpicos - isso será uma enorme oportunidade para os outros países lusófonos se promoverem -; vamos ver o que acontece com a recuperação económica portuguesa (...) e vamos ver se Angola se torna uma verdadeira democracia aberta». No artigo de abertura, Bloomfield citou o chefe da diplomacia brasileira quando diz que «há muitas histórias positivas a sair do mundo lusófono» e deixou um desafio: «É hora de o resto do mundo começar a aprender um pouco de português».
Lusa/SOL
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
-" O « melhor recanto de Espanha » é português ! ..."
( Leitores: 1.245 )
"O Melhor Recanto de Espanha 2012" é um
monumento português. A Igreja de Santa Maria Madalena, em Olivença, arrebatou o
1.º lugar numa votação online, mas a distinção reacende as dúvidas sobre
a perda do território.
sábado, 8 de setembro de 2012
-"AQUELE ABRAÇO": Ano Portugal - Brasil / Brasil - Portugal
( Leitores: 1.935 )
Até Junho, aquele abraço: É ano de Portugal no Brasil e ano do Brasil em Portugal
Um concerto com estrelas dos dois lados do Atlântico, Mariza e Roberta Sá, em Brasília, abre oficialmente, esta sexta-feira, um “abraço” que vai prolongar-se até Junho de 2013. Celebra-se o Ano de Portugal no Brasil e o Ano do Brasil em Portugal com eventos mil.
O Ano de Portugal no Brasil, arranca já esta sexta-feira, Dia da Independência brasileira, com uma cerimónia oficial em Brasília (no Teatro Nacional Cláudio Santoro), em que participa o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e um espectáculo que junta estrelas dos dois lados do Atlântico, Mariza e Roberta Sá, acompanhadas pela Orquestra Sinfónica Nacional.
As programações culturais vão decorrer em simultâneo nos dois países, estando prevista a apresentação de eventos em mais de 30 cidades brasileiras, cobrindo todas as regiões do país. Quando Miguel Horta e Costa, comissário-geral das comemorações do Ano de Portugal no Brasil, apresentou o evento, em linhas gerais, em Lisboa, em Julho, anunciou que o lema da representação nacional é "Portugal Agora", centrando-se na modernidade e na inovação, nas áreas da cultura, economia e desenvolvimento empresarial, na tecnologia, ciência, educação e desporto.
Já a organização do Ano do Brasil em Portugal - numa programação repleta de música, teatro, exposições ou gastronomia - quer levar o público a uma viagem pelas diversas manifestações da cultura brasileira, e para além das grandes cidades. O ano verde e amarelo por terras lusas terá o seu primeiro grande momento popular nos espectáculos de abertura, dias 22 e 23 de Setembro, no Terreiro do Paço, em Lisboa: o primeiro dia será marcado pelos concertos de Ney Matogrosso e do Monobloco. O "abraço" musical prossegue dia 23 com os portugueses Carminho, Paulo Gonzo e BOSS AC e os brasileiros Martinho da Vila, Zeca Baleiro e Zé Ricardo, que cantarão o repertório próprio e algumas músicas em conjunto.
Portugal @ Brasil
O Portugal contemporâneo vai dar-se a conhecer através de centenas de artistas das áreas da música, artes plásticas, dança, cinema, artes performativas, fotografia, arquitectura e design. Lema do projecto: "Portugal Agora".
Depois de Brasília, outras cidades receberão espectáculos de abertura nos próximos dias: a 9, em Belo Horizonte, Mariza junta-se a Milton Nascimento; no Rio, dia 12, o "show" repete-se, seguindo-se apresentações cariocas dos The Gift dias 14 e 15.
O programa cultural luso inclui ainda digressões da orquestra da Gulbenkian pelo Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) ou da Companhia Nacional de Bailado (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador).
Nas artes plásticas, serão realizadas exposições de pintura de Maria Helena Vieira da Silva e de escultura de Rui Chafes, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e uma exposição de pintura, desenho e obra cerâmica dos irmãos Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, no Museu Nacional de Belas Artes, na mesma cidade. Vão também realizar-se exposições de Vasco Araújo e Joana Vasconcelos e, na área do design, uma dedicada ao trabalho de Fernando Brízio.
No Festival de Cinema do Rio de Janeiro, serão exibidos o filme "Tabu", de Miguel Gomes, uma retrospectiva de João Pedro Rodrigues e um programa de curtas-metragens de Manoel de Oliveira. Na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo será a vez da exibição do novo filme de Manoel de Oliveira, "O Gebo e a Sombra", e de filmes de jovens realizadores portugueses como João Salaviza, Gonçalo Tocha e Gabriel Abrantes, recentemente premiados com o Leopardo de Ouro, o Urso de Ouro e a Palma de Ouro.
Fonte: Lusa
O Ano de Portugal no Brasil, arranca já esta sexta-feira, Dia da Independência brasileira, com uma cerimónia oficial em Brasília (no Teatro Nacional Cláudio Santoro), em que participa o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e um espectáculo que junta estrelas dos dois lados do Atlântico, Mariza e Roberta Sá, acompanhadas pela Orquestra Sinfónica Nacional.
As programações culturais vão decorrer em simultâneo nos dois países, estando prevista a apresentação de eventos em mais de 30 cidades brasileiras, cobrindo todas as regiões do país. Quando Miguel Horta e Costa, comissário-geral das comemorações do Ano de Portugal no Brasil, apresentou o evento, em linhas gerais, em Lisboa, em Julho, anunciou que o lema da representação nacional é "Portugal Agora", centrando-se na modernidade e na inovação, nas áreas da cultura, economia e desenvolvimento empresarial, na tecnologia, ciência, educação e desporto.
Já a organização do Ano do Brasil em Portugal - numa programação repleta de música, teatro, exposições ou gastronomia - quer levar o público a uma viagem pelas diversas manifestações da cultura brasileira, e para além das grandes cidades. O ano verde e amarelo por terras lusas terá o seu primeiro grande momento popular nos espectáculos de abertura, dias 22 e 23 de Setembro, no Terreiro do Paço, em Lisboa: o primeiro dia será marcado pelos concertos de Ney Matogrosso e do Monobloco. O "abraço" musical prossegue dia 23 com os portugueses Carminho, Paulo Gonzo e BOSS AC e os brasileiros Martinho da Vila, Zeca Baleiro e Zé Ricardo, que cantarão o repertório próprio e algumas músicas em conjunto.
Portugal @ Brasil
O Portugal contemporâneo vai dar-se a conhecer através de centenas de artistas das áreas da música, artes plásticas, dança, cinema, artes performativas, fotografia, arquitectura e design. Lema do projecto: "Portugal Agora".
Depois de Brasília, outras cidades receberão espectáculos de abertura nos próximos dias: a 9, em Belo Horizonte, Mariza junta-se a Milton Nascimento; no Rio, dia 12, o "show" repete-se, seguindo-se apresentações cariocas dos The Gift dias 14 e 15.
O programa cultural luso inclui ainda digressões da orquestra da Gulbenkian pelo Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) ou da Companhia Nacional de Bailado (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador).
Nas artes plásticas, serão realizadas exposições de pintura de Maria Helena Vieira da Silva e de escultura de Rui Chafes, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e uma exposição de pintura, desenho e obra cerâmica dos irmãos Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, no Museu Nacional de Belas Artes, na mesma cidade. Vão também realizar-se exposições de Vasco Araújo e Joana Vasconcelos e, na área do design, uma dedicada ao trabalho de Fernando Brízio.
No Festival de Cinema do Rio de Janeiro, serão exibidos o filme "Tabu", de Miguel Gomes, uma retrospectiva de João Pedro Rodrigues e um programa de curtas-metragens de Manoel de Oliveira. Na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo será a vez da exibição do novo filme de Manoel de Oliveira, "O Gebo e a Sombra", e de filmes de jovens realizadores portugueses como João Salaviza, Gonçalo Tocha e Gabriel Abrantes, recentemente premiados com o Leopardo de Ouro, o Urso de Ouro e a Palma de Ouro.
Fonte: Lusa
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
-"Os países da CPLP e os dialetos crioulos lusófonos"
Este vídeo só apresenta imagens dos países que têm o português como língua oficial, mas não nos esqueçamos que a língua portuguesa também está presente em dialetos crioulos espalhados por todo o mundo.
Em África: na Guiné Equatorial, em Casamansa, nas ilhas de Fernando Pó e Ano Bom, em Zanzibar, Mombaça e Melinde;
Na Índia: em Goa, Diu, Damão, Nagar Aveli, Bombaim, Korlai, Quilom, Mangalor, Tellichrry, Cochim, Vaipim, Bengala e na Costa de Coromandel;
No Sri-Lanka ( antigo Ceilão ): em Trincomalee, em Batticaloa, em Mannar e em Puttallam;Na Malásia: em Malaca e Kuala Lumpur e o papiá kristang em Singapura;
Na Indonésia: nas ilhas de Java, Flores, Ternate, Ambom e Macassar;
Na China: o patuá de Macau e Hong-Kong;
Na América: em Suriname e em Curaçau, Aruba e Bonaire, nas Antilhas.
sábado, 18 de agosto de 2012
-"São Luís do Maranhão"
O meu amigo Canojones, encontrou nos seus arquivos o excelente artigo que se segue e teve a amabilidade de mo enviar com a seguinte mensagem:
"Pelo seu valor de clarividência histórica, reencaminho mensagem dum amigo brasileiro descendente de portugueses açorianos - um lutador pela reposição da Verdade Histórica, um pouco (?) arredada dos manuais brasileiros."
São Luís
O caderno Turismo da Folha de S. Paulo de 5/1/98 publica uma reportagem da Agência Folha de São Luís sobre a capital do Maranhão. No breve retrospecto histórico (6 cm de coluna), o jornalista diz que São Luís é a única capital brasileira fundada pelos franceses, que queriam criar "a França Equinocial, um pedaço da França nos trópicos" e que "só que, para infelicidade de muitos maranhenses, os franceses foram expulsos pelos portugueses em 1615."
Em poucas linhas, o jornalista demonstra a ausência de auto-estima nacional pela nossa origem. Como, infelizmente, isso não é privilégio dele, é preciso contestar e protestar. "Pelo seu valor de clarividência histórica, reencaminho mensagem dum amigo brasileiro descendente de portugueses açorianos - um lutador pela reposição da Verdade Histórica, um pouco (?) arredada dos manuais brasileiros."
São Luís
O caderno Turismo da Folha de S. Paulo de 5/1/98 publica uma reportagem da Agência Folha de São Luís sobre a capital do Maranhão. No breve retrospecto histórico (6 cm de coluna), o jornalista diz que São Luís é a única capital brasileira fundada pelos franceses, que queriam criar "a França Equinocial, um pedaço da França nos trópicos" e que "só que, para infelicidade de muitos maranhenses, os franceses foram expulsos pelos portugueses em 1615."
A presença dos franceses no Brasil, como corsários, começou no início do século XVI. Em 1555, o almirante Nicolau Durand de Villegagnon, com 600 homens, pretende fundar a França Antártica. Instala-se na baía de Guanabara, e funda o forte Coligny de onde foi expulso pelos portugueses (Estácio de Sá) em 1567, doze anos depois. (Estácio de Sá só fundou o Rio de Janeiro em 1565). Diríamos, por isso, que o Rio de Janeiro foi fundado pelos franceses?
Entre 1574 e 1585 os franceses seinstalaram na Paraíba. Expulsos, foram para o Rio Grande do Norte, de ondeforam expulsos por Jerônimo de Albuquerque em 1599. Os francesesnão desistem e vão para o Maranhão onde, em 1594, já haviam estado Charles des Vaux e Jacques Riffault.
Sua presença no Maranhão durou apenas três anos (8/9/1612—3/11/1615) e deles só ficou mesmo o nome de São Luís dado à cidade e que foi preservado pelos portugueses talvez por se referir a um santo católico, embora rei de França. Não há nada a lamentar na sua expulsão. Pelo contrário, graças ao esforço luso em manter este enorme território é que temos hoje o Brasil íntegro. Só temos que nos orgulhar e louvar o esforço e a tenacidade de figuras como a de Jerônimo de Albuquerque Maranhão — o mameluco — de seu pai, Jerônimo de Albuquerque e de Alexandre de Moura, entre outros.
Vale a pena ler a história da época da colonização do Brasil.Roldão Simas Filho
Brasília, 6 de janeiro de 1998
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