ALTERAÇÃO DO ENDEREÇO

sábado, 26 de março de 2011

-"TUMBALALAIKA na Sinagoga portuguesa, em Amsterdão"

Um testemunho da Universalidade portuguesa




A sinagoga portuguesa de Amsterdão é uma jóia historiológica que, juntamente com o cemitério luso-judaica da mesma cidade, faz parte do património português disseminado pelo mundo. Ambos são testemunhos da tão pouco estudada participação dos judeus na sociedade portuguesa.
A sinagoga foi construida há várias centenas de anos e nunca foi eletrificada sendo, ainda hoje, iluminada apenas por velas. O arco, assentos e tudo mais, foram feitos à mão, por construtores de barcos na boa tradição portuguesa.


Durante a 2ª guerra mundial, os nazis nunca se interessaram por esta preciosidade jamais tendo lá entrado, ao que não deve ter sido estranho o auxílio dado à Alemanha pelo governo português de então.
Graças a isso encontra-se intacta e tal como foi contruída originalmente em toda a sua beleza.
 

quarta-feira, 23 de março de 2011

-" A estátua viva

Uma exibição extraordinária !

sábado, 19 de março de 2011

-" A ucraniana que desenha na areia "

Um TALENTO extraordinário!

Kseniya Simonova foi a vencedora da edição ucraniana do concurso "Talentos".

Na final, ao vivo, fez uma animação da invasão da Ucrânia pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia.
Trouxe lágrimas aos olhos dos membros do júri e do público. Foram 8 minutos maravilhosos que demonstraram um talento especial e trouxeram, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou várias gerações.
Usando a sua arte, Kseniya Simonova, mostra-nos que as novas gerações, felizmente, não esqueceram essa tragédia.

terça-feira, 15 de março de 2011

-" Angola: 15 de Março de 1961"

Os massacres que deram origem à guerra

Faz hoje 50 anos que em Angola se manifestou uma das maiores formas de selvajaria, que rivaliza com os maiores atos de primitivismo da história da humanidade.
Mais trágica se torna essa manifestação por ter sido encorajada e subsidiada pelas igrejas evangélicas dos EUA, apoiadas pelo seu governo em obediência aos interesses dos capitalistas sem escrúpulos que pretendiam apoderar-se dos recursos de Angola, visando, essencialmente, os diamantes, o petróleo e as pirites.
Quero crer que os mandantes desses atos, com a inocência e ignorância que sempre caraterizou os EUA, tenham ficado surpreendidos e até horrorizados ao verem os atos de selvajaria a que deram origem. Mas, além de não contarem com a selvajaria dos executantes, os estrategas dessas ações cometeram o erro de não considerarem o chamamento do sangue e o forte espírito de justiça que existe em todos os portugueses.
Esses erros, fizeram com que a sublevação, que poderia ter o apoio de muitos portugueses, gerasse um sentimento de indignação que influenciou a forma como a guerra decorreu. Além de que, fez com que muitos se deixassem arrastar para a guerra para defenderem os valores da nossa civilização. Conheci alguns, com cursos superiores, que tinham residência no estrangeiro, que podiam evitar de irem para a guerra mas que acharam ser seu dever impedir o triunfo do primitivismo e da selvajaria.
Curiosamente, muitos consideravam a independência das colónias como algo inevitável, necessário e aconselhável, a que estariam dispostos a dar o seu apoio. Os massacres de 15 de Março alteraram, completamente, a situação.
Recordando esta data trágica, transcrevo os relatos dos acontecimentos feitos por três pessoas que os observaram e que vêm publicados no livro “Angola 61” da autoria de Dalila Cabrita Mateus e de Álvaro Mateus.

O relato de Franco Nogueira
O relato dos ataques do 15 de Março de 1961 feito pelo embaixador Franco Nogueira é uma boa síntese dos factos. Retirada alguma adjectivação, de modo a manter a necessária objectividade, aqui vai o que escreveu:
«...De 14 para 15 de Março de 1961 [...] são atacadas Sto. Antônio do Zaire, S. Salvador do Congo, Maquela do Zombo, que se podem considerar quase raianas. Mas são igualmente acometidas Ambrizete, Negaje, Mucaba, Sanza-Pombo. Toda a Baixa de Cassange está em alvoroço. E [os atacantes] estão às portas de Carmona» - conta Franco Nogueira. E prossegue:
«Em menos de 48 horas, pelos distritos do Zaire e do Uije é a devastação maldita. Plantações e casas solitárias são saqueadas e incendiadas. Aldeias são arrasadas.
É posto cerco a vilas e pequenas
povaçôes, cortando-lhe os abastecimentos.Vias e meios de comunicação ficam destruídos.E a cidade de Carmona apenas consegue resistir graças ao heroismo dos seus habitantes(…).
Não se faz distinção de etnias, nem de sexo, nem de idades tão-pouco. É terror maciço e cru. Além dos praticados na Baixa de Cassange e contra as vilas fronteiriças, parecem ser parti­cularmente violentos os massacres nas regiões de Nambuan-gongo, Quicabo e Quitexe.
Como nos tempos remotos das grandes barbáries, são assas­sinados homens, mulheres, velhos e crianças, autoridades admi­nistrativas, agentes da ordem, brancos, negros e mestiços. Ou fuzilados, ou queimados dentro das casas e cubatas, ou esquar­tejados e degolados, ou serrados vivos. [...].
[...] Os que ficam ainda, aquém do terror que alastra, pro­curam na fuga a salvação. Amontoam-se nos transportes públicos que regurgitam muito para além das lotações e aos milhares tentam dirigir-se para Luanda. [...] E os itinerários não estão protegidos. Há cortes de picadas. Não se sabe que situação existe na próxima localidade. E nas pistas por que tomam ou nas povoações por que passam apenas encontram corpos chaci­nados. E ruína, mais ruína.
[...] Entretanto, começam a afluir a Luanda os fugitivos: são chusmas em tropel, feridos, esfarrapados, cobertos de pó e terra encarnada, mutilados à beira da morte por míngua de cuidados [...].
São divulgados os cálculos provisórios das autoridades: devem ter sido assassinados, entre os elementos da população, cinco ou seis mil pessoas; e abatidos dois a três mil [atacantes].
[...] De repente está criado um clima de suspeita, de ódio entre raças: os brancos vêem em cada negro um possível terro­rista; os negros vêem em cada branco um homem que se quer vingar e que agora mata sem hesitar. Deste modo, e além das atrocidades dos assaltantes, assumem gravidade o ataque pre­ventivo e a retaliação indiscriminada de brancos sobre negros e destes sobre aqueles.»26

O relato da angolana Ana Inglês.
Ao longo do caminho vimos enorme morticínio de pessoas brancas e pretas, sem braços, sem pernas, sem olhos. E acrescenta
«Cheguei ao Pire com o meu pai e encontrámos aquilo num enorme rebuliço, porque os que estavam nas matas tinham ata­cado Quitexe, Balongongo e Aldeia Viçosa. Já havia pretos e brancos mortos, morticínios terríveis.»28
Nos arquivos de Salazar encontra-se um documento, simultaneamente terrífico e comovente. A carta de uma menina, que relata a forma como seus pais foram mortos em Quitexe e como tomou conhecimento do facto. Ali se escreve:
O dia 16 de Março de 1961 calhou nas férias da Páscoa. Tínha­mos acordado há pouco tempo. Eu e a minha prima íamos come­çar a arrumar a casa, trabalho que fazíamos sempre que havia tempo. O meu primo foi à janela e viu um táxi, onde lhe pareceu ver a tia. A irmã da minha mãe saiu do carro a chorar. Ficámos todos aflitos e levámo-la para dentro. Só conseguiu dizer: - Mataram os pais dela. Desatei a chorar.
Levei tempo, talvez meses, a convencer-me da verdade.
O ataque a Quitexe realizou-se no dia 15 de Março, pela manhã. O meu pai era um homem bastante alto e forte. Pouca gente se atreveria a lutar com ele. Prepararam-lhe uma embos­cada, ao pé de uma porta. Quando ia atravessá-la, deram-lhe uma catanada no nariz. Amparou a parte magoada, mas ao atra­vessar outra porta, segunda catanada no pescoço, que o matou.
A mãe morreu à porta de casa. Creio que ouviu barulho e que veio ver o que era. O meu irmão não sei, creio que morreu abraçado à mãe e que foram assim enterrados. Que mal podia fazer uma criança só com 6 anos ?”

Segue-se um vídeo com cenas dos massacres.


sábado, 12 de março de 2011

-" O cavaquinho: simbolo da Lusofonia "

O cavaquinho é um instrumento de grande popularidade que, ao longo da história, tem acompanhado os portugueses nas suas andanças pelo Mundo. Em toda a parte onde os portugueses estiveram o cavaquinho foi adotado pelas populações, quer no seu modelo típico quer com ligeiras alterações. Onde ele é mais popular é em Portugal, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e, com alteração, no Havaí onde é chamado de ukulele.
Pode-se afirmar que o cavaquinho teve penetração maior do que a língua e muito maior resistência, tendo permanecido, mesmo em lugares onde a língua já caiu em desuso. Por isso, consideramos que o cavaquinho, pela sua popularidade, pelo que representa e pela sua expansão, deveria ser eleito como símbolo da Lusofonia.

O uso do cavaquinho em Portugal e no Brasil é sobejamente conhecido, pelo que dispensa quaisquer comentários.
Seguem-se quatro exemplos da universalidade do cavaquinho: o Grupo de Cavaquinhos de Mainz e Wiesbaden (Alemanha); o cavaquinho em Cabo Verde; o cavaquinho no Havai e o cavaquinho na Inglaterra.

O Cavaquinho na Associação de Mainz e Wiesbaden




O Cavaquinho em Cabo Verde e algumas interessantes imagens da Ilha de S. Vicente




O cavaquinho no Havai





Para finalizar, um exemplo do que resulta da falta de informação: os ingleses formaram um conjunto
"A orquestra de Ukelele da Grã-Bretanha" com os cavaquinhos do Havai quando os tinham muito mais perto em Portugal.



Creio não ser exagero reclamar para este instrumento o título de Símbolo da Lusofonia.

sexta-feira, 11 de março de 2011

-" Os historiadores renegados de Portugal (4-final)

Descoberta da Austrália por um Português!

De: Manuel Luciano da Silva
NÃO foram os historiadores renegados portugueses que descobriram que o Português Cristóvão de Mendonça, mandado pelo Rei D. Manuel I em 1522, foi à procura da “Ilha do Ouro”, chegando a dar a volta total ao continente australiano, registando toda a sua viagem em mapas coevos, com 120 topónimos portugueses, cujas cópias fazem parte da Colecção Vallard que está preservada na Biblioteca de Huntington em San Marino na Califórnia perto de Los Angeles, Estados Unidos da América.
Já foram escritos quatro livros por autores australianos -- dois em inglês e dois em português -- a afirmar que foi o Cristóvão de Mendonça que descobriu a Austrália 250 anos ANTES do inglês Francis Drake lá ter abordado.
Aqui estão os dados apresentados pelos dois autores australianos:
“The Secrete Discovery of Austrália” = “Descoberta Secreta da Austrália” pelo Advogado Kenneth McIntyre. Tradução da Fundação do Oriente. E o outro livro publicado na Austrália pelo jornalista cientifico Peter Trickett com o titulo de “Beyond Capricorn” – “Para além do Capricórnio” publicado já em Portugal.
Ambos estes livros apresentam dados arqueológicos:

(1) as ruínas dum Forte Português na Austrália;

(2) uma peça de chumbo usada pelos portugueses na pesca;

(3) uma peça de faiança portuguesa;

(4) um canhão português do século XVI e ainda;

(6) 15 mapas mostrando a costa marítima da Austrália com 120 topónimos portugueses.

Todos estes 15 mapas em pergaminho estão preservados numa caixa sem oxigénio na Biblioteca de Huntington, em San Marino na Califórnia, formando a famosa Colectânea de Vallard.
Os Historiadores Renegadores vão perder!
Não temos dúvida absolutamente nenhuma que os historiadores renegados de Portugal vão perder estas três batalhas:
(1) da Pedra de Dighton, (2) do Colombo Português e (3) da descoberta da Austrália por Cristóvão de Mendonça em 1522.
Entretanto é realmente uma pena que esta vitória final tarde a chegar porque quem continua a perder é Portugal!

Não vou mencionar aqui os nomes dos historiadores renegados porque eles não merecem essa consideração. Pela sua teimosia vão morrer e não vão deixar nome nenhum na História de Portugal !
O Almirante Teixeira da Mota, que foi um grande pesquisador da Cartografia Portuguesa, antes de morrer, foi o único que aplaudiu as pesquisas de Kenneth McIntyre concordando com a descoberta da Austrália pelo Português Mendonça.
Devemos lembrar que durante o reinado de D. Manuel I, conhecido como “Rei da Pimenta”, porque pagava mal aos cartógrafos que trabalhavam na Casa da Índia, 62 desses cartógrafos portugueses saíram de Portugal e foram trabalhar para a Espanha, França, Holanda e Inglaterra.
Muitos mapas portugueses que existem hoje no mundo foram feitos por esses cartógrafos que passaram a ser chamados de “Traidores”.
Com a destruição da Casa da Índia pelo Terramoto de 1755, hoje não teríamos a Colecção Vallard que foi feita na Escola Cartográfica de Dieppe, em França, pelos tais cartógrafos “Traidores” portugueses que abandonaram o Rei D. Manuel I.

Felizmente que a Colecção Vallard existe hoje para maior glória da História de Portugal!
Com a confirmação da descoberta da Austrália por Cristóvão de Mendonça em 1522, podemos afirmar doravante que os navegadores portugueses descobriram o GLOBO TODO e não apenas dois terços!


Nota do editor: Manuel Luciano da Silva, é um brilhante médico que, durante anos, exerceu a sua profissão nos EUA e dedicou parte da sua vida ao estudo da presença  portuguesa no Mundo . Querendo saber mais aceda ao sítio
«http://laranjeira.com/artigos/080105-manuel_luciano_silva.shtml ».
AN

 

quarta-feira, 9 de março de 2011

-" Os historiadores renegados de Portugal " ( 3 )

Colombo Português
Por: Manuel Luciano da Silva


Os historiadores renegados de Portugal ainda andam mais assanhados com este tema do Navegador Cristóvão Colon ou Colombo ser Português. Porquê? Eles aprenderam erradamente que este navegador nasceu em Génova e depois passaram anos a ensinar a mesma asneira.
Muitos destes historiadores renegados escrevem livros e artigos a defender a teoria que ele nasceu em Génova e alguns chegaram até a receber prémios do Governo Italiano e claro que agora não têm “cojones” para admitir que o que têm estado a ensinar aos seus alunos está errado! Nós em medicina mudamos de diagnóstico sem acanhamento nenhum, porque queremos o bem do doente, queremos curar o doente.
Não tomamos uma atitude “daqui não saio, daqui ninguém me tira”, como acontece com os historiadores! Para se fazer o diagnóstico científico da Portugalidade do Navegador Cristóvão Colon, é muito fácil se examinarmos os documentos coevos sem inventarmos fantasias baseadas na cabala ou imagens em espelho! Basta concentrarmo-nos nos seguintes dados:

(1) Duas Bulas Papais de 3 e 4 de Maio de 1493, que existem na Biblioteca do Vaticano, apresentando os seus textos totalmente escritos em latim, mas tendo o nome do Navegador escrito em português antigo ou seja: Cristofõm Colon.

(2) A Sigla do Navegador é muito simples se soubermos os significados da pontuação grega e certos termos próprios em latim e hebraico. Estas interpretações seriam um exercício fora do vulgar para todos os alunos de história.

(3) O Monograma do nome Salvador Fernandes Zarco

(4) A Bênção hebraica para o Filho Legítimo Diogo Colon

(5) O Brasão do Cristóvão Colon com as Quinas de Portugal

(6) Os 40 topónimos portugueses que o Navegador pôs a muitas ilhas das Caraíbas depois das quatro viagens que ele fez.

(7) Já se fizeram as análises do ADN em 477 homens oriundos de Espanha, do sul de França e do Norte de Itália, os quais assinaram os seus nomes testemunhando que eram descendentes directos do Navegador. Os resultados científicos provaram que NENHUM destes 477 IMPOSTORES tinha um cromossoma Y igual ao cromossoma Y do filho Fernando Colon e ao cromossoma Y do irmão Diogo Colon, (irmão do Navegador), os quais foram encontrados nos seus respectivos ossos preservados nos mausoléus na Catedral de Sevilha. Portanto já podemos concluir que baseados nos estudos científicos do ADN o Navegador Cristóvão Colon não podia ter sido italiano, nem francês, nem espanhol !!!

(continua)

NOTA: quem quiser documentar-se sobre este assunto pode ler o livro "Cristóvão Colombo Português" do autor do artigo acima e
o excelente trabalho de Mascarenhas Barreto intitulado "O Português Cristóvão Colombo Agente Secreto do Rei D. João II", publicado em 1988.
AN

segunda-feira, 7 de março de 2011

-" Os historiadores renegados de Portugal " ( 2 )


A Pedra de Dighton
Por: Manuel Luciano da Silva


Nós, Médicos, ao ensinarmos Medicina apresentamos o doente em frente da classe para os alunos fazerem perguntas ao doente sobre os sinais e sintomas e depois discutimos todos juntos o diagnóstico e o tratamento da doença.
É assim que se deve ensinar. Era assim que os Professores de História deviam também fazer. Apresentar directamente aos alunos a matéria a ser diagnosticada e deixar os alunos refutar ou concordar com o diagnóstico corrente.
Todos os alunos se devem envolver para que a aprendizagem seja muito mais proveitosa. A atitude de “Magister dixit” era usada no tempo da Idade Média. Agora, nos tempos modernos, isso está fora de moda!

Para se fazer o diagnóstico das inscrições gravadas na Pedra de Dighton é preciso usar-se as técnicas da Arqueologia e mais especificamente as técnicas da Epigrafia.
As inscrições gravadas na Pedra é que são a prova irrefutável do diagnóstico. Não é qualquer pergaminho que possa existir em Portugal.
Mas até à data (2010) ainda NÃO veio NENHUM historiador especifico universitário de Portugal examinar no local a face da Pedra de Dighton que agora está protegida dentro dum museu, em Berkley, Massachusetts, E. U. A.
Como é que podem fazer o diagnóstico correcto das inscrições a mais de três mil milhas de distância? Isso é ser um profissional desonesto!

As inscrições da Pedra de Dighton são muito simples. Constam de:
(1) Nome do Capitão, Miguel Corte Real, ao centro
(2) Os Escudos Nacionais Portugueses em forma de “U” e “V”
(3) Quatro Cruzes da Ordem de Cristo com extremidades em 45º
(4) Data de 1S11 com o algarismo em formato de um S maiúsculo.
( continua )


Comentário: estes elementos parecem-me ser prova irrefutável de que também foram os portugueses que descobriram a América do Norte.


sábado, 5 de março de 2011

-" Os historiadores renegados de Portugal " ( 1 )


Por considerar os temas de grande importância e haver necessidade de que, finalmente, se faça um estudo aprofundado e definitivo sobre eles, é com satisfação que transcreverei, em quatro publicações, o acutilante e rigoroso artigo que o Dr.Manuel Luciano Silva, brilhante médico e não menos brilhante historiólogo, que viveu longos anos nos Estados Unidos, publicou no seu blogue.
" A Pedra de Dighton, Colombo Português, a descoberta da Austrália por um Português!

Por Manuel Luciano da Silva, Médico

Infelizmente ainda continuam a existir várias dezenas de acontecimentos e personalidades históricas de Portugal que nunca foram pesquisadas nem diagnosticadas -- com a técnica de autópsias -- porque os chamados historiadores universitários preferem manter um estado de controvérsia para poderem usar mais paleio nas suas aulas e assim impressionar os seus alunos, revelando-se que são realmente sabichões!


Estes professores são autênticos renegados da História de Portugal! Vamos encontrar a maior concentração de historiadores renegados nas Universidades Nacionais Portuguesas, porque ganham o mesmo, não investigando NADA!

Há mais de 40 anos nas minhas viagens a Portugal, a primeira coisa que eu fazia era ir às livrarias e procurar livros escritos pelos vários historiadores de Portugal que tratassem dos Descobrimentos Portugueses. E gastei muita “massa” neste projecto!

Em pouco tempo apercebi-me que esses livros foram escritos por historiadores que usaram uma grande variedade de adjectivos diferentes, não apresentando NADA de novo, mas todos eles tiveram o cuidado de emitir as suas “doutas opiniões” renegando os protagonistas ou os feitos históricos.

Estes historiadores renegados não sabem fazer uma REFUTAÇÃO porque não sabem procurar, nem analisar, nem fazer uma autópsia a um documento ou a um monumento. Porquê? Porque estes historiadores renegados não saiem da sua universidade nem da biblioteca em sua casa, para se deslocar, irem aos locais onde se encontram os dados históricos e examiná-los com as técnicas científicas modernas.
Apenas três exemplos:

Vou citar apenas três casos históricos que têm sido e continuam a ser renegados pelos chamados grandes historiadores de Portugal.

(1) As inscrições portuguesas gravadas na Pedra de Dighton pelo navegador Miguel Corte Real em 1511.

(2) A Portugalidade do Navegador Cristóvão Colon, ou Colombo.

(3) A Descoberta da Austrália pelo Navegador Cristóvão de Mendonça em 1522."

( continua ....)


sábado, 26 de fevereiro de 2011

-" O avanço do Islão na Europa "

Muitos europeus conscientes estão preocupados com o progressivo aumento do número de muçulmanos na Europa e com o efeito que a islamização pode trazer aos seus hábitos de vida, às suas crenças e ao seu bem-estar.
Mas poucos estão consciente que este é só mais um capítulo da islamização da Europa iniciada com a expansão para Ocidente do Império Otomano que estendeu, no Séc. XVI, o seu domínio até às fronteiras da Áustria e da Polónia, incluindo todos os territórios compreendidos entre o Mar Adriático e o Mar Negro e a Grécia. Com recuos e avanços, este domínio permaneceu na zona dos Balcãs até à I Guerra Mundial.
( para aumentar clique na imagem)

Com a derrota dos turcos, o Império Otomano desmoronou-se, mas deixou para trás grande quantidade de seguidores do Islão que perfazem 90% da população da Bósnia-Herzegovina, 12% da Bulgária, 10% da Albânia, 1% da Grécia e toda a costa romena do Mar Negro, ao que se tem de juntar a parte europeia da Turquia.
Atualmente, a enorme emigração para os países do Ocidente, constitui uma invasão consentida que aumenta, grandemente, a quantidade de muçulmanos na Europa.
Os receios dos europeus, a xenofobia de alguns e o comportamento de certas comunidades islâmicas, contribuem para que a Europa seja, neste momento, um local de grandes tensões sociais.
O vídeo que se segue, a ser um documento autêntico, mostra uma desnecessária manifestação pública de fé, realizada em Viena e, por muitos, considerada como uma provocação. Se não for autêntico, é uma repugnante manifestação de xenofobia.     
A.Norton

domingo, 20 de fevereiro de 2011

- "Os «chokepoints» do Império Português"


                     Extensão das explorações portuguesas e principais chokepoints do Império Português
A expansão portuguesa começou com a conquista de Ceuta em 1415 (que, só por si, já constituiu uma inovação, pois foi a primeira operação anfíbia da história) obedecendo a um plano estratégico, elaborado pelos responsáveis da época, apoiados pelos Infantes Henrique e Pedro, que tinha o objetivo de neutralizar Veneza que detinha o monopólio do fornecimento à Europa das apreciadas mercadorias do Oriente. Veneza adquiria em Alexandria, dominada pelos sultões mamelucos, estas mercadorias que chegavam lá pelas mãos dos mercadores muçulmanos depois de concluírem o trecho final da Rota da Seda.
A estratégia dos portugueses consistia em encontrar o Preste João e fazer dele um aliado que permitisse impedir que Veneza tivesse acesso a essas mercadorias.
Com a subida ao trono de João II o plano estratégico sofre grande evolução definindo como objetivo concreto o cerco em tenaz ao comércio muçulmano.
A progressão dos portugueses foi evolutiva e geograficamente variável abrangendo costas e rios da África Ocidental à procura do Preste João e do estratégico Rio Nilo, passando pela espionagem e pela procura de uma rota marítima alternativa para a fonte das especiarias.
O encontro do Preste João pouco adiantou (os primeiros encontros oficiais só decorreram na Etiópia em 1508 e em Lisboa em 1514) mas pelo caminho ficou consolidada uma economia que mudou o modelo tradicional da economia do país e provocou uma revolução no comércio internacional.
Com o rei Manuel I e depois da chegada à India, concretiza-se o primeiro Império Mundial em Rede e introduz-se a inovação das plataformas estratégicas, hoje denominadas de chokepoints, cobrindo o Atlântico, toda a costa africana, o Mar Vermelho, todo o Índico, a costa ocidental da Índia, o Pacífico até às Molucas e os Mares da China e do Japão.  
As explorações portuguesas, num período de cerca de 100 anos, estenderam-se da Costa Oriental das Américas do Norte e do Sul até ao Japão e à Austrália.

A.Norton

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

- Os avalistas da Lusofonia"

VIEIRA E CAMÕES
OS AVALISTAS DA LUSOFONIA.

J. Jorge Peralta
Diz-nos Pessoa que nossa pátria é a Língua Portuguesa
Uma pátria de muitos países, povos e nações
Uma pátria lusofônica, multiétnica, multinacional e multicultural
nos quatro cantos do mundo sediado.
Esta é uma realidade fantástica
que a todos engrandece e espanta,
nosso coração aquece e nossa força rejuvenesce.

Camões e Vieira são símbolos vitais
de nossa cultura e de nossos ideais.
 Ao lado de Pessoa, Eça, Antero e  Drummond,
Rosa, Gonçalves Dias, Castro Alves e Rui Barbosa,
estamos ladeado por uma plêiade imensa de imortais
das ciências, das letras e das artes,de todo o espaço lusófono procedentes.

São símbolos vitais da nação lusofalante:
e a  Torre de Belém e o Mosteiro da Batalha,
A Catedral de Brasília e o Cristo Redentor
E mais uma lista que não se acaba,
na Europa, na Ásia, nas Américas, na África,
no Oriente e no Ocidente.
Onde quer que haja uma comunidade Lusofalante.

São relicários de nossa auto-estima
E do orgulho nacional, lingüístico e cultural.
São obras monumentais, para honra e glória de nossa gente.
São fortes agentes da unidade e da solidariedade nacional,
e de toda a lusofonia.

Camões e Vieira são os avalistas da lusofonia,
desta comunidade imensa de pessoas de muitas etnias.
É uma “pátria” irmanada num idioma culto e belo,
a Língua Portuguesa, nosso veículo de comunicação,
de pensamento, de sentimentos e de ação.
É nossa pátria, nosso chão.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

- "Que parva que eu sou"- Os Deolinda.

Do Coliseu ao Cairo

por MARIA DE LURDES VALE in "DN Opinião" de30 Janeiro 2011

Na sexta-feira à noite, os Deolinda tocaram no Coliseu de Lisboa. No final, no último encore, sentiu-se um arrepio na sala. Foi comum. Sentiu-se que foi comum. E de tal forma assim foi que todos os que ali estávamos começamos a levantar-nos aos poucos e a aplaudir, sem parar, o que nos transmitia a voz - que grande voz! - de Ana Bacalhau, vocalista deste grupo que tão bem canta a vida portuguesa. Alguns de nós sabíamos que, lá fora, neste mundo a que todos pertencemos, havia quem, da Tunísia ao Egipto, estivesse, nas ruas, a lutar pela liberdade com o fim de alcançar uma vida mais digna. Outros saberiam mais. Que esse grito de revolta, que está a fazer história em frente aos nossos olhos, foi primeiro ensaiado através das redes sociais, da Internet, e do espaço virtual que todos partilhamos. Que, no mês de Dezembro, em Sidi Bouzid, 260 quilómetros a Sul de Tunes, Mohamed Bouazizi, um jovem licenciado de 26 anos, imolou-se pelo fogo para protestar contra um velho regime de cleptocratas que não lhe deixou outra alternativa que o seu próprio sacrifício. E que esse sacrifício não foi em vão. O regime caiu.

Naquela sala do Coliseu de Lisboa, muitos mais saberiam muito mais coisas. Que o que se passa nalguns países do Magrebe está a ter um efeito-dominó e a contagiar o resto do mundo árabe. Que são os milhares de jovens universitários, a quem nada mais resta nos países onde nasceram que fugir em busca de um qualquer trabalho clandestino na Europa ou nos EUA, onde é difícil entrar, que lideram esta revolta. Que na capital do Egipto há confrontos, mortos e feridos, tanques, jactos de água, mas que nem por isso a rua deixa de ser o palco dos protestos. Que a chama foi acesa por um discurso histórico de Obama, em Junho de 2009, quando disse no Cairo que "todos nós partilhamos este mundo por apenas um breve momento no tempo" e que "a questão é saber se queremos passar esse tempo concentrando-nos naquilo que nos diferencia, ou se estamos dispostos a um esforço, contínuo, para encontrar um terreno comum e concentrar-nos no futuro que queremos para os nossos filhos, e respeitar a dignidade de todos os seres humanos".

Naquela sala do Coliseu de Lisboa, a vocalista dos Deolinda, do alto dos seus 33 anos, anunciou que a última canção era nova e que era "dura" de ouvir. Chama-se "Que parva que eu sou" e diz assim: "Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição. Que parva que eu sou! Porque isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu poder estagiar. Que parva que eu sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar..."

Que parvos que somos

.....................................................................

Nota: não fazendo parte do artigo transcrito, segue-se a letra da canção e um vídeo que dá conta da reação do público no Coliseu do Porto.

Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar

Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar

Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais

E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

sábado, 12 de fevereiro de 2011

- " Portugal na China "

Macau

No processo de expansão do seu Império em rede, os portugueses chegaram à China nos princípios do Séc. XVI.

O plano de expansão inteligentemente elaborado no reinado de João II e brilhantemente continuado no reinado de Manuel I, previa a neutralização da “Rota da Seda”, através da qual eram mantidas as relações comerciais entre a China e Constantinopla e de aí com Veneza.
Usando o que hoje se designa por hard power após o fracasso do soft power, a conquista de Malaca, em 1511, abriu o Pacífico aos portugueses e, com isso, o acesso à China.

As relações com a China foram efetuadas pela via oficial e pela via privada.
As relações oficiais foram difíceis, devido à política xenófoba iniciada pelo Imperador Zhu Di e seguida pelos seus sucessores Zhu Gaozhi e Zu Zhanji que puseram fim às navegações do Almirante Zheng He e fecharam ao Mundo as portas da China.
Tomé Pires, o embaixador português, teve de aguardar três anos, alguns dos quais na prisão, para falar com o Imperador.
A via privada foi muito mais eficiente e, já em 1513, Jorge Alvares conseguiu armar um Junco e iniciar o comércio entre a China e Malaca. Numa praia isolada construiu uma cabana que servia de abrigo aos mercadores portugueses que se aventuravam até ao mar Amarelo e implantou nela um padrão com as quinas para afirmar que a região pertencia ao rei de Portugal.
Este espaço de terra ficou célebre porque foi nele que morreu S. Francisco Xavier.
Outros mercadores fizeram o mesmo que Jorge Alvares e, desafiando as proibições imperiais, alargaram o comércio até à India através de Malaca.
Os chineses acabaram por reconhecer o benefício deste comércio e aliado ao facto de os portugueses terem acabado com a pirataria no mar da China, em 1557 a proverbial sabedoria encontrou uma solução hábil para permitir a presença dos portugueses e o comércio sem infringir a proibição: deram aos portugueses uma ilhota ligada ao continente por um histmo, no qual construíram um muro para indicar que ali acabava a China.
Tinha nascido o território de Macau ! ….
Rapidamente a pequena aldeia se transformou numa ativa cidade comercial que foi, até 1675, a única porta de saída do comércio chinês, tanto para a Europa como para Malaca e Japão. Porém só em 1887 é que a China reconheceu, oficialmente, a soberania e a ocupação perpétua portuguesa sobre Macau.
Em 1967, ativistas chineses pró-comunistas originaram um motim que contestava a posse perpétua de Macau e, em 1987, Portugal e a República Popular da China acordaram que Macau passaria, de novo, para a soberania chinesa em 20 de Dezembro de 1999.

Macau foi território português durante 400 anos e foi o primeiro e o último território europeu na China.
Hoje continua em franco desenvolvimento e Portugal continua presente em cada esquina, como se pode verificar nos videos que se seguem.

A.Norton



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

- "Artigo do Embaixador Britânico em Portugal"

Artigo do Embaixador Alex Ellis, ao deixar Portugal publicado no jornal “Expresso” em 18 de Dezembro de 2010

Coisas que nunca deverão mudar em Portugal

Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta, não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem
. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância.
Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés
. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.