sábado, 26 de março de 2011
-"TUMBALALAIKA na Sinagoga portuguesa, em Amsterdão"
quarta-feira, 23 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
-" A ucraniana que desenha na areia "
Kseniya Simonova foi a vencedora da edição ucraniana do concurso "Talentos".
Usando a sua arte, Kseniya Simonova, mostra-nos que as novas gerações, felizmente, não esqueceram essa tragédia.
terça-feira, 15 de março de 2011
-" Angola: 15 de Março de 1961"
Faz hoje 50 anos que em Angola se manifestou uma das maiores formas de selvajaria, que rivaliza com os maiores atos de primitivismo da história da humanidade.
“O relato de Franco Nogueira
É posto cerco a vilas e pequenas povaçôes, cortando-lhe os abastecimentos.Vias e meios de comunicação ficam destruídos.E a cidade de Carmona apenas consegue resistir graças ao heroismo dos seus habitantes(…).
O relato da angolana Ana Inglês.
Segue-se um vídeo com cenas dos massacres.
sábado, 12 de março de 2011
-" O cavaquinho: simbolo da Lusofonia "
O uso do cavaquinho em Portugal e no Brasil é sobejamente conhecido, pelo que dispensa quaisquer comentários.
Seguem-se quatro exemplos da universalidade do cavaquinho: o Grupo de Cavaquinhos de Mainz e Wiesbaden (Alemanha); o cavaquinho em Cabo Verde; o cavaquinho no Havai e o cavaquinho na Inglaterra.
O Cavaquinho na Associação de Mainz e Wiesbaden
O Cavaquinho em Cabo Verde e algumas interessantes imagens da Ilha de S. Vicente
O cavaquinho no Havai
Creio não ser exagero reclamar para este instrumento o título de Símbolo da Lusofonia.
sexta-feira, 11 de março de 2011
-" Os historiadores renegados de Portugal (4-final)
De: Manuel Luciano da Silva
Felizmente que a Colecção Vallard existe hoje para maior glória da História de Portugal!
Com a confirmação da descoberta da Austrália por Cristóvão de Mendonça em 1522, podemos afirmar doravante que os navegadores portugueses descobriram o GLOBO TODO e não apenas dois terços!
Nota do editor: Manuel Luciano da Silva, é um brilhante médico que, durante anos, exerceu a sua profissão nos EUA e dedicou parte da sua vida ao estudo da presença portuguesa no Mundo . Querendo saber mais aceda ao sítio
«http://laranjeira.com/artigos/080105-manuel_luciano_silva.shtml ».
AN
quarta-feira, 9 de março de 2011
-" Os historiadores renegados de Portugal " ( 3 )
Por: Manuel Luciano da Silva
segunda-feira, 7 de março de 2011
-" Os historiadores renegados de Portugal " ( 2 )
Por: Manuel Luciano da Silva
(1) Nome do Capitão, Miguel Corte Real, ao centro
(2) Os Escudos Nacionais Portugueses em forma de “U” e “V”
(3) Quatro Cruzes da Ordem de Cristo com extremidades em 45º
(4) Data de 1S11 com o algarismo em formato de um S maiúsculo.
( continua )
Comentário: estes elementos parecem-me ser prova irrefutável de que também foram os portugueses que descobriram a América do Norte.
sábado, 5 de março de 2011
-" Os historiadores renegados de Portugal " ( 1 )
( continua ....)
sábado, 26 de fevereiro de 2011
-" O avanço do Islão na Europa "
domingo, 20 de fevereiro de 2011
- "Os «chokepoints» do Império Português"
A.Norton
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
- Os avalistas da Lusofonia"
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
- "Que parva que eu sou"- Os Deolinda.
Do Coliseu ao Cairo
por MARIA DE LURDES VALE in "DN Opinião" de30 Janeiro 2011
Na sexta-feira à noite, os Deolinda tocaram no Coliseu de Lisboa. No final, no último encore, sentiu-se um arrepio na sala. Foi comum. Sentiu-se que foi comum. E de tal forma assim foi que todos os que ali estávamos começamos a levantar-nos aos poucos e a aplaudir, sem parar, o que nos transmitia a voz - que grande voz! - de Ana Bacalhau, vocalista deste grupo que tão bem canta a vida portuguesa. Alguns de nós sabíamos que, lá fora, neste mundo a que todos pertencemos, havia quem, da Tunísia ao Egipto, estivesse, nas ruas, a lutar pela liberdade com o fim de alcançar uma vida mais digna. Outros saberiam mais. Que esse grito de revolta, que está a fazer história em frente aos nossos olhos, foi primeiro ensaiado através das redes sociais, da Internet, e do espaço virtual que todos partilhamos. Que, no mês de Dezembro, em Sidi Bouzid, 260 quilómetros a Sul de Tunes, Mohamed Bouazizi, um jovem licenciado de 26 anos, imolou-se pelo fogo para protestar contra um velho regime de cleptocratas que não lhe deixou outra alternativa que o seu próprio sacrifício. E que esse sacrifício não foi em vão. O regime caiu.
Naquela sala do Coliseu de Lisboa, muitos mais saberiam muito mais coisas. Que o que se passa nalguns países do Magrebe está a ter um efeito-dominó e a contagiar o resto do mundo árabe. Que são os milhares de jovens universitários, a quem nada mais resta nos países onde nasceram que fugir em busca de um qualquer trabalho clandestino na Europa ou nos EUA, onde é difícil entrar, que lideram esta revolta. Que na capital do Egipto há confrontos, mortos e feridos, tanques, jactos de água, mas que nem por isso a rua deixa de ser o palco dos protestos. Que a chama foi acesa por um discurso histórico de Obama, em Junho de 2009, quando disse no Cairo que "todos nós partilhamos este mundo por apenas um breve momento no tempo" e que "a questão é saber se queremos passar esse tempo concentrando-nos naquilo que nos diferencia, ou se estamos dispostos a um esforço, contínuo, para encontrar um terreno comum e concentrar-nos no futuro que queremos para os nossos filhos, e respeitar a dignidade de todos os seres humanos".
Naquela sala do Coliseu de Lisboa, a vocalista dos Deolinda, do alto dos seus 33 anos, anunciou que a última canção era nova e que era "dura" de ouvir. Chama-se "Que parva que eu sou" e diz assim: "Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição. Que parva que eu sou! Porque isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu poder estagiar. Que parva que eu sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar..."
Que parvos que somos
.....................................................................
Nota: não fazendo parte do artigo transcrito, segue-se a letra da canção e um vídeo que dá conta da reação do público no Coliseu do Porto.
Sou da geração sem remuneraçãoE não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
sábado, 12 de fevereiro de 2011
- " Portugal na China "
No processo de expansão do seu Império em rede, os portugueses chegaram à China nos princípios do Séc. XVI.
O plano de expansão inteligentemente elaborado no reinado de João II e brilhantemente continuado no reinado de Manuel I, previa a neutralização da “Rota da Seda”, através da qual eram mantidas as relações comerciais entre a China e Constantinopla e de aí com Veneza.
Usando o que hoje se designa por hard power após o fracasso do soft power, a conquista de Malaca, em 1511, abriu o Pacífico aos portugueses e, com isso, o acesso à China.
As relações oficiais foram difíceis, devido à política xenófoba iniciada pelo Imperador Zhu Di e seguida pelos seus sucessores Zhu Gaozhi e Zu Zhanji que puseram fim às navegações do Almirante Zheng He e fecharam ao Mundo as portas da China.
Tomé Pires, o embaixador português, teve de aguardar três anos, alguns dos quais na prisão, para falar com o Imperador.
Este espaço de terra ficou célebre porque foi nele que morreu S. Francisco Xavier.
Outros mercadores fizeram o mesmo que Jorge Alvares e, desafiando as proibições imperiais, alargaram o comércio até à India através de Malaca.
Os chineses acabaram por reconhecer o benefício deste comércio e aliado ao facto de os portugueses terem acabado com a pirataria no mar da China, em 1557 a proverbial sabedoria encontrou uma solução hábil para permitir a presença dos portugueses e o comércio sem infringir a proibição: deram aos portugueses uma ilhota ligada ao continente por um histmo, no qual construíram um muro para indicar que ali acabava a China.
Tinha nascido o território de Macau ! ….
Macau foi território português durante 400 anos e foi o primeiro e o último território europeu na China.
Hoje continua em franco desenvolvimento e Portugal continua presente em cada esquina, como se pode verificar nos videos que se seguem.
A.Norton
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
- "Artigo do Embaixador Britânico em Portugal"
| Artigo do Embaixador Alex Ellis, ao deixar Portugal publicado no jornal “Expresso” em 18 de Dezembro de 2010 |
Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
| 1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos. | |
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.


